quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RAIO GAMA EIXO CENTRAL DA VIA LÁCTEA


Dados do Telescópio Fermi, uma equipe de astrônomos e astrofísicos identificou uma gigantesca estrutura que abrange mais da metade do céu visível, espalhando-se a partir do eixo central da Via Láctea. A partir do centro da galáxia, as duas bolhas prolongam-se em direções opostas, cobrindo da constelação de Virgem até a constelação de Grus.

Mas como é que algo tão grande nunca havia sido visto antes?
A chave é o Telescópio Espacial Fermi, da NASA, o mais sensível detector de raios gama já lançado ao espaço. Raios gama são a forma mais energética da luz.

Astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu.

Essa neblina de alta energia surge quando partículas se movem perto da velocidade da luz interagem com a luz e com o gás interestelar na Via Láctea.

A equipe do telescópio refina constantemente seus modelos, de forma a descobrir novas fontes de raios gama obscurecidas por esta emissão difusa.

Usando estimativas da neblina de raios gama, Doug Finkbeiner e seus colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, nos Estados Unidos, foram capazes de "soprá-la" das imagens, desvendando as bolhas gigantes.

O que exatamente são as bolhas: "Nós não entendemos completamente nem sua natureza e nem a sua origem," diz Finkbeiner.

A equipe está realizando análises para entender melhor como a estrutura pode ter sido formada. As emissões das bolhas são muito mais energéticas do que o nevoeiro de raios gama visto em outras partes da Via Láctea.

As bolhas parecem ter bordas bem definidas. A forma da estrutura e as emissões sugerem que ela se formou como resultado de uma liberação de energia grande e relativamente rápida - cuja origem continua um mistério. Uma possibilidade inclui
um jato de partículas de um buraco negro supermaciço no centro da galáxia.

Em outras galáxias, os astrônomos observaram jatos de partículas alimentados pela matéria que cai dentro de um buraco negro central. Embora não haja evidências de que o buraco negro da Via Láctea tenha um jato assim na atualidade, ele pode ter tido no passado.

As bolhas também podem ter-se formado como resultado da ejeção de gás de uma explosão de formação de estrelas, talvez a que produziu muitos aglomerados de estrelas maciças no centro da Via Láctea, vários milhões de anos atrás.
De uma extremidade a outra, as bolhas de raios gama estendem-se
por 50.000 anos-luz, metade do diâmetro da Via Láctea.
 [Imagem: Goddard Space Flight Center]

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SOL PERFEIÇÃO CÓSMICA


Manancial de pura energia, o “astro-rei” não seria somente uma fonte de calor e luz, mas algo muito maior, um vasto gerador de força eletromagnética, contrariando àqueles que dizem ser esse brilhante corpo planetário apenas uma espécie de usina termonuclear de grandes proporções. Assim, por ser a estrela mais próxima da Terra, o Sol é o ponto mais luminoso no céu.

De minha parte, guardo profundo respeito pelo sol. Não sei o porquê, mas sinto que ali tem muito mais do que imaginamos. Quem sabe, reside naquela imensa bola de luz um algomerado de mentes iluminadas [literal e figurativamente]?

O que todos sabem é que o sol é rico em energia fotônica que não somente produz calor, mas ajuda a florescer a vida. Contudo, já se sabe que a luz não é a única responsável pela geração da vida. Se for assim, o que dizer da vida subterrânea que existe aqui mesmo neste nosso planeta? Sem contar com os vários planetas sem o sol lhes circundando que, para mim estão repletos de vida igual ou diferente da nossa. E tem ainda os tais dos buracos negros que, segundo se especula, não são sugadores de luz, mas rotas para outras galáxias situadas em dimensões diferentes da nossa.

O fato é que nunca vamos ficar efetivamente sabendo se o sol é realmente um repositório de energia mental. O que se sabe, é que os campos magnéticos da Terra são influenciados pelo sol, que por sua vez, atua sobre outros planetas do seu sistema, principalmente a lua, nosso não menos misterioso satélite. Por isso, todos os seres vivos não são afetados fisicamente pela sua irradiação, mas também no plano psíquico.

