domingo, 28 de setembro de 2014

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 21 O7 2014


 Nebulosa da Chama
é iluminada por uma estrela com 20 vezes a massa do Sol

CORPO HUMANO  DNA POSSUI FUNÇÕES MEDIÚNICAS
COSMO  COLOSSAL ACELERADOR GIGANTE ACIMA DA TERRA
COSMO  ESTRELA HERSCHEL EMBRYON STAR
COSMO  ESTRUTURA PARECE UM COLAR DE PÉROLAS
COSMO  HÁ 160 BILHÕES DE PLANETAS NA NOSSA GALAXIA?
COSMO  METEORITOS SÃO VERDADEIROS VITRAIS DA NATUREZA
COSMO  NEBULOSA COM FORMATO  IGUAL A DNA
COSMO  NEBULOSA DE ÓRION COLOSSAL CHOCADEIRA CÓSMICA
COSMO  PONTE DE GÁS QUENTE CONECTA GALÁXIAS
COSMO  PORTAIS OCULTOS NO CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA
COSMO  SOL CAMPO MAGNÉTICO ESTÁ PRESTES A INVERTER
COSMO  UNIVERSO 80% DE TODA A LUZ ESTÁ DESAPARECIDA
COSMO  UNIVERSO TERRA ENTRE O "CONSELHO DE GIGANTES" 
COSMO  UNIVERSO MEIO BILHÃO DE GALÁXIAS NO UNIVERSO
COSMO  VIA LÁCTEA ABRIGA MAIS DE 50 BILHÕES DE PLANETAS

FÍSICA QUÂNTICA  GOVERNA A VIDA
FISICA QUANTICA  ILUSÃO DE TEMPO E ESPAÇO MATRIX

FÍSICA QUÂNTICA  OLFATO
INTERNET   iPad 1.200 ANOS ANTES DA APPLE
INTERNET  QUÂNTICA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA
INTERNET  REDES SOCIAIS MUDANDO NOSSOS CÉREBROS
PAÍS EGITO  PIRÂMIDES  COMO MOVERAM AS PEDRAS
PAÍS TIBET  DISCOS DE DROPA  
PAÍS TIBET  GENE REMOTA A ANCESTRAIS DOS HUMANOS
PAÍS TIBET  EXTRATERRESTRES VIVENDO NO HIMALAIA 
PAÍS TIBET  GLACIADORES DO HIMALAIA AUMENTAM DE ESPESSURA
PLANETA TERRA MAGNETOSFERA PROTEGE A TERRA
PLANETA TERRA “CORO DA TERRA” REGISTRADO PELA NASA
PLANETA TERRA SUPERFÍCIE SE DESLOCANDO PARA O NORTE
PLANETA TERRA TERREMOTO JAPONÊS ENCURTOU OS DIAS

sábado, 19 de julho de 2014

INTERIORES DOS METEORITOS SÃO VERDADEIROS VITRAIS DA NATUREZA



O exterior de um meteorito parece uma rocha vulcânica. Porém, o interior guarda grandes surpresas. O fotógrafo de astronomia Jeff Barton os abriu para revelar os brilhantes interiores dos geodos (substância mineral com uma cavidade revestida de cristais na parte interior).

Barton, que é o diretor de Ciências da Three Rivers Foundation, em Cowell, Texas, EUA – chama o interior dos detritos espaciais de “vitrais naturais”. Ele coleciona essas joias desde 2004. As fotos a seguir são dos Meteoritos Allende, encontrados no estado mexicano de Chihuahua, em 1969.

Para capturar as fotos incríveis da face interior dos meteoritos, Barton corta as rochas e as abre com um serrote de pedra com lâmina de diamante. Ele, na sequência, tritura um pedaço bem pequeno para que a luz possa passar e criar um efeito semelhante ao do sol através das janelas de uma catedral. As fotos são posteriormente tratadas com filtros polarizadores e por uma câmera profissional DSLR acoplada a um microscópio petrográfico.

Barton ainda produziu algumas animações com o interior dos meteoritos. Para ver mais, você pode acessar a página no Flickr de Barton e se maravilhar com todas as 102 imagens de meteoritos da sua coleção. 

Gizmodo

sexta-feira, 18 de julho de 2014

COLOSSAL ACELERADOR CÓSMICO GIGANTE ACIMA DA TERRA

         
Uma pesquisa recém divulgada identificou a existência de um acelerador cósmico gigante acima da terra. O acelerador natural do espaço "sincroton" tem escala de centenas de milhares de quilômetros, superando até mesmo os maiores aceleradores artificiais semelhantes, como o Grande Colisor de Hádrons do CERN, que tem uma circunferência de apenas 27 quilômetros

Ao analisar os dados da sondas de Van Allen da NASA, o físico Ian Mann, da Universidade de Alberta, junto com seus colegas da NASA e de outros institutos, foram capazes de medir e identificar a "arma de fumaça" de um processo de escala planetária que acelera partículas a velocidades próximas à velocidade da luz, e tudo isso acontece dentro do cinturão de radiação de Van Allen.
 Ian Mann diz que este acelerador de partículas coleta energia a partir de flares e erupções solares que chegam até aqui através do vento solar, funcionando como uma central de energia aeólica. Este 'acelerador natural' se encontra na região dominada pelo campo magnético da Terra, a magnetosfera. A descoberta é um grande passo para a compreensão de tempestades espaciais e para proteger sistemas artificiais em Terra e no espaço de possíveis danos das tempestades espaciais e do clima espacial severo.

