quinta-feira, 11 de abril de 2013

DIAMANTES PODEM ARMAZENAR MILHÕES DE VEZES MAIS INFORMAÇÕES DO QUE OS COMPUTADORES ATUAIS


Folhas de diamante cheias de buracos podem ser a chave para a próxima geração de supercomputadores.

Cientistas na Califórnia usaram a tecnologia disponível comercialmente do padrão de folhas grandes de diamantes, com minúsculos buracos cheios de nitrogênio. Essas folhas de diamante com nitrogênio podem armazenar milhões de vezes mais informação, e ser dezenas de vezes mais rápido, do que os atuais sistemas de computador baseados em silício.

Como as folhas de diamante seriam usadas na computação é algo que ainda não foi determinado exatamente, mas as aplicações podem variar desde a concepção mais eficiente de computadores baseados em silício até o desenvolvimento de drogas e criptografia.

O nitrogênio é encontrado em diamantes desde que há diamantes; é por isso que alguns têm uma tonalidade amarela. Por anos os cientistas usaram estes nitrogênios naturais infundido nos diamantes para estudar vários aspectos da mecânica quântica.

Um supercomputador baseado em mecânica quântica requer mais precisão do que a natureza pode oferecer, assim os cientistas têm procurado uma maneira artificial de implantar matrizes de buracos de nitrogênio precisamente modelados no interior de folhas de diamante.

A chave para um quantum de diamantes com base no computador mecânico é um elétron extra no buraco. Em um computador tradicional, a informação é codificada como um “0″ ou um “1″. Em um computador quântico baseado em diamante, a informação poderia ser armazenada no giro dos elétrons. Isto significa que as informações poderiam ser armazenadas não somente como um “0″ ou “1″, mas também na direção que o elétron está girando.

O número exato é difícil de dizer, mas os cientistas afirmam que isso poderia aumentar dramaticamente o poder de processamento em comparação com os computadores de silício atuais.

Ainda assim, os diamantes provavelmente não substituirão o silício utilizado nos computadores domésticos de hoje. No entanto, os consumidores podem se beneficiar da descoberta. Um computador quântico ajuda a modelar certos problemas extremamente complexos, segundo os pesquisadores.

Os diamantes não são uma aposta certa para um computador quântico, mas certamente são uma boa opção por causa dessa pesquisa.

MSN

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O UNIVERSO É MÚSICA

  Nebulosa da Alma

Conta a tradição Hindu, que o deus Shiva, a partir de sua dança, marca o compasso do universo. Shiva leva em sua mão o Damaru, que é um tambor na forma de ampulheta que representa o som de criação do universo que é o Om (ॐ), mantra sagrado do hinduísmo e de outras religiões. Dizem que ele contém o ensinamento dos vedas e é considerado o corpo sonoro absoluto. O Om é o som do infinito e a semente que fecunda os outros mantras. A alegoria representa bem a criação divina. Na gênese bíblica, é o som o primórdio da criação, o Fiat Lux (Faça-se a luz) simboliza uma ordem oral a partir da qual surge o universo.

Os sons são considerados sagrados desde a mais remota antiguidade e nas mais avançadas civilizações. No judaísmo, enfatiza-se o valor sagrado da palavra, sobretudo o nome de Deus que aparece sob diversas denominações, mas que não pode ser pronunciado ou utilizado em vão. A Secho-No-Ie, doutrina oriunda do Japão, reforça o poder criador dos sons e das palavras, de forma que as afirmações positivas ou negativas repercutem gravemente sobre nossas vidas, assim como nas tradições orientais os mantras são usados como sons sagrados que abrem determinados campos da consciência, permitindo o desenvolvimento psíquico, espiritual, a cura e a meditação. Outras tradições enfatizam o valor de palavras mágicas, orações poderosas ou fórmulas e conhecimentos que são passados através da tradição oral e não podem ser escritos.

A acústica sagrada é um campo do conhecimento que estuda como as antigas civilizações sabiam do valor sagrado dos sons e como manipulavam a acústica de ambientes para que os sons sagrados fossem usados em suas cerimônias, como por exemplo, os descobrimentos de David Lubman sobre o eco que se escuta na pirâmide maia de Kukulkán. Verifica-se que aos pés da pirâmide, produzindo-se um som como o bater de palmas, o eco reverbera na pirâmide produzindo o som do quetzal, um pássaro sagrado que representa o espírito do povo maia; assim, nas cerimônias sagradas, o pássaro poderia ser evocado. Em muitas civilizações, as construções foram propositalmente manipuladas para produzir sons sagrados que conduzem a estados de consciência alterados capazes de mudar a frequência mental e proporcionar uma percepção especial do mundo espiritual ou de aguçar determinadas capacidades imaginativas, criativas, meditativas ou mediúnicas.

