sábado, 13 de novembro de 2010

RAIO QUE SOBE DA TEMPESTADE PARA O ESPAÇO

Cientistas americanos capturaram a imagem de um raio com mais de 64 km de comprimento subindo de uma tempestade em direção ao espaço.

Esses eventos meteorológicos, subindo em direção às camadas inferiores do espaço, são vistos muito raramente e costumam ser chamados, em inglês, de gigantic jets, ou jatos gigantes, em tradução literal.

Embora não ocorram toda vez que há um raio, esses fenômenos tendem a ser muito mais longos do que os raios descendentes.

"Apesar de condições de visibilidade resultantes de lua cheia e neblina na atmosfera, fomos capazes de capturar o jato gigante", disse o líder do estudo, Steven Cummer, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

O estudo de Cummers foi publicado esta semana na revista científica Nature Geoscience. Imagens de jatos gigantes só foram registradas cinco vezes desde
2001.

A imagem do raio e as medidas do campo magnético obtidas pelos pesquisadores  estão permitindo que os cientistas tenham uma compreensão melhor desses eventos raros.

"Esta confirmação das descargas elétricas visíveis se estendendo a partir do topo da tempestade em direção à borda da ionosfera [região da atmosfera situada acima de 50 km de altitude] oferece importantes revelações sobre processos que ocorrem no circuito elétrico global da Terra", disse Brad Smull, diretor da National Science Foundation, entidade que financiou o estudo.

"Nossas medições mostram que jatos gigantes são capazes de transferir
descargas elétricas significativas para as camadas inferiores da ionosfera",
disse Cummer."O que nos surpreendeu foi o tamanho do evento", acrescentou.

Segundo Cummer, as medições feitas por sua equipe sugerem que as descargas de eletricidade produzidas por raios descendentes e ascendentes sejam semelhantes.

Entretanto, os jatos gigantes viajam mais longe e mais rápido do que os raios convencionais, porque o ar mais rarefeito entre as nuvens e a ionosfera oferece menor resistência.

Os cientistas não sabem que condições meteorológicas ou tipos de tempestades favorecem a ocorrência de jatos gigantes.
Especialistas têm dificuldade de obter imagens dos raios ascendentes porque, além de raros, têm duração tão curta que as câmeras precisam estar apontadas para eles no momento preciso em que ocorrem.

Ele mantém uma câmera de vídeo apontada para o céu e programada para começar a filmar quando condições meteorológicas específicas ocorrem.

Simultaneamente, um outro aparelho mede constantemente emissões de rádio na mesma região para capturar eventos elétricos. Um sistema de navegação por satélite garante que todas as leituras dos aparelhos sejam sincronizadas.O equipamento, no entanto, tinha sido ajustado para fotografar um outro fenômeno.

O pesquisador planeja instalar uma câmera de luz baixa e alta velocidade para capturar imagens de jatos gigantes em cores, o que pode oferecer informações adicionais sobre os processos químicos e as temperaturas associadas ao fenômeno.

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UNIVERSO REPLETO DE OUTRAS TERRAS

O estudo indica que sistemas planetários como o nosso Sistema Solar
são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas parecidas
com o Sol pode ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra
Imagem: NASA/JPL-Caltech/UC Berkeley

Cerca de 23 por cento das estrelas semelhantes ao Sol podem ter pelo menos um planeta do tamanho da Terra. Andrew Howard e seus colegas do telescópio
Keck, no Havaí, usaram medições Doppler para estudar 166 estrelas
semelhantes ao Sol em busca de planetas com massas entre três e 1.000 vezes o tamanho da Terra.

Os astrônomos encontraram um total de 33 planetas orbitando em torno de 22 das estrelas estudadas, uma proporção muito mais elevada do que qualquer previsão anterior.

Também ao contrário do que se previa, não há uma "falta de planetas" com massas de cinco a 30 vezes a da Terra, como modelos anteriormente previram.

Quanto às "outras terras", os resultados confirmam que a ocorrência de planetas tende a aumentar - e não a diminuir - conforme diminui a massa dos planetas. Pelos cálculos da equipe, planetas do tamanho de Netuno para baixo são muito mais comuns que os planetas gigantes gasosos, como Júpiter.

Se os cálculos estiverem corretos, isto significa que sistemas planetários como o nosso Sistema Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas parecidas com o Sol pode ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra.

Os astrônomos estudaram 166 estrelas das classes G e K localizadas a até 80 anos-luz da Terra.

O Sol é a mais conhecida estrela do tipo G, que são amarelas. As estrelas do tipo K são um pouco menores e têm cor laranja ou vermelha.

O estudo procurou determinar a quantidade, a massa e a distância orbital dos planetas dessas estrelas. O trabalho usou tanto observações diretas quanto estimativas, uma vez que, das estrelas analisadas, apenas 22 têm planetas que já foram detectados diretamente.

"De cada 100 estrelas parecidas com o Sol, uma ou duas têm planetas com massa semelhante à de Júpiter, seis parecidas com a de Netuno e 12 têm entre três e dez vezes a massa terrestre. Se extrapolarmos a relação para planetas do tamanho da Terra, podemos estimar que encontraremos cerca de 23 deles para cada 100 estrelas", disse Howard.

"Essa é a primeira estimativa, baseada em medidas reais, da fração de estrelas que têm planetas do tamanho da Terra", destacou Geoffrey Marcy, também de
Berkeley e coautor do estudo.

"Isto significa que, quando a Nasa desenvolver novas técnicas na próxima década para tentar encontrar planetas com tamanho realmente parecido com o
da Terra, não será preciso procurar muito", disse Howard.

A NASA já tem uma fortíssima carta na manga para essa busca: o telescópio espacial Kepler, lançado em Março deste ano. A missão primária do Kepler é encontrar planetas semelhantes à Terra - planetas rochosos que orbitam
estrelas parecidas com o Sol em uma zona quente, onde a água possa se manter sobre a superfície em estado líquido - veja mais em Telescópio espacial Kepler vai começar busca por outras Terras.

Há cerca de um mês, um grupo de astrônomos anunciou a descoberta do primeiro exoplaneta dentro da "zona habitável". O resultado, contudo, vem sendo questionado por outros astrônomos, que afirmam não estarem conseguindo repetir a detecção.

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