sábado, 27 de novembro de 2010

CONEXÃO ENTRE FENÔMENOS QUÂNTICOS

Dois pesquisadores descobriram uma conexão inesperada e surpreendente entre as duas propriedades fundamentais da física quântica.

O resultado está sendo anunciado como um avanço radical no entendimento da mecânica quântica, dando novas pistas para os cientistas que procuram compreender os fundamentos do funcionamento do mundo em escala atômica.

Um dos aspectos mais estranhos da teoria quântica é que é impossível saber certas coisas simultaneamente, como o momento e a posição de uma partícula - conhecer uma dessas propriedades afeta a precisão com que você pode conhecer a outra.

Outro aspecto estranho é o fenômeno da não-localidade, que se mostra no bem conhecido entrelaçamento quântico.

Quando duas partículas ficam entrelaçadas, elas se comportam como se estivessem coordenadas entre si, como se estivessem "trocando informações" à distância, de uma forma totalmente estranha à intuição clássica sobre partículas fisicamente separadas. Wehner e Oppenheim mostraram que eles estão intrinsecamente ligados.

A não-localidade determina como duas partículas distantes podem coordenar suas ações sem trocar informações.

Os físicos acreditam que, mesmo na mecânica quântica, a informação não pode viajar mais rápido do que a luz. Acontece que a mecânica quântica permite que duas partículas se coordenem muito melhor do que seria possível se elas obedecessem às leis da física clássica.

Na verdade, as ações das partículas entrelaçadas são de tal maneira coordenadas que parece que uma é capaz de falar com a outra. Foi por isto que Einstein chamou esse fenômeno de "ação fantasmagórica à distância".

E isso não é tudo. Os fantasmas podem ser ainda mais assustadores, porque é possível ter teorias que permitem que partículas separadas e distantes uma da outra coordenem suas ações muito melhor do que a natureza permite - e sem depender de que a informação viaje mais rápido do que a luz.

"Seria ótimo se pudéssemos coordenar melhor nossas ações a longas distâncias, o que nos permitiria resolver muitas tarefas no processamento de informações de forma muito eficiente," diz Wehner. "No entanto, a física deveria ser fundamentalmente diferente. Se quebrarmos o princípio da incerteza, não podemos imaginar como o nosso mundo seria."

Segundo os pesquisadores, sua descoberta é "à prova de futuro" e se aplica a todas as teorias que buscam encontrar uma teoria quântica da gravidade.

Site Inovação Tecnológica

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

VIA LÁCTEA "NÓS ESTAMOS AQUI"

GOOGLE IMAGENS

LUZ MAIS ANTIGA DO UNIVERSO

Pesquisadores trabalhando com o telescópio europeu Planck, o maior experimento de cosmologia em quase uma década, divulgaram  seu primeiro mapa celeste completo da radiação cósmica de fundo, a "luz mais antiga" do Universo.

O telescópio de 600 milhões de euros, que capta radiação com frequências abaixo do infravermelho [não visível], foi lançado no ano passado e levou seis meses para montar o primeiro mapa.

A imagem mostra a Via Láctea como uma linha brilhante atravessando horizontalmente todo o centro do mapa. Acima e abaixo dessa linha, podem ser vistas grandes quantidades de pontos amarelos. Esses pontos, tanto na Via Láctea, quanto acima e abaixo dela, representam gás e poeira cósmicas. Não são estrelas, pois o telescópio não registra luz visível.

Grande parte dessa radiação, acreditam os cientistas, originou-se 380 mil anos após o "Big Bang", quando a matéria havia se resfriado o suficiente para que a formação de átomos fosse possível.

Antes disso, o cosmos seria tão quente que matéria e radiação estariam acopladas, e o Universo seria opaco.

Um dos principais objetivos do projeto é encontrar evidências para a "inflação", a expansão do incipiente Universo a velocidades acima da velocidade da luz.

Segundo a teoria, se essa "inflação" ocorreu, ela deveria estar registrada na radiação cósmica de fundo e seria passível de detecção.

O telescópio Planck é uma das principais missões da ESA [agência espacial europeia, na sua sigla em inglês]. Lançado em 2009, encontra-se a mais de um milhão de quilômetros da Terra.

Ele carrega dois instrumentos para registrar o céu em nove bandas de frequência. O instrumento de alta frequência opera entre 100 e 857 GHz; o instrumento de baixa frequência opera entre 30 e 70 GHz.  Até 2012, o aparelho terá construído quatro mapas do Universo.

BBC News
New Scientist
Jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

INVISIBILIDADE ESPAÇO-TEMPORAL

Que os metamateriais estão permitindo a criação de mantos da invisibilidade cada vez mais aprimorados tudo o mundo já sabe.