"O quebra-cabeça dessa nova descoberta é: como as partículas se aceleram até quase a velocidade da luz?" comenta Ian.
 Ian diz que esta aceleração de partículas pode danificar satélites e representa um risco para os astronautas durante as tempestades de clima espacial, e é semelhante à relação entre um surfista e uma onda, em que as partículas pegam uma "carona" em uma onda que as envia como em um foguete e as colocam em órbita com a Terra. À medida que essas partículas circulam a Terra, elas podem ser pegas por uma nova "onda", ou até mesmo pela mesma, o que irá aumentar a sua velocidade ainda mais. "O resultado é um ciclo perpétuo em que as partículas são aceleradas por ondas em escalas planetárias, abrangendo centenas de milhares de quilômetros", disse Ian.

Assim como as tempestades climáticas da Terra, as tempestades espaciais podem ser leves, moderadas ou fortes. Ian diz que essas tempestades solares podem ter vários efeitos sobre a infra-estrutura tecnológica na Terra, desde leves interrupções das comunicações por satélites, ou até mesmo danos generalizados de sistemas de telégrafo, como ocorreu durante a tempestade solar Carrington de 1859, que se manifestam na Terra como brilhantes auroras boreais e austrais.

"Há relatos publicados em jornais de testemunhas oculares que viram linhas telegráficas se incendiando como resultado das correntes elétricas que penetraram na infra-estrutura terrestre devido à essas tempestades espaciais", disse Ian, acrescentando que o dano potencial de uma tempestade como essa, no mundo altamente tecnológico em que vivemos atualmente, poderia custar trilhões de dólares em perdas e reparos.
Ian diz que a compreensão do clima espacial ainda está em fase de descobertas, porém com resultados como este, os pesquisadores estão chegando cada vez mais próximos de produzir previsões do clima espacial mais precisas.

"Ainda estamos tentando compreender como uma grande tempestade espacial seria, e qual impacto que ela poderia ter sobre a infra-estrutura tecnológica atual (satélites, sistemas operacionais e de energia)", disse Ian. "Finalmente estamos tentando melhorar alguns dos nossos sistemas de proteção contra o clima espacial severo".
Fonte: Dailygalaxy ; University of Alberta
Imagem: NASA SDO

HERSCHEL EMBRYON STAR


 
Herschel, RCW 120 é surpreendente, vista nesta imagem é uma grande bolha galáctica. Qual o tamanho? Pelo menos oito vezes a massa do sol. Entorno desta grande bolha, é uma estrela embrionária aninhada no shell. Destinada a se transformar em uma das estrelas mais brilhantes da Galaxy.

A bolha Galactic é conhecida como RCW 120. Fica a cerca de 4300 anos-luz de distância e foi formada por uma estrela em seu centro. A estrela não é visível nestes comprimentos de onda infravermelhos, mas empurra a poeira circundante e gás, com nada mais do que o poder da luz das suas estrelas. A estrela existe há 2,5 milhões de anos. A densidade da matéria na parede da bolha é tanto que a quantidade aprisionada não pode expandir para formar novas estrelas.

O luminoso para a direita da base da bolha é uma grande estrela embrionária em formação desencadeada pela potência da estrela central Herschels, observações mostraram que ele já contém entre 8-10 vezes a massa de nosso sol. A estrela poderá ficar maior, pois é cercada por uma nuvem contendo um 2000 massas solares adicionais.

As maiores estrelas da Galaxy não excedem 150 massas solares. O que impede que a matéria caia sobre a estrela é um quebra-cabeça para os astrônomos modernos. Segundo a teoria, as estrelas são formadas em cerca de 8 massas solares. Essa massa deve tornar-se tão quentes que brilhará intensamente em comprimentos de onda ultravioleta.

Esta luz deve alcançar a distância que a estrela central fez para formar essa bolha. Mas é evidente que, por vezes esse limite é excedido, de outra forma não haveria estrelas gigantes na Galaxy. Os astrônomos gostariam de saber como algumas estrelas podem parecem desafiar a física por ser tão grande. É este embrião estelar recém-descoberto destinado a se transformar em um monstro estelar? No momento, ninguém sabe, mas uma análise mais aprofundada desta imagem Herschel poderia nos dar pistas valiosas.