Como sempre, as hipóteses e teorias proliferam de acordo com as tendências filosóficas de acada um. Para aqueles, mais afeitos ao misticismo, as constantes tempestades solares atuam sobre o corpo extrafísico do indivíduo direta e indiretamente [nesse caso, através da influência lunar]. Os efeitos da lua, por sinal, atuariam diretamente na aura humana, dependendo do estado de espírito da pessoa.

Por outro lado, volto ao anteriormente aventado: tenho para mim que o Sol [com letra maiúscula mesmo] pode ser a própria representação divina porque nela estariam as mentes que atingiram a chamada "perfeição cósmica".

Por sinal, antigamente, os gregos chamavam o Sol de “hélios”, enquanto os egípcios o denominavam de “Ra”, representado por “Hórus”, um sol alado que simbolizava o renascimento da consciência, tal como o Sol no alvorecer.

É, finalmente, oportuno das ênfase ao famoso monge dominicano e filósofo Giordano Bruno que, certa feita, declarou o seguinte em defesa dos então excomungados, Copérnico e Galileu: “Será essa débil criatura humana o único ser digno da atenção de Deus? Não. A Terra é apenas um planeta; a destacada posição que mantém entre os astros não passa de usurpação; é tempo de destroná-la. O soberano da nossa Terra não é o homem, e sim o Sol, com a vida que se faz presente em todo o Universo.”  A mentes desses "Iluminados" jazem no astro-rei...

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LEI DA PRESERVAÇÃO DA ENERGIA SIGILO


Quem divulga seus planos com antecedência ou inoportunamente, estaria de fato propenso a falhar nos seus intentos? Pela tendência, a resposta seria sim.. Então, poderei deduzir com convicção comprovada que o sigilo seria alma do negócio? Por que isto acontece? Que influência teria o ouvinte do plano alheio? Como ela poderia atrapalhá-lo assim? Então, por qual motivo guardar um segredo de um projeto é crucial para o seu sucesso?

A chamada Lei da Preservação da Energia sugere que quanto maior for o tempo de armazenamento energético, maior será sua força. Quer dizer, quando se detém um plano, um sonho ou um empreendimento qualquer, seja ele de curto, médio ou longo prazo, maior será a probabilidade de que o projeto dê certo porque não haverá interferências de outrem [o pensamento é energia, como todos bem sabem] que poderia atrapalhar a sua consecução. Isto significa que a energia necessária para a realização do intento não será desperdiçada por causa de energias alienígenas e, por isso, seu dispêndio ficará exclusivo para ajudar na realização do projeto em foco. Então, sem querer bancar um emérito bem-sucedido, mas consciente do poder da mente para realizar qualquer coisa, asseguro-lhes que esse método é o ideal: não contar para ninguém acerca do que você pretende fazer ou está fazendo. Não que o interlocutor seja mal-intencionado. Às vezes pode até ser, mas desde que você esteja contando para essa pessoa, pressupõe-se que ela seja da sua confiança. E é justamente a preocupação desse elemento que vai atrapalhar o seu projeto de se realizar na sua plenitude.

Pelo lado místico com respeito ao sigilo, seria bom imaginar quais seriam as conseqüências se todas as secretas leis do universo fossem reveladas para qualquer um, independentemente dos seus princípios filosóficos, religiosos ou intelectuais. Uns poderia até aplicar tais leis convenientemente, mas grande parte poderia usá-las para intentos egoísticos ou para prejudicar o próximo.

Assim, o sigilo é fundamental para que nossos planos, idéias e ações sejam conscientemente planejados e, posteriormente, realizados a contento. Um plano bem analisado, com critérios será fadado para o sucesso. É o que permitirá detectar eventuais desvios antes da sua aplicação efetiva. Em síntese, devo parafrasear um eminente estudante Rosacruz para corroborar tudo que disse, mas em outras palavras: 'Enquanto o homem desperdiçar a energia dinâmica de sua mente, jamais terá força suficiente para concretizar suas idéias,visto divulgá-las antes do tempo, esgotará a reserva guardada para a consecução dos propósitos.'

