domingo, 16 de junho de 2013

DEUS GEOMETRIZA

Prenda-te , diz o alquimista, “às quatro letras do tetragrama dispostas da seguinte maneira: As letras do nome inefável estão aí, embora não possas distingui-las de início. O axioma incomunicável está cabalisticamente nele encerrado, e é isso o que os mestres chamam de mágico.” O arcano - as quatro emanações do Âkasa, o princípio de VIDA, que é representado em sua terceira transmutação pelo Sol ardente, o olho do mundo, ou de Osíres, como os egípcios o chamavam. Um olho que vela ternamente a sua filha mais jovem, esposa, e irmã - Ísis, nossa mãe Terra. Vede o que Hermes, o mestre três vezes grande, diz a respeito dela: “Seu pai é o Sol, sua mãe é a Lua”. Ele a atrai e acaricia, e então a repele por uma força impulsora. Cabe ao estudante hermético observar seus movimentos, agarrar suas correntes sutis, guiar e dirigi-las com a ajuda do atanor, a alavanca de Arquimedes do alquimista. O que é este misterioso atanor? Pode o físico dizer-nos - ele que o vê e observa diariamente? Sim, ele o vê; mas compreende ele os caracteres secretamente cifrados traçados por um dedo divino sobre toda concha do mar na profundeza dos oceanos; sobre toda folha que treme na brisa; na estrela brilhante cujas linhas estelares não passam aos seus olhos de linhas mais ou menos luminosas de hidrogênio?

“Deus geometriza”, disse Platão. “As lei da Natureza são os pensamentos de Deus”, exclama Oërsted, há 2.000 anos. “Seus pensamentos são imutáveis”, repetia o estudante solitário da tradição hermética, “é por isso que devemos procurar a Verdade na harmonia e no equilíbrio perfeito de todas as coisas.” E assim, procedendo da unidade indivisível, ele descobre duas forças contrárias, que emanam dela, cada uma agindo sobre a outra e produzindo o equilíbrio, e as três são apenas uma, a Mônada Eterna Pitagórica. O ponto primordial é um círculo; o círculo, quadrando-se a partir dos quatro pontos cardiais, torna-se quaternário, o quadrado perfeito, tendo em cada um de seus quatro ângulos uma letra do nome mirífico, o Tetragrama sagrado. São os quatro Buddhas que vieram e passaram; a Tetraktys pitagórica - absorvida e transformada pelo único NÃO-SER eterno.

A tradição declara que sobre o cadáver de Hermes, em Hebron, um Isarim, um iniciado, descobriu a tábua conhecida como Smaragdine. Ela contém, em algumas sentenças, a essência da sabedoria hermética. Àquele que os lêem apenas com os olhos do corpo, os preceitos nada sugerirão de novo ou extraordinário, pois ela começa simplesmente por dizer que não fala de coisas fictícias, mas do que é verdadeiro e certo.

“O que está embaixo é igual ao que está em cima, e o que está em cima é semelhante ao que está embaixo para realizar os prodígios de uma coisa.

“Assim como todas as coisas foram produzidas pela mediação de um ser, de igual maneira todas as coisas foram produzidas a partir deste por adaptação.

“Seu pai é o Sol; sua mãe é a Lua.
“É a causa de toda perfeição por toda a Terra.
“Seu poder é perfeito, se ela se transforma em terra.
“Separai a terra do fogo, o sutil do grosseiro, agindo com prudência e bom senso.

“Subi com a maior sagacidade da Terra ao céu, e então descei novamente à Terra, e reuni o poder das coisas inferiores e superiores; possuireis assim a luz de todo o mundo, e toda obscuridade afastar-se-á de vós.

“Essa coisa tem mais força do que a própria força, porque ela dominará toda coisa sutil e penetrará toda coisa sólida.

“Por ela foi o mundo formado (...)”.