Créditos: ESA / PACS / SPIRE / HOBYS Consórcios (imagens), Michael Eugene Adams (animação)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

COSMO ESTRUTURA INCOMUM QUE PARECE UM COLAR DE PÉROLAS

O Telescópio Espacial Hubble, da agência espacial norte-americana NASA, fotografou uma estrutura incomum no céu, com 100.000 anos-luz de comprimento, que se assemelha a um colar de pérolas em forma de saca-rolhas.
A estrutura pode melhorar nosso conhecimento sobre a formação de superaglomerados estelares, que resultam da fusão de galáxias, bem como da dinâmica dos gases neste processo.
 “Ficamos surpresos ao encontrar esta morfologia deslumbrante. Já há muito tempo que o fenômeno é visto nos braços de galáxias espirais e em pontes entre galáxias que interagem. Entretanto, este arranjo em particular nunca foi visto antes em fusões de galáxias elípticas”, disse Grant Tremblay, do Observatório Europeu do Sul em Garching, Alemanha.
Superaglomerados de estrelas jovens azuis são uniformemente espaçados ao longo de uma cadeia através das galáxias, a cada 3.000 anos-luz. Esses aglomerados de estrelas estão dentro de um par de galáxias elípticas, que por sua vez estão dentro de um aglomerado de galáxias denso conhecido como SDSS J1531 3414.
A poderosa gravidade do aglomerado deforma as imagens de galáxias em listras azuis e arcos, uma ilusão causada por um efeito conhecido como lente gravitacional.
No início, os astrônomos pensaram que o “colar de pérolas” era na verdade uma imagem dessas, mas suas recentes observações com o Nordic Optical Telescope, em Santa Cruz de Tenerife, Espanha, descartaram essa hipótese.
A equipe de Tremblay descobriu a sequência bizarra de superaglomerados estelares por acaso, ao rever algumas imagens do Hubble. Os pesquisadores ficaram surpresos com a natureza única da fonte, que impulsionou a equipe a fazer observações de acompanhamento.
Os processos físicos subjacentes que dão origem à estrutura do “colar de pérolas” estão relacionados com a “instabilidade de Jeans”, um fenômeno físico que ocorre quando a pressão interna de uma nuvem de gás interestelar não é forte o suficiente para evitar o colapso gravitacional de uma região preenchida com matéria, resultando na formação de estrelas.
Atualmente, os cientistas estão trabalhando em uma melhor compreensão da origem dessa cadeia de formação de estrelas.
Uma possibilidade é que o gás molecular frio que alimenta a explosão de formação de estrelas pode ter sido nativo das duas galáxias em fusão.
Outra possibilidade é o chamado “fluxo de arrefecimento”, em que o gás arrefece a partir da atmosfera ultraquente de plasma que circunda as galáxias, formando piscinas de gás molecular frio que começam a formar estrelas.
A terceira possibilidade é que o gás frio alimentando a cadeia de formação de estrelas se origina de uma onda de choque de alta temperatura criada quando as duas galáxias elípticas gigantes colidem. Esta colisão comprime o gás e cria uma folha de plasma densa de arrefecimento.


“Seja qual for a origem deste gás de formação de estrelas, o resultado é incrível. É muito emocionante. Não é possível encontrar uma explicação mundana para isso”, disse Tremblay. 

SUPERFÍCIE DA TERRA ESTÁ SE DESLOCANDO PARA O NORTE


Segundo os cientistas, a superfície da Terra está se deslocando mais do que esperado. Enquanto você lê este texto, o planeta arrasta-se lentamente em direção ao Pólo Norte. Porém, esse deslocamento ao Norte, apesar de maior do que o esperado, só tem alguns efeitos menores sobre satélites, e nenhuma consequência aos seres humanos.
Os cientistas acreditam que a mudança da superfície da Terra é em grande parte devido ao derretimento da camada de gelo que cobria a maior parte do Canadá e uma parte do norte dos Estados Unidos durante a última Era Glacial.
 Para calcular o deslocamento, os cientistas combinaram dados de satélites da NASA sobre gravidade, medições de GPS dos movimentos da superfície global e um modelo desenvolvido pela NASA que estima a massa de oceano da Terra a partir de qualquer ponto do fundo do oceano.
Os pesquisadores descobriram que o deslocamento da massa de água em todo o mundo, combinada com a chamada repercussão pós-glacial, está mudando a superfície da Terra em relação ao seu centro de massa em 0,88 milímetros por ano em direção ao Pólo Norte.
A recuperação pós-glacial é a resposta da parte sólida da Terra ao recuo das geleiras e a consequente perda desse peso. Como as geleiras recuaram no final da última Idade do Gelo, a terra que estava sob esse gelo começou a subir, e continua a fazer isso até hoje.
As estimativas anteriores eram de 0,48 milímetros por ano. Segundo os pesquisadores, enquanto esse movimento ascendente do centro da Terra for de menos de um milímetro por ano, isso não terá qualquer impacto sobre a vida no planeta. Mas, se fosse algo parecido com um centímetro, então haveria uma enorme quantidade de mudanças.
No passado, os cientistas criaram modelos que previam que, em relação ao centro de massa da Terra, a crosta sólida na superfície devia estar se movendo para o norte. Atualmente, os dados concretos recolhidos pela pesquisa apóiam a previsão do modelo.