Pelo silêncio, oportuno e necessário, no que diz respeito à matéria em processo de implementação, surtirá uma espécie de 'harmonização' mais depurada com as 'Hostes Celestiais' que ficarão mais à vontade para ajudá-lo no seu objetivo. Em suma, devemos guardar um segredo justamente para podermos amealhar força suficiente para a sua realização.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

DALAI LAMA BUDISMO E CIÊNCIA

DALAI LAMA

Se não fosse um religioso, o 14º Dalai Lama poderia ter se tornado um pesquisador. Desde criança, o monge gostava de mirar as estrelas com seu telescópio. Sem estudo científico prévio, deduziu, ao observar as sombras na superfície da Lua, que o corpo celeste não emitia luminosidade, ao contrário do que ensinavam alguns textos budistas. Foi só o começo de sua relação com a ciência, que se consolidou em outubro de 1987. Nessa data, passou uma semana reunido com cinco cientistas ocidentais na Índia.

A proximidade entre o budismo e as ciências cognitivas, pauta das discussões, deu origem ao Instituto Mind and Life (Mente e Vida), sediado nos EUA. A associação, dedicada a investigar a mente por meio das tradições científicas e budistas, promove encontros anuais entre o religioso e homens da ciência. 'Em vista de alguns elementos dos ensinamentos de Buda serem incompatíveis com nosso atual conhecimento do mundo, a validação final dependerá da autoridade do raciocínio e da lógica', declarou o Dalai Lama no primeiro encontro com pesquisadores. Afinal, o próprio Buda estimulava seus discípulos a testar suas afirmações. Qualquer semelhança com o método científico é uma coincidência muito bem-vinda, que o Dalai Lama celebra em 'The Universe in a Single Atom' [O Universo em um Único Átomo], seu livro mais recente.

Por que um líder espiritual, porém, estaria tão interessado em desvendar os mistérios da física, química, cosmologia e neurobiologia? Certa vez, o Dalai Lama disse ao psicólogo Daniel Goleman, autor de 'Inteligência Emocional', que o budismo e a ciência não são perspectivas conflitantes acerca do mundo, mas métodos diferentes de chegar ao mesmo objetivo: a busca pela verdade. Para ele, investigar a realidade é essencial ao budista, e a pesquisa científica pode expandir seus conhecimentos. Entretanto, o religioso explica que sua meta ao colaborar com pesquisas neurocientíficas - principalmente as que estudam a meditação - não é aprimorar o budismo, mas contribuir para o benefício da sociedade, pois ele acredita que, com a educação da mente, as pessoas podem lidar melhor com suas emoções.

O Dalai Lama já declarou diversas vezes - e reafirma em seu novo livro - que, se a ciência provar que algum preceito budista é incoerente, ele deve ser alterado. Um exemplo disso é o 'sistema Abhidharma', uma das tradições da cosmologia no budismo. O Abhidharma descreve um planeta Terra chato, ao redor do qual corpos celestes como a Lua e o Sol revolvem. 'O budismo deveria abandonar muitos aspectos da cosmologia Abhidharma', escreve em 'The Universe in a Single Atom'. O mestre procura não apenas entender as descobertas científicas, mas também compará-las com as lições milenares do budismo. 'A descrição do comportamento de partículas subatômicas nos níveis mais diminutos possíveis traz o ensinamento de Buda sobre a natureza transitória de todas as coisas', relaciona.

Em outros aspectos, budismo e ciência divergem. O lama [mestre] conta que, certa vez, um neurocientista lhe disse que todos os estados mentais se originam de estados físicos, e nunca no caminho contrário. 'A visão de que todos os processos mentais são necessariamente físicos é uma suposição metafísica, não um fato científico. Sob o espírito da investigação científica, é fundamental que a questão continue aberta', registra na obra.