Acredita-se que isso se passe também com as aleias megalíticas dos druidas, como a mais famosa, de Stonehenge, na Inglaterra. Os estudiosos David Keating e Aaron Watson comprovaram que as pedras do lugar são capazes de reter e ampliar sons de frequência mais alta, como os emitidos pela voz humana, no entanto, outras vibrações como a de tambores, escapam e podem ser ouvidas a certa distância. Esta era uma forma de proteger os conhecimentos sagrados e manipular a acústica intencionalmente, ou seja, as grandes e antigas civilizações conheciam o valor sagrado dos sons e utilizavam os mesmos de maneira muito sofisticada.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 251, pergunta-se: Os Espíritos são sensíveis à música? - Queres falar da vossa música? O que é ela perante a música celeste, essa harmonia da qual ninguém na Terra pode ter ideia? Uma é para a outra o que o canto do selvagem é para a suave melodia: Não obstante os Espíritos vulgares podem provar um certo prazer ao ouvir a vossa música porque não estão ainda capazes de compreender outra mais sublime. A música tem, para os Espíritos, encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Refiro-me à música celeste, que é tudo quanto a imaginação espiritual pode conceber de mais belo e mais suave.

Grandes compositores da humanidade alcançaram suas composições em um estado mediúnico de êxtase, onde vislumbraram a música celestial. O que dizer então das composições vulgares de hoje em dia? Como elas nos afetam? Como afetam a nossa saúde física e mental? E os sons estressantes da cidade? O barulho das máquinas e a balbúrdia da vida moderna? Se os espíritos falaram que a música terrena nada era, isso na época de grandes compositores como Bach, Chopin e Mozart, o que eles diriam das músicas tocadas nos nossos carnavais fora de época?

A ciência começa a dar sinais desta grande realidade. No polêmico best-seller A Vida Secreta das Plantas, lançado na década de 1970, relatam-se experimentos feitos em diversas universidades no mundo com plantas cultivadas em viveiros, sob iguais condições e submetidas experimentalmente a diferentes tipos de músicas. Foi notável como as plantas que eram submetidas a música como o rock pesado cresciam menos, chegando a inclinar-se em direção oposta as caixas de som, ao contrário das que cresciam vigorosamente ao som de Mozart chegando a se enroscarem nas caixas de som. Masaru Emoto, pesquisador japonês, lançou a obra A Vida Secreta da Água, indicando como a água é capaz de reagir ao som de palavras positivas ou negativas. Depois de ser submetida a sons ou papeis escritos com palavras como “amor”, “fraternidade”, a água era congelada rapidamente e verificava-se a forma dos cristais de gelo no microscópio. As formas eram simétricas e caleidoscópicas, porém feias, disformes e desarmônicas quando submetida a palavras com sentido negativo.

Todas estas informações poderiam estar restritas ao ciclo do espiritualismo. Até mesmo as pesquisas citadas nas obras A Vida Secreta das Plantas e A Vida Secreta da Água são alvo de polêmicas e questionamentos. Mas outros campos menos espiritualistas e mais rigorosos da ciência têm dado sinais claros da importância dos sons sobre o ser humano. Primeiramente, é válido lembrar que vivemos em um mar de energia e que a física moderna explica-nos como tudo está conectado. Luzes e sons são apenas formas diferentes que se apresenta a matéria em diferentes estados e frequências.

Outra notícia veiculada recentemente nos meios de comunicação foi de uma inglesa chamada Elizabeth, que é capaz de sentir sabores e enxergar cores relacionadas com os sons que escuta em qualquer lugar. É um caso raro de sinestesia, e da forma que se apresenta é único no mundo. Elizabeth tem conexões neuronais ativas que permanecem adormecidas na maioria das pessoas, e isso lhe permite uma percepção especial dos sons. É interessante que em ambientes como discotecas com som pesado ela enxerga quadrados negros e por isso não gosta destes ambientes.