Apesar desse movimento não ter um impacto em nossas vidas, os pesquisadores dizem que poderia afetar o rastreamento de naves espaciais. Além disso, esse deslocamento pode dizer mais sobre como a Terra se deforma sob tensão

O TERREMOTO JAPONÊS ENCURTOU OS DIAS NA TERRA


Uma nova análise do terremoto 8,9 graus de magnitude que assolou o Japão no dia 11 de março afirma que o evento encurtou a duração do dia terrestre por uma fração de 1,8 microssegundos (um milionésimo de segundo), e mudou a forma como a massa do planeta é distribuída.
As estimativas do impacto do terremoto foram feitas com base em dados sobre o quanto a falha que provocou o tremor deslizou para redistribuir a massa do planeta.
 Um dia na Terra tem cerca de 24 horas, ou 86.400 segundos. Ao longo de um ano, esse comprimento varia em cerca de um milésimo de segundo, ou 1.000 microssegundos, devido às variações sazonais na distribuição da massa do planeta.
Os dados iniciais sugerem que o terremoto recente mudou a principal ilha do Japão em cerca de 2,44 metros. Também deslocou o eixo da Terra em cerca de 17 centímetros.
Ao alterar a distribuição da massa da Terra, o terremoto japonês fez com que o planeta girasse um pouco mais rápido, encurtando o comprimento do dia por cerca de 1,8 microsegundos.
E o impacto do terremoto pode não ter completamente acabado. Tremores mais fracos podem contribuir para pequenas mudanças no comprimento do dia também. Pelo menos 20 tremores de magnitude 6,0 ou superior já seguiram o tremor principal.
Segundo os pesquisadores, em teoria, qualquer coisa que redistribui a massa da Terra irá mudar a sua rotação. Então, em princípio, os tremores menores também terão um efeito sobre a rotação da Terra.
O fenômeno é semelhante a uma patinadora que recolhe os braços durante um giro, para virar mais rápido no gelo. Quanto mais próximo da linha do equador está o deslocamento de massa durante um sismo, mais ele irá acelerar a rotação da Terra.
A mudança na posição do eixo da Terra fará com que ela oscile um pouco diferente, mas não vai causar mudança no eixo norte-sul espacial do planeta (que gira em torno de uma vez por dia a uma velocidade de cerca de 1.604 km/h). Só as forças externas, como a atração gravitacional do sol, da lua e dos planetas podem fazer isso.

Além do mais, essa não é a primeira vez que um terremoto muda a duração do dia terrestre. Maiores tremores já encurtaram nosso dia no passado. O terremoto de magnitude 8,8 do Chile, no ano passado, por exemplo, também acelerou a rotação do planeta e encurtou o dia por 1,26 microssegundos. O terremoto de 9,1 em Sumatra em 2004 reduziu o dia em 6,8 microssegundos. 

HÁ 160 BILHÕES DE PLANETAS NA NOSSA GALÁXIA?


Para cada estrela existente na Via Láctea, existe no mínimo um planeta. É isso que afirma a estimativa feita por uma equipe internacional de astrônomos, em dois diferentes projetos. Após os cálculos, chegaram ao número de 1,6 planetas a cada estrela em nossa galáxia. Considerando que a Via Láctea abriga cerca de 100 bilhões de estrelas, seriam 160 bilhões de planetas dividindo este espaço com a Terra.
A base para os estudos foram os telescópios Kepler, da NASA, e COROT, da Agência Espacial Europeia, que trafegam pelo espaço desde 2009 e 2006, respectivamente, além de telescópios baseados na Terra e monitorados por dezenas de cientistas. A premissa básica para os cálculos é a seguinte: uma estrela ser orbitada por um ou mais planetas não é um fenômeno raro, e sim o que acontece normalmente. Dessa forma, o Sistema Solar está fazendo parte de uma regra, e não de uma exceção.
 
O método usado para chegar a esse resultado é chamado de OGLE (sigla em inglês para “Experimento de Lente Óptica Gravitacional” ou simplesmente Lente gravitacional). O que se faz, de maneira geral, é focar os telescópios em estrelas e fazer com que as perturbações luminosas registradas sejam indicativas de alteração gravitacional. Logo, se alguma coisa mudar na luminosidade ao redor da estrela, é porque um planeta ou outro corpo celeste está por perto, possivelmente em órbita.
Com essa técnica, os cientistas puderam sair “caçando planetas”, ou indícios de planetas. Em seis anos, o projeto OGLE comprovou a existência real de apenas três planetas, mas evidências para calcular a média apresentada de 1,6 planetas por estrela. Mas os cientistas afirmam que esse número é incerto e poderia variar entre 0,7 e 2,5.
As estimativas foram minuciosas: 17% das estrelas da galáxia seriam orbitadas por planetas semelhantes a Júpiter (de 0,3 a 10 vezes a massa de Júpiter), 52% por planetas do tamanho de Netuno (de 10 a 30 vezes a massa da Terra) e 62% por planetas semelhantes à Terra (de cinco a dez vezes a massa da Terra). A soma das porcentagens ultrapassa 100%, obviamente, porque algumas estrelas, como o Sol, se encaixam nas três categorias.
Mas se o número já parece ser grande, deve ser ainda maior. Talvez você tenha reparado, nessa conta, que foram contatos apenas os planetas com cinco vezes mais massa do que a Terra. Estão excluídos dos números, por exemplo, Mercúrio, Vênus e Marte, sem falar na própria Terra, porque planetas desse tamanho não puderam ser quantificados pelo OGLE. 