O Dalai Lama lembra que, de acordo com o paradigma corrente da ciência, o único conhecimento válido é aquele derivado de um método estritamente empírico, apoiado pela observação, inferência e verificação experimental.

Cientistas próximos ao Dalai Lama não estão livres de críticas de colegas. Um estudo de Antoine Lutz, em parceria com o psiquiatra Richard Davidson, foi alvo de controvérsias. Os pesquisadores investigaram a mente de oito monges budistas enquanto eles meditavam sobre compaixão. Os resultados foram comparados com os de um grupo de dez colegiais, que haviam aprendido a meditar pouco antes do experimento. Os autores concluíram que os monges produziram padrões de ondas gama - associadas à concentração e ao controle emocional - muito mais fortes que os dos estudantes. Porém críticos alegam que diversos fatores, como diferença de idade entre os voluntários, podem ter influenciado o resultado. Para eles, o estudo não prova que a meditação promove emoções positivas.

'É importante preservar os rigores científicos enquanto mantemos os componentes espirituais dessas práticas. Do contrário, podemos medir algo diferente daquilo que intencionamos', pondera Andrew Newberg, professor de psiquiatria da Universidade da Pensilvânia.

Não é à toa que a meditação é um forte ponto de encontro entre budistas e cientistas. Para Daniel Goleman, todas as pesquisas relacionadas à prática possuem um objetivo comum: testar a maleabilidade do cérebro. 'Há uma década, os neurocientistas acreditavam que nossos neurônios não se modificavam ao longo da vida. Hoje já sabemos que isso não é verdade, e ganham força os estudos sobre neuroplasticidade: a noção de que o cérebro muda conforme nossas experiências', conta Goleman no livro 'Emoções Destrutivas', em que descreve os debates ocorridos em um dos encontros do Mind and Life. Se o treino mental pode ajudar a produzir emoções positivas, a meditação parece ser a melhor 'ginástica' para atingir esse objetivo. Associadas ou não à religiosidade, as práticas meditativas são variadas. 'Algumas focam frases, imagens ou palavras, enquanto outras trabalham em uma 'limpeza' da mente e descanso no sentido de atingir a consciência pura', diz Newberg. 'Praticar meditação é questionar-se', complementa a monja zen Coen Sensei.

Outro estudo que despertou interesse na comunidade científica foi o da neurocientista Sara Lazar. Ela desenvolveu a hipótese de que a meditação não somente alteraria ondas cerebrais, mas também poderia modificar estruturas físicas do cérebro. Para testar sua idéia, mediu a espessura do córtex, a parte mais externa do cérebro, de voluntários com e sem experiência nas práticas meditativas. Sua equipe descobriu que áreas associadas à atenção e ao processamento sensorial no córtex eram mais espessas nos meditadores. Além disso, o estudo mostrou que a diferença era maior nos mais velhos, sugerindo que a regularidade da meditação pode minimizar o estreitamento do córtex, natural no envelhecimento. 'Nossas descobertas são consistentes com outros relatos, que demonstram que hábitos como tocar um instrumento musical também estão vinculados a um ganho de espessura do córtex', afirmam os autores.

Além de afetar ondas, função e estrutura, a meditação pode interferir na química cerebral. Um estudo do Instituto John F. Kennedy, na Dinamarca, demonstrou que, durante a prática, o nível de dopamina no cérebro aumenta. Esse neurotransmissor é relacionado a sensações de prazer e motivação. Embora seja importante confirmar os resultados, outros trabalhos sugerem que a meditação ajuda a reduzir o estresse e melhora o sistema imunológico. Alguns planos de saúde nos Estados Unidos já oferecem descontos para os associados que a exercitam com regularidade.

'Como a ciência ainda não dispõe de instrumentos para mensurar objetivamente nosso mundo interior, as práticas meditativas, não apenas do budismo, fornecem importantes informações sobre esse aspecto de nossa natureza', diz a psicobióloga Elisa Kazasa, pesquisadora da Unifesp. 'Elas podem complementar informações obtidas por meio de instrumentos científicos, como inventários psicológicos, aparelhos de registro fisiológico e a moderna neuroimagem funcional', opina. É o que também pensa Alan Wallace, ex-monge tibetano e um dos intérpretes do Dalai Lama nos encontros do Mind and Life. Wallace compara as práticas meditativas com um telescópio destinado a 'olhar para dentro', para que possamos conhecer nossa consciência.