Agora, finalmente descobrimos que nosso próprio cérebro possui uma assinatura acústica própria. É o som que representa você no universo, linguagem muito utilizada por antigos místicos e ocultistas, que parecia alegórica, mas tem se demonstrado literal com esta notícia. Esta assinatura acústica representa o que somos muito além das aparências físicas e assim como Elizabeth pode enxergar e sentir o gosto de sons, outros avançados sensitivos e videntes são capazes de enxergar esta assinatura acústica na forma das cores da aura que nos circunda.

De fato, esta me parece uma notícia de grande importância diante das imensas possibilidades que se abrem com esta descoberta. Novas ferramentas de análise psicológica, tratamentos baseados no uso de sons, de acordo com nossa frequência mental, além dos já citados na matéria, e a redescoberta de antigos conhecimentos de doutrinas orientais e ocultistas relidos à luz da ciência moderna e desprovidos de qualquer atmosfera mística ou miraculosa. Quando traduzida em linguagem musical, as frequências dos bombeiros analisados transformam-se em composições semelhantes à música clássica. Será esse um padrão na natureza? Será que os compositores clássicos traduziam sua própria frequência para a linguagem musical sem se dar conta disso? Não quero me alongar, especulando as possibilidades deste conhecimento, mas o que é certo é que os sons influem sobre nós e devemos estar atentos ao que falamos, pois somos os primeiros a escutar e a sentir os efeitos, e em seguida ter cuidado com o que buscamos ouvir.

* Breno Henrique de Sousa é paraibano de João Pessoa, graduado em Ciências Agrárias e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Ambientalista e militante do movimento espírita paraibano há mais de 10 anos, sendo articulista e expositor.

ARCO IRIS EM NEBULOSA DE ÓRION

Apesar de estar a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, a Nebulosa de Órion já foi descoberta há mais de 400 anos e muito já se estudou e observou sobre seu aspecto. Mesmo assim, telescópios da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) ainda revelam imagens fascinantes: a disposição de estrelas ainda em seu estágio de formação, no meio da nebulosa, dá origem a um luminoso “arco-íris”.

A foto resultante, no entanto, é produto de dois equipamentos: o Telescópio Spitzer, da NASA, e o Telescópio Herschel, da ESA. Ambos foram equipados com lentes sensíveis a raios infravermelhos, o que permitiu capturar as cores em comprimentos de onda que uma câmera normal não consegue identificar.

Dessa forma, os tons de azul que aparecem na foto foram registrados pelo Telescópio Spitzer, que captou comprimentos de onda entre 8 e 24 micra (o plural da unidade mícron), enquanto os tons de verde e vermelho são produto das lentes do Telescópio Herschel, programadas para filtrar comprimentos de onda um pouco maiores, entre 70 e 160 micra.

As diferenças nas observações de cada telescópio não foram apenas devidas aos raios luminosos: o objetivo era monitorar toda a matéria proveniente de uma Nebulosa, que nada mais é do que um conjunto de plasma, hidrogênio e poeira cósmica. Enquanto o Telescópio Herschel observou as emissões de poeira cósmica fria, uma vez por semana durante um mês e meio, o Spitzer fez o mesmo com a poeira quente.

Ao longo deste curto tempo de observação (seis semanas), o brilho das estrelas observadas variou em mais de 20%. Isso surpreendeu os cientistas, que esperavam tal variação em um período de anos. Ou seja, o brilho das estrelas oscilou muito rapidamente na Nebulosa.

De acordo com os cientistas, há duas hipóteses para essa variação tão acelerada: ou os filamentos de gás circulam pela superfície da estrela em ritmo intenso, ou esta matéria se movimenta de forma a criar “sombras” na estrela, que ocultam seu brilho em alguns momentos.

Em ambos os casos, contudo, a conclusão é a mesma: trata-se de uma intensa atividade que caracteriza estrelas jovens, recém nascidas, nas quais as nuvens de gás, poeira e outras substâncias ainda estão se adaptando e rearranjando. Tal atividade acaba originando movimentos constantes.

MSN

domingo, 7 de abril de 2013

TORNADOS ESPACIAIS ENERGIZAM A ATMOSFERA SOLAR

 
Em nosso planeta, os tornados são temidos por trazerem destruição e devastarem cidades inteiras. Esses eventos naturais não exclusivamente terrestres, entretanto. No sol também existem tornados, que são muito maiores do que os que são formados na Terra. Mas ao invés de destruição, eles são fundamentais para nossa estrela. Cientistas acreditam que esses furacões são os responsáveis por manter a atmosfera solar superaquecida, ainda mais quente do que a própria superfície do astro.