PORTAIS OCULTOS NO CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA


De acordo com a NASA, Jack Scudder — um pesquisador da Universidade de Iowa — descobriu “portais ocultos no campo magnético da Terra [que] abrem e fecham dezenas de vezes por dia.” Alguns deles ficam abertos por longos períodos.

Scudder diz que esses portais “criam um caminho ininterrupto que levam do nosso planeta à atmosfera do Sol a 149 milhões de quilômetros.”
Chamados pontos-X ou regiões de difusão de elétrons, eles estão localizados a “algumas dezenas de milhares de quilômetros da Terra.” Os portais são criados através de um processo de reconexão magnética no qual linhas de força magnética de ambos os corpos celestiais se misturam e se cruzam através do espaço. Os cruzamentos criam esses pontos-x.
Os portais são “invisíveis, instáveis e elusivos,” abrindo e fechando sem qualquer aviso. Quando eles se abrem, são capazes de transportar partículas energéticas a altas velocidades da atmosfera do Sol à da Terra, causando tempestades geomagnéticas.

Existe uma forma de localizá-las e Scudder a descobriu. Ele usa dados da nave THEMIS, da NASA, e de naves Cluster da ESA, seguindo pistas cruciais encontradas em dados da nave Polar, da NASA, que estudou a magnetosfera terrestre no final dos anos 1990.

“Usando dados da Polar, nós descobrimos cinco combinações simples do campo magnético e medidas de partículas energéticas que nos dizem quando vamos cruzar com um ponto-x ou uma região de difusão de elétrons. Uma única nave espacial, com os equipamentos apropriados, pode realizar esses cálculos.”
A NASA está preparando essa nave em sua Missão Multiescala da Magnetosfera. Um esquadrão delas: quatro naves que serão colocadas ao redor da Terra e “cercar os portais para observar como eles trabalham.” A missão será enviada em 2014. [NASA]

gizmodo.uol.com.br

SOM "CORO DA TERRA" REGISTRADO POR SONDAS DA NASA



Duas sondas da Agência Espacial Norte-americana (NASA) conseguiram captar o 'canto da Terra' com a maior nitidez conseguida até agora. Este som é o fruto das radiações que rodeiam o planeta, formadas por partículas carregadas que ficam presas no campo magnético da Terra. “Este som era o que captaríamos se tivéssemos antenas em vez de ouvidos”, explica Craig Kletzing, investigador da Universidade de Iowa, em comunicado da NASA. Estes ruídos são muitas vezes referidos como 'o coro do amanhecer' pois muitos radio-amadores já os ouviam há décadas, precisamente no início do dia.


Os sons captados pelas sondas gémeas RBSP (Radiation Belt Storm Probes, ou sondas de exploração das cinturas de radiação) lançadas para o espaço em Agosto, provêm da cintura de Van Allen, que rodeia o planeta e onde partículas de elevada energia ficam magneticamente aprisionadas.
A gravação foi realizada pelo instrumento EMFISIS (Electric and Magnetic Field Instrument Suite and Integrated Science), da Universidade de Iowa. Pensa-se que as ondas de rádio cumprem um papel crucial na dinamização dos electrões que constituem as cinturas de radiação.
Uma das missões das sondas gémeas é determinar se o 'coro' é responsável pelos chamados electrões assassinos, que representam um sério risco para os astronautas e para os satélites que orbitam a Terra.
Pensa-se que a maioria dos electrões do espaço são inofensivos, pois têm níveis de energia muito reduzidos para provocar danos a seres humanos ou sistemas electrónicos.
Mas os electrões que entram em contacto com as ondas de rádio do 'coro' sofrem um aumento grande de energia que poderá ser perigoso, segundo uma das teorias que a missão está a investigar.
"A produção de electrões assassinos é algo muito debatido e as ondas de rádio são somente uma das possíveis explicações", diz Dave Sibeck, outro dos cientistas da missão.  