'Acho maravilhosa essa relação entre a ciência e o budismo, já que o próprio Buda era um cientista do interior', diz o lama Michel Rinpoche. O monge ficou conhecido há alguns anos como o 'pequeno Buda brasileiro', por ter sido identificado como a reencarnação de um lama tibetano. 'No Ocidente, ciência e religião sempre caminharam separadas. Por isso, não é de se admirar que haja uma resistência dos cientistas a aceitar o budismo', afirma a psicóloga Bel César, mãe do lama Michel e ex-presidente do Centro de Dharma da Paz. 'No entanto, o budismo não é uma religião, ou seja, um conjunto de dogmas. É uma filosofia que investiga, assim como a ciência, a natureza da mente', ressalta. A psicóloga toca em um ponto fundamental: o budismo, por suas características essenciais, também pode ser definido como filosofia de vida, no lugar de religião. Talvez venha daí sua afinidade com a ciência.

DALAI LAMA NEUROCIÊNCIA DA CONCENTRAÇÃO

Pesquisa mostra mudanças nos cérebros de monges, durante a meditação Pesquisadores usam meditação para investigar a mente

Para o neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, a complexa tarefa mental da meditação é uma das áreas de estudo mais promissoras para a ciência na próxima década. O cientista realizou experimentos com monges budistas tibetanos usando a tecnologia conhecida como tomografia computadorizada por emissão de fóton único [ver quadro acima].

As imagens mostram um decréscimo, durante a meditação, da atividade do lobo parietal, área ligada à orientação temporal e espacial. A diminuição de fluxo sanguíneo nessa região pode ser a responsável pela sensação de 'flutuação' que às vezes ocorre na meditação. Já a parte frontal do cérebro, associada à atenção, está mais ativa durante a prática. 'Faz sentido, já que a meditação requer alto grau de concentração', avalia Newberg.

No Brasil, existe uma linha de pesquisa em meditação, ioga e outras técnicas complementares em saúde na Unidade de Medicina Comportamental do Departamento de Psicobiologia da Unifesp, coordenada pelo professor José Roberto Leite. Essa linha iniciou-se com o doutorado da psicobióloga Elisa Kazasa. A partir de um encontro com o indiano Rishi Prabakar, criador da técnica de Siddha Samadhi Yoga, a pesquisadora elaborou um estudo sobre a prática meditativa e respiratória, o pranayama. 'Observou-se melhora de sintomas de ansiedade, depressão e baixo nível de atenção, dentre outros parâmetros avaliados', diz Elisa.

Além de afetar ondas, função e estrutura, a meditação pode interferir na química cerebral. Um estudo do Instituto John F. Kennedy, na Dinamarca, demonstrou que, durante a prática, o nível de dopamina no cérebro aumenta. Esse neurotransmissor é relacionado a sensações de prazer e motivação. Embora seja importante confirmar os resultados, outros trabalhos sugerem que a meditação ajuda a reduzir o estresse e melhora o sistema imunológico. Alguns planos de saúde nos Estados Unidos já oferecem descontos para os associados que a exercitam com regularidade.

'Como a ciência ainda não dispõe de instrumentos para mensurar objetivamente nosso mundo interior, as práticas meditativas, não apenas do budismo, fornecem importantes informações sobre esse aspecto de nossa natureza', diz a psicobióloga Elisa Kazasa, pesquisadora da Unifesp. 'Elas podem complementar informações obtidas por meio de instrumentos científicos, como inventários psicológicos, aparelhos de registro fisiológico e a moderna neuroimagem funcional', opina. É o que também pensa Alan Wallace, ex-monge tibetano e um dos intérpretes do Dalai Lama nos encontros do Mind and Life. Wallace compara as práticas meditativas com um telescópio destinado a 'olhar para dentro', para que possamos conhecer nossa consciência.