Essa coisa misteriosa é o agente universal, mágico, a Luz Astral, que, pela correlação de suas forças, fornece o alkahest, a pedra filosofal, e o elixir da vida a filosofia hermética chama-o Azoth, a alma do mundo, a virgem celeste, o grande Magnes, etc., etc. A ciência física conhece-a como “calor, luz, eletricidade e magnetismo”; mas ignorando as suas propriedades espirituais e o poder oculto contido no éter, rejeita tudo que ignora. Ela explica e retrata as formas cristalinas dos flocos de neve, suas modificações de um prisma hexagonal que produz uma infinidade de agulhas delicadas. Ela as estudou tão perfeitamente que calculou, com a mais extraordinária exatidão matemática, que todas essas agulhas divergem uma das outras por um ângulo de 60º. Pode ela dizer-nos a causa dessa “infinita variedade de formas estranhas”, cada uma das quais é um si uma figura geométrica perfeita? Essas corolas congeladas, semelhantes a estrelas e flores, podem ser, ao que supõe a ciência materialista, uma chuva de mensagens derramadas por mãos espirituais dos mundos superiores para os olhos espirituais inferiores lerem.

A cruz filosófica, as duas linhas que correm em direção opostas, a horizontal e a perpendicular, a altura e a largura, que a Divindade geometrizante divide um ponto de interseção, e que forma tanto o quaternário mágico quanto o científico, quando é inscrito no quadrado perfeito, é a base do ocultista. Em seu recinto místico repousa a chave mestra que abra a porta de toda ciência, tanto física como espiritual. Ela simboliza nossa existência humana, pois o círculo da vida circunscreve os quatro pontos da cruz, que representa sucessivamente o nascimento, a vida, a morte e a IMORTALIDADE. Tudo neste mundo é uma trindade completada pelo quaternário, e todo elemento é divisível segundo este mesmo princípio. A Filosofia pode dividir o homem ad infinitum, assim como a ciência física dividiu os quatro elementos primeiros e principais em várias dezenas de outros; ela não conseguirá modificar nenhum. Nascimento, vida e morte serão uma trindade completa apenas ao fim do ciclo. Mesmo que a ciência consiga modificar a imortalidade desejada em aniquilação, ela sempre será uma quaternário, pois Deus “geometriza”!

É um axioma hermético o de que “a causa do esplendor e da variedade das cores mergulha profundamente nas afinidades da Natureza; existe uma aliança singular e misteriosa entre as cores e sons”. Os cabalistas põem a sua “natureza média” em relação direta com a Luz; e o raio verdade ocupa o ponto central entre outros, sendo colocado no meio do espectro. Os sacerdotes egípcios cantavam as sete vogais com um hino dirigido a Serapis; e ao som da sétima vogal, e ao “sétimo raio” do Sol levante, a estátua de Memnon respondia. As recentes descobertas demonstram as maravilhosas propriedades da luz azul-violeta - o sétimo raio do espectro prismático, quimicamente o mais poderoso de todos, que corresponde à nota mais alta da escala musical. A teoria Rosa-cruz de que todo o universo é um instrumento musical é a doutrina pitagórica da música das esferas. Os sons e as cores são números espirituais; assim como os sete raios prismáticos procedem de um ponto do céu, do mesmo modo os sete poderes da Natureza, cada um deles um número, são as sete radiações da Unidade, o Sol espiritual central.

“Feliz aquele que compreende os números espirituais e que percebe a sua poderosa influência!”, exclama Platão. E feliz, podemos acrescentar, aquele que, percorrendo o labirinto da correlação de forças, não esquece de remontá-las ao Sol invisível!.

H P Blavatsky


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NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA Procissão de Velas 360º


Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (Portugal)