CAMPO MAGNÉTICO DO SOL ESTÁ PRESTES A INVERTER

A inversão de polaridade magnética do Sol é um fenômeno natural que ocorre a cada 11 anos, seguindo os ciclos solares.[Imagem: NASA]

Inversão periódica
Algo realmente marcante está prestes a acontecer no Sol.
Segundo medições de observatórios da NASA, o campo magnético do Sol está prestes a inverter.
"Parece que estamos há não mais do que três a quatro meses de uma inversão de campo completa," disse o físico solar Todd Hoeksema, da Universidade de Stanford. "Esta mudança terá um efeito cascata em todo o Sistema Solar."
O campo magnético do Sol muda de polaridade aproximadamente a cada 11 anos, sempre no pico de cada ciclo solar. A próxima reversão irá marcar o ponto médio do ciclo solar 24 - metade do "máximo solar" já terá passado, e vamos nos encaminhando para a metade final. Isso significa que o atual "máximo solar" será na verdade bem "mínimo" - um dos mais fracos nos últimos 100 anos.
Influência solar
"Os campos magnéticos polares do Sol enfraquecem, vão a zero e, em seguida, emergem novamente com a polaridade oposta. Esta é uma parte normal do ciclo solar," esclarece o também físico solar Phil Scherrer. Normal, mas a inversão do campo magnético do Sol é, literalmente, um grande evento.
A influência magnética do Sol (também conhecida como a "heliosfera") estende-se por bilhões de quilômetros além de Plutão. A mudança a polaridade causará ondulações magnéticas que alcançarão até as sondas Voyager, já na fronteira do espaço interestelar. Na verdade, essas ondulações representam uma proteção mais forte - para a Terra por exemplo - contra os raios cósmicos, que chegam do espaço interestelar. Conforme a inversão total do campo magnético solar se aproxima, os dados dos observatórios mostram que os dois hemisférios do Sol estão fora de sincronia.
"O pólo norte do Sol já mudou de sinal, enquanto o pólo sul está correndo para recuperar o atraso," disse Scherrer. "Em breve, no entanto, os dois pólos terão revertido, e a segunda metade do máximo solar estará em andamento."
Durante a inversão de campo, a corrente elétrica induzida pelo campo magnético solar fica ondulada, criando uma forma tridimensional da chamada espiral de Parker. [Imagem: PD-LAYOUT/PD-USGOV-NASA]

Com informações da NASA -  

PONTE DE GÁS QUENTE CONECTA AGLOMERADOS DE GALÁXIAS

O telescópio espacial Planck, da ESA (Agência Espacial Européia), tem como missão examinar a radiação cósmica de fundo, também chamada de “eco do Big Bang”. Esta radiação, na faixa do microondas, interage com nuvens quentes de hidrogênio, modificando a distribuição de energia no espectro de uma forma bastante particular, em um efeito chamado de efeito Sunyaev–Zel’dovich (SZ).
Este efeito tem sido usado para detectar aglomerados de galáxias, mas também serve para encontrar filamentos de gás quente entre os aglomerados de galáxias.
 No universo primitivo, os filamentos de gás hidrogênio formavam uma densa teia que permeava todo o universo. Nos pontos em que estes filamentos eram mais densos, galáxias e aglomerados de galáxias se formaram.
A maior parte destes filamentos permanece invisível aos cientistas. No entanto, eles acreditavam que, entre aglomerados que estivessem interagindo, o filamento fosse denso e quente o suficiente para ser detectado.
Para encontrar estes filamentos, os cientistas usaram dados de raio-X do satélite XMM-Newton e do telescópio Planck, e descobriram que há uma ponte, ou um filamento de gás quente, conectando os aglomerados Abell 399 e Abell 401, cada um deles com centenas de galáxias.
Esta acabou sendo a primeira detecção de filamentos interaglomerados do Planck usando a técnica do efeito SZ. A combinação destes dados com observações em raio-X de outro satélite, o Rosat alemão, permitiu também deduzir que a temperatura da ponte é similar à temperatura do gás dentro dos dois aglomerados, na ordem dos 80 milhões de graus Celsius.
Por enquanto, ainda há a possibilidade que a ponte seja feita de gás dos próprios aglomerados junto com o hidrogênio primordial. Novas análises e a descoberta de possíveis novos filamentos irão ajudar a esclarecer este ponto. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

VIA LÁCTEA PODE ABRIGAR MAIS DE 50 BILHÕES DE PLANETAS

A sonda Kepler, lançada em março de 2009, é o observatório mais sofisticado do mundo dedicado a estudar planetas alienígenas. Segundo uma atualização dos cientistas sobre as conclusões da espaçonave este mês, nossa galáxia pode ser o lar de 50 bilhões de planetas.
Embora a Kepler não tenha encontrado “muitos” planetas (1.235 candidatos a planetas), o registro cósmico é o melhor palpite dos pesquisadores, estimado a partir de dados preliminares.
O objetivo principal de Kepler não é apenas descobrir planetas individuais, mas construir um retrato de quão comum são esses planetas. Segundo os cientistas, a nave descobriu, de fato, que aproximadamente a cada duas estrelas há um planeta ou candidato a planeta. O número de candidatos por estrela é de cerca de 44%.
Essa aparente abundância de planetas estava longe de ser uma conclusão precipitada quando a missão iniciou. O primeiro planeta extra-solar foi descoberto no início de 1990, e o ritmo das descobertas voltou a aumentar desde então. Mas os astrônomos estão apenas começando a ter uma visão ampla do número destes planetas agora.
A sonda analisa uma grande área de estrelas próximas para procurar sinais de planetas. Embora seja possível identificar candidatos a planetas, a confirmação só vem através de observações de acompanhamento.
E os dados obtidos até agora são encorajadores: dos 1.235 possíveis planetas que Kepler apontou, 54 parecem estar em uma “zona habitável”, ou seja, à distância certa de suas estrelas, onde as temperaturas seriam ideais para a água líquida.
Na Via Láctea como um todo, os pesquisadores prevêem que pelo menos 500 milhões dos 50 bilhões de planetas possíveis residem na zona habitável. Kepler também identificou 68 candidatos a planetas do tamanho da Terra.
Os cientistas acreditam que planetas rochosos como a Terra são as melhores apostas para abrigar vida extraterrestre. Isso e os números abundantes certamente dão esperança para a existência de vida fora da Terra.
No entanto, para encontrar um planeta como verdadeiramente a Terra – ou seja, um planeta do tamanho da Terra na zona habitável em torno de sua estrela – a Kepler terá de procurar por muito mais tempo.