'Acho maravilhosa essa relação entre a ciência e o budismo, já que o próprio Buda era um cientista do interior', diz o lama Michel Rinpoche. O monge ficou conhecido há alguns anos como o 'pequeno Buda brasileiro', por ter sido identificado como a reencarnação de um lama tibetano. 'No Ocidente, ciência e religião sempre caminharam separadas. Por isso, não é de se admirar que haja uma resistência dos cientistas a aceitar o budismo', afirma a psicóloga Bel César, mãe do lama Michel e ex-presidente do Centro de Dharma da Paz. 'No entanto, o budismo não é uma religião, ou seja, um conjunto de dogmas. É uma filosofia que investiga, assim como a ciência, a natureza da mente', ressalta. A psicóloga toca em um ponto fundamental: o budismo, por suas características essenciais, também pode ser definido como filosofia de vida, no lugar de religião. Talvez venha daí sua afinidade com a ciência.

Dalai Lama
conhece o laboratório de Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin  e conversa com o cientista Steve Kosslyn, no encontro  do Instituto Mind and Life

'O conhecimento humano é setorizado para facilitar nossa compreensão', afirma a professora Lia Diskin, fundadora da Associação Palas Atena, organizadora da visita do Dalai Lama ao Brasil. 'Não se trata de juntar as duas disciplinas, mas abrir comportas para uma fecundar a outra', diz Lia sobre a relação entre o budismo e a ciência. Porém ela ressalta que a ciência não pode ser invocada para explicar o indemonstrável. 'Não se pode utilizá-la para validar a reencarnação, que faz parte de um universo desconhecido', opina.

A ampla gama de práticas e ensinamentos pertencentes ao domínio do budismo certamente vai continuar a instigar os cientistas a ampliarem seus conhecimentos e irem além do universo material já conhecido. Se depender da vontade do Dalai Lama, a recíproca continuará a ser verdadeira. 'Suponho que minha fascinação pela ciência ainda se encontra em um encantamento inocente pelas maravilhas que ela pode alcançar', escreve. Aos 70 anos, Dalai Lama continua com o mesmo espírito curioso da infância, quando estudava astronomia por conta própria e desmontava relógios para ver como as engrenagens funcionavam.

domingo, 31 de outubro de 2010

CADEIA SETENÁRIA DE PLANETAS

GOOGLE IMAGENS

NUMERO 7 SEGREDO E MISTÉRIOS

Quem vê o título deste ensaio, "Segredos e mistérios do número 7", deve pensar que este título é, apenas um "chamariz", para despertar a atenção e a curiosidade dos que nos brindam com a sua leitura., Em parte, é verdade. Muitos pensarão que se trata de um ensaio sobre Numerologia. Mas não é. Claro que onde há número, a Numerologia está presente.

Na verdade, trata-se de um estudo sobre o "mundo" onde vivemos, que poderia ter um título como "Mundo subjetivo e Mundo objetivo: constituição setenária do Mundo". É o de que nós vamos tratar, falando sobre o sete dessa constituição setenária.

A Numerologia foi trazida, do Egito, para o Ocidente, pelo sábio grego Pitágoras. Ele não divulgou essa complexa ciência; apenas ensinou-a a seus discípulos, que prestavam um juramento de guardar absoluto segredo. Com o passar dos anos e dos séculos, muitos desses ensinamentos foram "vazando" e surgiram várias versões e interpretações, hoje correntes, sobre a Numerologia. Também a Aritmética e outros ramos da Matemática surgiram desses ensinamentos.

Para estudar-se o 7
seria preciso estudarmos todos os números chamados "dígitos".
Mas como este não é um ensaio sobre Numerologia,
vamos, apenas, apresentar o que mais nos interessa:

7
é uma combinação do 3 com o 4

3
representado por um triângulo, é o Espírito

4
representado por um quadrado, é a Matéria

7
podemos dizer que é Espírito, na Terra,
apoiado nos quatro Elementos,
ou a Matéria "iluminada pelo Espírito".
É a Alma servida pela Natureza,
também chamado o "setenário", é o número sagrado
em todas as teogonias, em todas as filosofias ,
em todas as religiões, desde a mais remota antigüidade.