Matemáticos da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, encontraram evidências de que os tornados solares carregam energia da zona de convecção – a última camada antes da superfície solar, que é um reservatório de energia – para a atmosfera, na forma de ondas magnéticas.

Um dos grandes problemas da astrofísica moderna era entender como a atmosfera de uma estrela como o sol poderia ser mais quente do que sua superfície. Já era claro que a energia se originava abaixo da superfície do sol, mas como ela ia parar na atmosfera solar era um mistério. Os furacões solares parecem ser a resposta.

Os pesquisadores acreditam que aproximadamente 11 mil tornados circulam em toda a superfície da estrela. Eles são bem diferentes dos que existem em nosso planeta. A começar pela temperatura, de milhões de graus centígrados. Os furacões do sol também são gigantescos: eles se estendem por mais de 1,6 mil quilômetros de diâmetro – maiores do que a Grã-Bretanha.

Pesquisadores acreditam que esse processo poderia ser utilizado na Terra no futuro, para energizar plasma em Tokamaks, produzindo energia.

“Se entendermos como a natureza aquece plasmas magnetizados, como nos tornados observados no sol, um dia poderemos ser capazes de usar este processo para desenvolver a tecnologia necessária e construir dispositivos que produzam energia limpa e verde”, afirmou um dos pesquisadores da equipe, Robertus Erdelyi.

ScienceDaily/Wired/UPI

TSUNAMIS SOLARES SÃO VERDADEIROS


Uma onda de plasma com cerca de 97 mil km de altura viajando a uma velocidade de 901 mil km/h.

A agência estadunidense de exploração espacial confirmou que ondas de plasma que passam pela superfície solar são uma espécie de tsunami. Estes fenômenos foram observados pela primeira vez há alguns anos, mas cientistas acreditavam que eles eram apenas ilusões ópticas.

Quando o acontecimento foi observado, era difícil acreditar que uma onda de plasma quente estava passando pela superfície solar. Uma destas ondas subiu a uma altura maior que o diâmetro da Terra e saiu de dentro de um ponto central de milhões de quilômetros de largura. Observadores mais céticos acreditavam que aquilo podia ser uma sombra, uma ilusão de ótica.

Agora, as naves Stereo, da Nasa, que têm a missão de observar a superfície solar, estão mostrando aos cientistas que o fenômeno é uma espécie de tsunami solar, e a agência até mesmo liberou um vídeo do incrível acontecimento.

Tsunami solar confirmado
O par de naves Stereo confirmaram o a existência do fenômeno em imagens capturadas em fevereiro de 2009, quando um ponto na superfície do sol entrou em erupção inesperadamente. A explosão liberou um bilhão de toneladas de gás no espaço, e mandou o tsunami através superfície solar.

As naves gravaram a onda de duas posições separadas a 90 graus, dando aos pesquisadores uma visão única do evento. “Com certeza era uma onda”, afirma Spiros Patsourakos, da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos, autor do estudo que descreve as descobertas feitas sobre a superfície solar.

O nome técnico do “tsunami solar” é “onda magneto-hidrodinâmica rápida” ou “onda MHD”. O fenômeno foi descoberto em 1997 pelo Observatório Solar e Heliosférico (Soho), também da Nasa. Em maio daquele ano, uma enorme onda de gás explodiu em uma região ativa da superfície solar, e o Soho gravou um tsunami saindo em ondas da região da explosão.

Na época, a visão do Observatório não foi suficiente para responder à questão que ainda circulava a descoberta: aquilo era uma onda ou apenas uma sombra? Vários eventos semelhantes foram gravados pelo mesmo observatório nos anos seguintes, sem sucesso para desvendar o mistério sobre os tsunamis.

As naves Stereo, lançadas em 2006, circulam em posições diferentes: uma orbita em volta do sol em frente à Terra, e a outra atrás da Terra, para ter uma visão completa do sol. Os especialistas esclarecem que os tsunamis solares não são uma ameaça à Terra, mas que devem ser estudados. “Podemos usá-los para diagnosticar as condições do sol”, afirma Joe Gurman, da Nasa. “Observando a propagação das ondas, podemos reunir informações sobre a atmosfera do sol de uma forma que nunca foi disponível de outra maneira”, completa.