A sonda detecta um possível planeta através da observação do leve obscurecimento da luz de sua estrela quando o planeta passa, ou transita, na frente dela. Para planetas com órbitas de cerca de um ano, como a da Terra, o trânsito poderia ocorrer apenas uma vez por ano, assim Kepler teria de observar essa estrela por pelo menos alguns anos para notar o efeito. 

MEIO MILHÃO DE GALÁXIAS NO UNIVERSO


Uma das imagens do espaço profundo captadas pelo projeto Alhambra

Astrônomos espanhóis acabam de divulgar o mais completo catálogo de galáxias já produzido. São cerca de 500 mil exemplares individualmente estudados, reconstruindo a história do Universo nos últimos 10 bilhões de anos (dos 13,8 bilhões que ele tem). Há de se respeitar o trabalho.

O projeto, chamado Alhambra, é liderado por pesquisadores do Instituto de Astrofísica de Andaluzia e da Universidade de Valência e resulta de sete anos de observações feitas no Observatório de Calar Alto, em Almería, na Espanha. A análise da assinatura de luz emitida por cada um das galáxias permite estimar sua distância. Isso porque todas elas sofrem um fenômeno conhecido como “desvio para o vermelho” (redshift).
 
Não é difícil de entender, se você se lembrar de que a luz branca, quando separada por um prisma, resulta em um arco-íris. Num extremo, temos a cor vermelha. No outro, a cor violeta. Por quê? Bem, quando a luz passa pelo prisma, ele divide a luz de acordo com o seu comprimento de onda. Os mais curtos (e energéticos) vão na direção do violeta, os mais compridos (e menos energéticos) vão na direção do vermelho.

Certo. E o que isso tem a ver com as galáxias? Bem, a luz branca sai delas e chega até nós, mas, dependendo da distância, essa viagem demora bastante. A luz atravessa o espaço a 300 mil km/s, o que resulta em mais ou menos 9,5 trilhões de km por ano. Esta é a medida que chamamos de anos-luz. Se uma galáxia está a 1 bilhão de anos-luz de distância, sabemos que a luz dela levou 1 bilhão de anos para ir de lá até aqui.

Bem, 1 bilhão de anos é um bocado de tempo. Nesse período, o Universo continuou em seu irrefreável processo de expansão, o que quer dizer que o próprio espaço entre nós e a galáxia distante estava crescendo enquanto a luz fazia sua travessia. O esticamento do espaço produz um esticamento da própria onda de luz. Conforme ela se estica, o comprimento de onda aumenta. Ela tende a ficar mais vermelha.

Então, o quanto a luz desviou para o vermelho antes de chegar até nós é uma medida direta da distância que a galáxia está. Esse é o efeito que os pesquisadores do Alhambra usaram para medir quão longe estavam as 500 mil galáxias que eles reuniram em seu catálogo.

SURPRESAS
Os cientistas ressaltam que muitas novidades devem emergir nos próximos meses, conforme os dados resultem em trabalhos científicos. Mas uma coisa que eles já afirmam com seu novo censo de galáxias é que um estudo anterior, batizado de Cosmos, não é representativo da real média de distribuição das galáxias no Universo. O Cosmos usou diversos satélites e telescópios em terra para observar uma pequena área de dois graus no céu. O Alhambra vasculhou uma área bem mais vasta da abóbada celeste, o que permitiu verificar as variações na distribuição das galáxias — em alguns lugares, há grandes concentrações, em outros, imensos vazios.

“Estudar como as galáxias estão distribuídas nos permite saber como as propriedades físicas que controlavam o Universo no passado eram”, afirma Alberto Molino, pesquisador do Instituto de Astrofísica de Andaluzia e um dos membros da equipe. “É como conhecer os lugares e as condições onde as sementes foram plantadas em uma floresta, a partir das árvores que vemos hoje.”