Assim é que aparece, em todos os setores da atividade humana
7 dias da Criação
7 notas musicais
7 dias da semana
7 pecados capitais
7 maravilhas do mundo antigo
7 planetas da Astrologia exotérica
7 cores do espectro solar (Arco-íris)

A Bíblia cita o 7 em muitos dos seus versículos
"Os sete Espíritos aos pés do Senhor"
os 7 anos que Jacó teve que servir a Labão
quando pediu Raquel em casamento

Um físico, matemático e astrônomo alemão, chamado Gauss, descobriu que todos os fenômenos, sejam físicos ou psicológicos, acontecem, estatisticamente, conforme uma curva, que ficou conhecida como "a curva de Gauss" ou a "curva do sino" ou a "curva normal". Pois a "curva de Gauss" é a "cara" do número 7. Imaginem

uma subida de 3 degraus, a chegada a um patamar
e uma descida de 3 degraus;
os 3 degraus da subida são o 1, o 2 e o 3;
o patamar é o 4;
os três  degraus de descida são o 5, o 6 e o 7.

A Evolução também segue este esquema, em sentido contrário
a Vida ou Espírito
desce três degraus até chegar à Matéria mais densa
e sobe, depois, três degraus, para voltar à sua origem

Voltaremos a falar no 7,
 para separar o que, verdadeiramente, é místico e até "sagrado",
daquilo que não passa de superstições sem fundamento.

Vamos falar, agora, no tema principal deste ensaio:
O mundo em que vivemos, nós e os demais seres e coisas que,
conosco, existem em nosso planeta,
 tem sido estudado desde que surgiu a mente no ser humano.

Em todas as épocas, homens sábios desenvolveram as ciências para medir, contar, pesar, analisar efeitos e estabelecer causas, examinando seres e coisas. Assim, através das idades, o conhecimento do Homem, em relação ao mundo físico objetivo, o mundo onde existem os seres e as coisas, o mundo onde se verificam as mudanças de estado das coisas e dos seres, o mundo fenomênico, enfim, tem aumentado e continua crescendo, à medida em que as ciências descobrem novos instrumentos para observar, criam novas teorias para explicar, desenvolvem novos métodos e processos para investigar.

E o Homem tem verificado que, quanto mais aumentam seus conhecimentos sobre o mundo objetivo, maior se torna o seu desconhecimento sobre aquela parte dos seres e das coisas que não é mensurável; que existe, por que produz efeitos; mas que foge às leis estabelecidas.

Assim, há um mundo subjetivo, um lado oculto do mundo objetivo, que, sabidamente, coexiste com este. E é sobre esse mundo além do físico, que a ciência investiga com novos métodos e, assim, surgem novas ciências, como a metafísica, a parapsicologia, a metapsíquica etc.

Nós nos relacionamos com o mundo objetivo através dos nossos sentidos; eles são como cinco janelas, cinco vias de acesso para a nossa consciência. Nós sabemos que os nossos instrumentos de percepção não são perfeitos e que muito do que acontece, fenomenicamente, com as coisas e os seres, não são captadas pelos nossos sentidos e, por isso, não são conscientizados. Mas sabemos do mundo subjetivo, por experiência própria; podemos não conhecer a sua extensão, podemos nem imaginar que existam leis para esse mundo subjetivo, mas participamos desse mundo subjetivo com um equipamento apropriado, do mesmo modo que o nosso equipamento físico é apropriado para a nossa participação no mundo objetivo.

O homem comum sabe usar o seu corpo físico para agir e atuar no mundo físico objetivo; sabe, também, como deve usar seus instrumentos de percepção para captar os fenômenos deste mundo: se conserva os olhos fechados, não vê; se usa luvas, seu tato quase desaparece; se entope os ouvidos, quase não ouve; e assim por diante.