MSNBC, Space

QUINTA FORÇA FUNDAMENTAL DA NATUREZA

As interações spin-spin de longo alcance (linhas na imagem) permitem que os elétrons (pontos vermelhos) na superfície “sintam” os elétrons no interior da Terra.

A busca pelos mistérios do universo nunca para. Apesar do tão sonhado bóson de Higgs ter sido, aparentemente, finalmente encontrado, os cientistas agora estão no encalço de outra partícula que pode estar ligada a uma nova força fundamental da natureza.

Um estudo do Amherst College e da Universidade do Texas, em Austin, ambos nos EUA, está usando a própria Terra como laboratório para detectar partículas elusivas que podem comprovar a existência de uma “quinta força” fundamental no universo.

Essa nova força deve operar além das quatro forças fundamentais familiares aos físicos: gravidade, eletromagnetismo, força nuclear forte e força nuclear fraca. Ela deve permitir que partículas subatômicas “sintam” umas às outras em distâncias extremamente grandes.

A nova força carrega o que é chamado de interação spin-spin de longo alcance. Interações spin-spin de curto alcance acontecem o tempo todo: ímãs grudam na geladeira porque os elétrons do ímã e os do aço na geladeira estão todos girando em torno da mesma direção, por exemplo. Já as interações de longo alcance são mais misteriosas.

Quinta força: a origem
Existem três possibilidades para estabelecer de onde essa possível nova força vem. A primeira é uma partícula denominada “não partícula” (unparticle, no termo em inglês), que se comporta como fótons (partículas de luz) em certas formas, e como partículas de matéria em outras.

A segunda é uma partícula chamada de Z’, um primo mais leve do bóson Z, que traz a força nuclear fraca. Ambas a não partícula e a Z’ podem existir a partir de extensões das atuais teorias físicas (Modelo Padrão da Física).

A terceira possibilidade é a de que não há nenhuma nova partícula, mas sim a teoria de relatividade tem algum componente que afeta o spin (momento angular dos elétrons).

Interações spin-spin de longo alcance
As interações spin-spin mais normais, do tipo ímã de geladeira, são mediadas por fótons e operam apenas em distâncias muito curtas. Interações spin-spin de longo alcance não parecem diminuir ou enfraquecer com a distância, entretanto. Os físicos têm procurado as partículas que carregam esse tipo de interação há anos, mas não a encontraram ainda.

Apesar dos cientistas interpretarem a interação magnética entre os spins de duas partículas como sendo uma consequência da troca de “fótons virtuais”, alguns têm sugerido que pode haver outros tipos de partículas, além dos fótons, que podem ser trocadas virtualmente entre dois spins.

Os pesquisadores têm tentado identificar essa partícula, mas os resultados até agora não têm sido conclusivos.

O novo experimento, entretanto, coloca limites mais rigorosos de quão forte pode ser esta nova força, o que dá aos físicos uma ideia melhor de onde procurar por ela.

A não partícula foi proposta pela primeira vez em 2007 pelo físico Howard Georgi, da Universidade Harvard (EUA).

Partículas têm uma massa definida, a menos que sejam fótons, que não têm massa. A massa de um elétron ou próton não pode mudar: se você alterar sua massa (e, portanto, sua energia), você altera o tipo de partícula que ela é.

Não partículas teriam massa e energia variáveis. A interação spin-spin de longo alcance seria uma propriedade fundamental destas partículas.

As tentativas do novo estudo não revelaram uma nova partícula ligada à força, mas mostraram que a interação spin-spin de longo alcance precisa ser menor por um fator de 1 milhão do que as experiências anteriores haviam sugerido. Se ela de fato existir, é tão pequena que a força gravitacional entre duas partículas, como um elétron e um nêutron, é um milhão de vezes mais forte.

Os cientistas já sabiam que a força que estavam procurando seria fraca e só poderia ser detectada através de distâncias muito longas. Então, precisavam encontrar um lugar onde toneladas de elétrons estivessem “apertados” uns ao lado dos outros para produzir um sinal mais forte – e escolheram o manto da Terra.

Em seguida, projetaram um equipamento para tentar detectar interações entre os “geoelétrons” neste manto e partículas subatômicas na superfície da Terra.