Geraldo Teixeira - Maria da Guia A. Santos

GENOMA DO LÓTUS SAGRADO PODERÁ REVELAR SEGREDOS DA VIDA ETERNA

Não é apenas pela beleza que a flor de lótus é considerada símbolo de elevação espiritual - sua biologia também é absolutamente de outro mundo.                       
A flor de lótus é conhecida mundialmente como um símbolo de pureza espiritual e longevidade.
O que poucos sabem é que ela é conhecida também pelos biólogos por uma quase "vida eterna".
Segredos genéticos do lótus sagradoO lótus sagrado já foi documento no registro geológico de 135 milhões de anos atrás, quando os dinossauros ainda viviam na Terra.
E existem casos documentados de sementes de lótus que sobreviveram e continuaram viáveis por 1.300 anos.
Ou seja, não é apenas pela beleza da flor de lótus que esta planta é considerada símbolo de elevação espiritual - sua biologia também é absolutamente de outro mundo.
Por isso, uma equipe de 70 cientistas dos EUA, China, Austrália e Japão dispuseram-se a partir em busca dos segredos sagrados do lótus - biologicamente falando.
Para isso, eles sequenciaram seu genoma completo. Os cientistas acreditam que o  chamado lótus sagrado tenha um sistema genético capaz de consertar defeitos genéticos induzidos ambientalmente, podendo conter segredos sobre como envelhecer com saúde.
A equipe sequenciou cerca de 86% dos cerca de 27 mil genes da planta, cujo nome científico é Nelumbo nucifera.
O lótus e vida eterna biológica. "O genoma do lótus é muito antigo, e agora conhecemos seu ABC," disse Jane Shen-Miller, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA). "Os biólogos moleculares agora poderão estudar mais facilmente a forma como os seus genes são ligados e desligados durante períodos de estresse, e porque as sementes desta planta podem viver por 1.300 anos. Este é um passo para aprender o segredo anti-envelhecimento que o lótus sagrado pode nos revelar."
A Dra Shen-Miller afirma que os mecanismos de reparo genéticos do lótus podem ser muito úteis se puderem ser transferidos para os seres humanos ou para culturas - como arroz, milho e trigo -, cujas sementes têm períodos de poucos anos de vida.
"Se os nossos genes pudessem reparar doenças, assim como os genes do lótus, poderíamos ter um envelhecimento saudável. Precisamos aprender sobre seus mecanismos de reparação, e sobre as suas propriedades bioquímicas, fisiológicas e moleculares, e o genoma do lótus agora está aberto a todos."
A genética incomum do lótus sagrado lhe dá algumas habilidades de sobrevivência únicas. Suas folhas repelem a sujeira e a água, suas flores geram calor para atrair polinizadores e o revestimento do fruto do lótus possui antibióticos e cera que asseguram a viabilidade da semente que ele contém.
Redação do Diário da Saúde 07/06/2013  

MEMÓRIA EM DNA 700 TERABYTES EM APENAS UM GRAMA

Um novo estudo da Universidade de Harvard (EUA) armazenou 5,5 petabits de dados – cerca de 700 terabytes – em um único grama de DNA com sucesso.

O feito quebra o recorde anterior de armazenamento em DNA por milhares de vezes. O bioengenheiro e geneticista George Church e Kosuri Lanka conseguiram a façanha tratando o DNA como um dispositivo de armazenamento digital qualquer.
Eles armazenaram dados binários codificados em fitas de DNA, ao invés de regiões magnéticas de um disco rígido. Em cada fita de DNA, 96 bits são sintetizados. As bases TGAC do DNA representam valores binários (T e G = 1, A e C = 0).

DNA como armazenamento essa ideia não é nova. E, se for ver, faz muito sentido: o
nosso DNA já serve mesmo para armazenar nossas informações, além de coordenar
o desenvolvimento e funcionamento das células. Ou seja, ele contém todas as
instruções que nosso corpo precisa.

O DNA como um meio de armazenamento potencial já é discutido faz um longo tempo. Os cientistas apontam três boas razões para usá-lo como “memória”: é incrivelmente denso (pode armazenar um bit por base, e uma base é do tamanho de apenas alguns átomos), é volumétrico em vez de plano (como o disco rígido), e incrivelmente estável (enquanto outros meios de armazenamento precisam ser mantidos em temperaturas abaixo de zero e no vácuo, o DNA pode sobreviver por centenas de milhares de anos em uma caixa na sua garagem, por exemplo).

Pense nisso: um grama de DNA pode armazenar 700 terabytes de dados. Isso é 14.000 discos Blu-ray de 50 gigabytes em uma gota de DNA que cabe na ponta de seu dedo mindinho. Para armazenar o mesmo tipo de dados em discos rígidos – o meio mais denso de armazenamento em uso hoje – você precisaria de 233 unidades de 3TB, com um peso total de 151 quilos.

Para ler os dados armazenados no DNA, os cientistas simplesmente os sequenciam,
como se estivessem sequenciamento o genoma humano, convertendo cada uma das
bases TGAC em valores binários.

Os DNAs podem ser sequenciados fora da ordem, já que possuem “endereços” de
bits que permitem que as informações sejam decodificadas em dados utilizáveis.