Entretanto o homem comum não sabe usar o equipamento de que dispõe para agir e atuar, conscientemente no mundo subjetivo; apenas começa a vislumbrar a possibilidade de captar, fenomenicamente, o mundo subjetivo, sensibilizando-se diferentemente na imediata proximidade de diferentes pessoas ou de diferentes ambientes.

Também, buscando conscientemente o agradável, o desejável e a emoção que enleva, o pensamento que deleita, o homem comum revela, ainda que nem se dê conta disso, que está usando os seus "sentidos" subjetivos.

Já o homem incomum obtém, pelo adestramento e pelo conhecimento, vários níveis de comandamento e controle sobre o seu equipamento subjetivo. O conhecimento e o adestramento conseqüente, têm permitido, ao homem comum, tornar-se incomum, por que o capacita, diferentemente de outros homens, a uma captação conscientemente dirigida para o mundo fenomênico subjetivo e, também, para ser conscientemente ativo nesse mundo.

Todos os sistemas religiosos, sem exceção, desde o mais perfeitamente elaborado, como o Budismo, o xristianismo, o Judaísmo, até as religiões denominadas primitivas pelo conhecimento moderno, invariavelmente têm dividido o mundo em duas áreas: uma objetiva e perceptível pelos sentidos físicos, outra subjetiva, invisível.

Deus, a Hierarquia dos Anjos, as Almas dos Homens Santos, as Almas dos homens encarnados, vários planos ou diferentes níveis de existência superior espiritual, evoluções em curso de seres desprovidos de corpos físicos, espíritos que personificam forças da Natureza, tudo isso tem uma existência proclamada, há milênios, pelas escrituras religiosas.

O Homem nunca pôde aceitar a idéia do aniquilamento total. Muitas coisas se opunham, no íntimo do ser humano, à aceitação de que a cessação da vida representava o fim de tudo. Sempre persistia, no homem vivo, muitos vestígios dos: suas imagens perduravam, suas idéias e seus pensamentos não desapareciam e os sentimentos que provocaram permaneciam longo tempo ainda atuantes.

É impossível determinar as origens dos ensinamentos esotéricos,  mas os ecos dessas instruções chegam de muitas partes e o homem pode ouvir que a vida visível, terrestre, a vida observável é, somente uma fração de uma existência maior que lhe cabe viver.

O nosso mundo físico é, apenas uma pequena parte de um todo absolutamente real, por que também é constituído de matéria, ainda que essa matéria seja diferente daquela que conhecemos no mundo físico, nos estados sólido, líquido e gasoso. A diferença é que é muito menos densa, variando sua leveza em graus crescentes, à medida em que se afasta do mundo físico; também é diferente em qualidades próprias.

A matéria que nos envolve é dividida em sete níveis
de densidade denominados, modernamente:

Plano Divino
o mais sutil de todos, dividido, por sua vez,
em sete sub-planos de densidades decrescentes

Plano Monádico
de densidade maior que o primeiro,
e também dividido em sete sub-planos

Plano Espiritual
cuja densidade é maior que a do segundo,
sendo ,também dividido em sete sub-planos

Plano Intuicional
com densidade maior que a do terceiro,
também dividido em sete sub-planos

Plano Mental
dividido em duas áreas com propriedades distintas:
uma, com três sub-planos, chamada mental abstrato ou superior
outra, com quatro sub-planos, chamada mental concreto ou inferior

Plano Emocional ou Astral
também dividido em sete sub-planos

Plano Físico
 também dividido em duas áreas distintas:
uma, com quatro sub-planos de matéria sutil, chamada físico etérico
outra, com três sub-planos, chamada físico denso
que são os estados gasoso, líquido e sólido.

Disso tudo, tiramos a seguinte conclusão:
dos 49 sub-planos ou 49 estados de matéria,
só podemos captar 3, com nossos sentidos físicos.
Os outros fazem parte do mundo subjetivo.

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