Como cobre uma vasta área, o Alhambra também analisou estrelas individuais da Via Láctea que caíram em seu campo de visão, de forma que resultados de astronomia estelar também podem emergir do estudo eminentemente cosmológico.

hypescience.com

NEBULOSA COM FORMATO IGUAL A DNA


Astrônomos usando o telescópio espacial Spitzer observaram uma nebulosa surpreendente que tem o formato de uma hélice dupla, próxima ao centro da Via Láctea. Eles estimam que a nebulosa tenha cerca de 80 anos-luz de comprimento e esteja situada a 300 anos-luz do grande buraco negro que fica no meio da galáxia. A Terra está a mais de 25 mil anos luz desse mesmo buraco. 

A nebulosa em forma de DNA impressionou os astrônomos envolvidos. "Nós nunca vimos nada como isso no domínio cósmico. A maioria das nebulosas são galáxias em espiral cheias de estrelas ou conglomerados amorfos de poeira e gás. O que nós vemos indica um alto grau de ordem", disse Mark Morris, professor de astronomia da UCLA e autor do estudo. "Vemos duas cadeias intercaladas enroladas uma na outra, como numa molécula de DNA", disse Morris. As cadeias da nebulosa podem ter sido torcidas por campos magnéticos no centro da Via Láctea. Esses campos magnéticos são indiretamente produzidos pelo buraco negro que está no centro da galáxia. Mas antes da matéria ser engolida ela escapa pelas bordas do buraco negro, gerando um movimento de rotação. Esse movimento gera os campos magnéticos, que por sua vez, pode ter torcido a nebulosa, afirmou Morris. Morris acredita que todas as galáxias que têm um centro galáctico bastante concentrado também devem ter um forte campo magnético. 

O que exatamente criou a onda de torção ainda é um mistério, mas Morris não acredita que o grande buraco negro no centro da galáxia seja o culpado. Orbitando o buraco negro, a muitos anos-luz de distância, está um disco massivo de gás que Morris levantou a hipótese de estar ancorando as linhas de campo magnético. O disco passa pela órbita do buraco negro aproximadamente uma vez a cada dez mil anos. "Uma vez a cada dez mil anos é exatamente o que precisamos para explicar a torção das linhas de campo magnético que vemos da nebulosa", disse Morris.
Revista Nature & Spitzer Space Telescope

80% DE TODA A LUZ NO UNIVERSO ESTÁ DESAPARECIDA


Não sabemos de onde vêm 80% de toda a luz do Universo, de acordo com observações feitas pelo Espectrógrafo de Origens Cósmicas, a bordo do Telescópio Espacial Hubble. Astrônomos estão completamente perplexos: “nós ainda não sabemos ao certo o que é, mas pelo menos uma coisa que pensávamos conhecer sobre o universo atual não é verdade”.

Essas são as fortes palavras de David Weinberg, da Ohio State University (EUA), coautor de um artigo publicado na revista Astrophysical Journal Letters. O espectrógrafo do Hubble detectou que a teia cósmica de hidrogênio, que conecta as galáxias, reagiu à luz ultravioleta de forma inesperada.

Na verdade, ela reagiu a uma quantidade enorme de luz, mas de onde ela veio, e onde ela está?

Quando estes átomos de hidrogênio são atingidos por luz ultravioleta com bastante energia, eles são transformados… em íons eletricamente carregados. Os astrônomos ficaram surpresos quando descobriram muito mais íons de hidrogênio do que poderia ser explicado pela luz ultravioleta conhecida no universo, que vem principalmente de quasares. A diferença é de impressionantes 400%.
Simulação dos filamentos que conectam as galáxias

Os astrofísicos não sabem o que está acontecendo, nem o que causou esses efeitos na teia cósmica de hidrogênio. Eles só sabem que esta descoberta não bate com o que conhecemos sobre o hidrogênio no Universo, nem bate com nossas simulações atuais.
E o mistério fica ainda mais estranho quando você compara resultados no Universo próximo e distante:

Estranhamente, esse descompasso só aparece no cosmos mais próximo e relativamente mais estudado. Quando telescópios se concentram em galáxias a bilhões de anos-luz de distância – mostrando aos astrônomos o que estava acontecendo quando o universo era jovem – tudo parece se encaixar. A luz necessária para ionizar o hidrogênio no início do universo bate com os cálculos de astrofísicos; mas para ionizar o hidrogênio agora, não – e isso tem intrigado os cientistas.

O outro coautor do estudo, Benjamin Oppenheimer – do Centro de Astrofísica da Universidade de Colorado-Boulder (EUA) – diz que nós não sabemos ainda de onde vem a luz extra ionizando o hidrogênio:

Se somarmos as fontes conhecidas de fótons ionizantes de ultravioleta… não encontramos 80% deles, e a pergunta é: de onde eles estão vindo? A possibilidade mais fascinante é que uma nova fonte exótica – em vez de quasares ou galáxias – é responsável pelos fótons desaparecidos.
Uma das possibilidades é que esta matéria exótica seja “a misteriosa matéria escura, que mantém as galáxias juntas, mas nunca foi vista diretamente”. A luz pode ser um produto desta matéria escura se deteriorando ao longo do tempo. [Universidade de Colorado - Boulder]