Essencialmente, os pesquisadores estudaram se os spins de elétrons, nêutrons e prótons medidos em vários laboratórios ao redor da Terra podiam ter uma energia diferente dependendo de sua orientação em relação à Terra.

Os spins polarizados se originam principalmente de elétrons de minerais ricos em ferro no manto da Terra, que se alinham com o campo magnético do planeta.

“Nossos experimentos eliminaram [a possibilidade] dessa interação magnética, então procuramos por alguma outra interação em nossos spins experimentais. Uma das interpretações dessa ‘outra interação’ é que pode ser uma interação de longo alcance entre os spins em nosso equipamento e os spins dos elétrons no interior da Terra, que estão alinhados pelo campo geomagnético”, explicou Larry Hunter, um dos cientistas do estudo.

No manto da Terra, existem muitos elétrons. Amostras preparadas em laboratórios seriam mais controláveis, mas menos abundantes. Graças ao grande número de elétrons polarizados, o estudo foi capaz de limitar a magnitude da interação spin-spin entre dois elétrons muito distantes um do outro para um valor cerca de um milhão de vezes menor do que a sua atração gravitacional.

Os cientistas também mapearam as direções e densidades dos spins dos elétrons no interior da Terra. Esse mapa da magnitude e direção dos spins dos elétrons através do planeta deve ajudar na elaboração de novos experimentos mais precisos, que possam finalmente detectar a quinta força fundamental, se ela for real.

Além de estreitar a busca pela nova força, o experimento também apontou para uma outra maneira de estudar o interior da Terra.

Os modelos atuais às vezes oferecem respostas inconsistentes a respeito de por que, por exemplo, as ondas sísmicas se propagam através do manto da maneira como se propagam. A quinta força seria uma forma de “ler” as partículas subatômicas lá embaixo, ajudando os cientistas a compreender tal discrepância.

As descobertas da pesquisa aparecem na edição de 22 de fevereiro da revista Science.

LiveScience

PIGMENTO DO ANTIGO EGITO DÁ COR A NOVAS TECNOLOGIAS


A nanociência aplicada a um pigmento usado na antiguidade está abrindo caminhos para tecnologias estado-da-arte na atualidade.[Imagem: Johnson-McDaniel et al./JACS]

Renovação
O azul egípcio, um pigmento que impressionou faraós e rainhas na antiguidade, pode se tornar a próxima onda na tecnologia das telecomunicações e da segurança, além de permitir a criação de uma nova geração de tintas.

O pigmento azul, usado há mais de 5.000 anos, está dando aos cientistas pistas para o desenvolvimento de novos nanomateriais.

Essas novas nanopartículas têm usos potenciais em equipamentos de imagens médicas, controles remotos para televisores, tintas de segurança e tecnologias de telecomunicações por fibra óptica.

Foi o que descobriram Darrah Johnson-McDaniel e seus colegas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

Azul que emite vermelho
Os pesquisadores afirmam ter ficado surpresos ao verificar que o silicato de cobre e cálcio que forma o azul egípcio se divide em nanofolhas tão finas que milhares delas caberiam na largura de um fio de cabelo humano.

Mas a maior surpresa foi que essas nanofolhas emitem radiação infravermelha (IR), semelhante à usada para comunicação entre os controles remotos e as TVs e outros dispositivos de telecomunicações.

"O silicato de cobre e cálcio estabelece uma rota para uma nova classe de nanomateriais que são particularmente interessantes com vistas a equipamentos estado-da-arte, como imagens biomédicas usando infravermelho próximo, emissores de luz infravermelha (principalmente para uso em plataformas de telecomunicações) e novas formulações de tintas de seguranças," afirmam os pesquisadores em seu estudo.

"Desta forma, podemos repensar as aplicações de um antigo material através dos métodos tecnoquímicos modernos," concluem eles.

Azul egípcio
O azul egípcio é formado por partículas que são essencialmente um tipo de vidro - CaCuSi4O10 e SiO2 (sílica).

Os cientistas passaram a se interessar no estudo da propriedade de materiais muito finos principalmente depois da descoberta do grafeno, uma folha unidimensional de carbono que apresenta propriedades radicalmente diferentes do material em bruto.

O próximo passo da pesquisa é criar os primeiros protótipos de dispositivos baseados no pigmento azul que promete revolucionar a emissão de luz infravermelha.

Site Inovação Tecnológica