Só com os recentes avanços na microfluídica e nos chips que a síntese e
sequenciamento de DNA tornaram-se tarefas diárias. Apesar de ter demorado anos
para que pudéssemos analisar um único genoma humano (cerca de 3 bilhões de
pares de bases do DNA), equipamentos de laboratório modernos com chips
microfluídicos podem fazer a mesma tarefa em uma hora.

Isso não quer dizer que o armazenamento em DNA seja rápido; mas é rápido o
suficiente para arquivamento a longo prazo.

Para o futuro, os pesquisadores preveem um mundo onde o armazenamento
biológico nos permitirá gravar tudo e qualquer coisa. Hoje, nem sonhamos em cobrir
cada metro quadrado da Terra com câmeras, porque não temos a capacidade de
armazenamento para tanto. Mais tarde, no entanto, a totalidade do conhecimento
humano poderá ser armazenada em algumas centenas de quilos de DNA.

ExtremeTech, LimboTEch, UOL, Terra

VOCÊ NÃO É DONO DOS PRÓPRIOS GENES

O alerta foi dado por um estudo publicado em 25 de março no periódico Genome Medicine: mais de 40.000 patentes foram concedidas sobre trechos de DNA longos e curtos, virtualmente dando o controle comercial de todo nosso genoma às empresas que as registraram.

O estudo se concentrou em dois tipos de sequências de DNA patenteadas: fragmentos longos e curtos. Foi descoberto que 41% de todo o genoma humano é coberto por patentes de DNA longo, cobrindo geralmente genes inteiros.

Além disso, como os genes compartilham estruturas similares dentro de sua estrutura genética, se todas as patentes de sequências curtas forem agregadas, podem cobrir 100% do genoma. O seu médico não vai poder examinar o seu DNA sem violar patentes.
O problema está chegando à Suprema Corte dos Estados Unidos, que vai revisar os direitos de patentes genômicas em uma audiência no dia 15 de abril. A decisão da Corte vai influenciar diretamente os direitos de companhias de diagnóstico molecular de patentear não um, mas dois genes de câncer do seio e do ovário, BRCA1 e BRCA2, e também qualquer sequência menor dentro de BRCA1, incluindo uma patente para apenas 15 nucleotídeos.

E não é só estes dois genes que a empresa patenteou: ela tem pelo menos outros 689 genes humanos patenteados, relacionados a outros 9 cânceres, além do desenvolvimento do cérebro e funcionamento do coração.
Na prática, significa que nenhum médico ou pesquisador poderá estudar o DNA destes genes de seus pacientes, e nenhuma droga de diagnóstico ou tratamento poderá ser desenvolvida baseada nestes genes, sem violar as patentes – a não ser que a droga seja desenvolvida pela empresa.

A empresa que tem as patentes do BRCA1 e BRCA2 oferecem serviços de diagnósticos de câncer ao custo de US$3.000 por teste (cerca de R$6.000,00), um valor que, graças à proteção das patentes, tem que ser pago, mesmo que outros laboratórios tenham condições de oferecer o mesmo teste a preços mais baixos.

E não é só o diagnóstico e tratamento que encarecem – a própria pesquisa genética também fica mais cara, já que é praticamente impossível trabalhar com genética sem tropeçar em um gene patenteado por dia. E, se considerarmos as sequências pequenas, que se repetem em todo o genoma, é impossível trabalhar com o genoma humano sem lidar com genes patenteados.

Para quem tem dinheiro e quer trabalhar com os genes patenteados, outro problema: determinar quais patentes cobrem um determinado gene. As patentes de sequências curtas se sobrepõe e diferentes patentes podem ser aplicadas sobre um mesmo gene, como o BRCA1, por exemplo.

Como se esta confusão não fosse suficiente, ainda há o problema das patentes de DNA que cruzam a barreira das espécies. Uma empresa que patenteou genes referentes à criação de vacas acabou tendo direitos sobre 84% do genoma humano.

Os pesquisadores apontam que são a favor do sistema de patentes, mas é preciso equilibrar essa proteção aos inventores com o bem da medicina, o investimento em pesquisa e a inovação. Mais que isso: os indivíduos têm que ter direitos sobre seu próprio genoma, e permitir que médicos o examinem da mesma forma que examinam pulmões e rins.

MedicalXpress