Mas agora o professor Martin McCall e seus colegas da Universidade College London estenderam matematicamente o conceito para demonstrar que é possível criar um manto da invisibilidade capaz de esconder eventos inteiros.Um "editor da história" como eles o chamam.

"A luz normalmente se desacelera quando entra em um material, mas é teoricamente possível manipular os raios de luz de forma que algumas partes acelerem e outras desacelerem," diz McCall.

Em vez de ser curvada no espaço, no esquema proposto pelos matemáticos, a luz se "abre" - a metade desse "leque de luz" acelera e chega antes de um evento, enquanto a outra metade fica para trás e só chega depois que o evento já ocorreu. Isto significa que, durante um breve período, a cena não fica iluminada, e nada que acontecer lá nesses momentos poderá ser visto.

Cria-se assim um manto da invisibilidade espaço-temporal, ou uma camuflagem de eventos, como os cientistas chamam essa espécie de corredor temporário, no qual energia, matéria ou informações podem ser manipuladas ou transportadas sem que se possa detectar.

"Se alguém estiver se movendo ao longo do corredor, parecerá a um observador distante que essa pessoa se moveu instantaneamente, criando a ilusão de um teletransportador tipo Jornada nas Estrelas," diz McCall. "Então, teoricamente, essa pessoa poderá ser capaz de fazer algo e você não perceber!.

É claro que as dimensões e os tempos envolvidos são pequenos demais para se imaginar algo prático nas dimensões humanas. Mas o Dr. Paul Kinsler, que ajudou a criar o conceito da invisibilidade espaço-temporal já fez uma demonstração usando fibras ópticas que mostra que a ideia poderá ser útil na computação e no processamento de sinais.

Um canal de dados poderia, por exemplo, ser interrompido para executar um cálculo prioritário em um canal paralelo durante o funcionamento da camuflagem de eventos. Para as partes externas do circuito, fora do corredor de camuflagem, seria como se aquele canal estivesse processando informações de forma contínua.

Imagine os canais de dados como se fossem uma avenida com trânsito intenso, na qual você quer abrir uma passagem para que um pedestre atravesse, mas sem parar o tráfego.

Uma parte dos carros corresponderá à seção dianteira do leque de luz - esses carros vão andar mais rapidamente. O grupo de carros imediatamente a seguir corresponderá à seção traseira do leque de luz - esses carros vão andar mais lentamente. Isso cria uma lacuna no meio, por onde o pedestre pode atravessar. Um observador que olhe tudo de longe só verá o fluxo constante de tráfego.

Uma questão que surgiu durante o desenvolvimento da teoria foi como acelerar a transmissão de dados sem violar as leis da relatividade. Os cientistas resolveram o problema idealizando um metamaterial inteligente, cujas propriedades variam tanto no espaço quanto no tempo, permitindo a criação do corredor camuflado.

"Temos certeza que existem muitas outras possibilidades abertas pela nossa introdução do conceito de invisibilidade no espaço-tempo," diz McCall "mas como, nesta fase, ela ainda é teórica, é preciso desenvolver os detalhes concretos para as aplicações que propomos."

 Site Inovação Tecnológica

domingo, 21 de novembro de 2010

QUINTESSÊNCIA O QUINTO ELEMENTO

O Quinto Elemento
 
O quinto elemento  é a energia pura emanada do centro criador, presente em todos os compostos. Os sábios o consideram a causa ou origem dos outros quatro elementos. É o poder espiritual presente em todos os mistos. É a chamada Quinta Essência dos antigos e verdadeiros alquimistas.

O termo "Quinta Essência" provavelmente foi primeiramente elaborado pelo filósofo Aristóteles, que considerava que o universo era composto de quatro elementos principais, a saber: terra, água, ar e fogo. Segundo a sua tese, além destes, deveria haver uma substância etérea que ineterpenetra em todos os compostos e impedindo os corpos celestes de caírem sobre a Terra. Depois disso; muita discussão se transcorreu entre alquimistas ou não, sobre a existência, a natureza e a qualidade desse elemento primordial do qual tudo se origina e no qual tudo se mantém. Isaac Newton foi quem mais defendeu a existência dessa "quintessência" em suas teorias e discussões sobre os conceitos de matéria e energia. Muitas vezes, Newton deixou transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos materiais e nas formas de energia. Ele admitia que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, chamava essa essência desconhecida pelo sugestivo nome de "espírito da matéria".
 
De Aristóteles aos cientistas modernos, muito já se cogitou sobre a força oculta presente em todas as coisas.  Em 1998, três astrofísicos da Universidade de Pensilvânia mencionaram o termo "Quinta Essência" para designar um campo dinâmico quântico que é gravitacionalmente repulsivo.
 
Hoje; a ciência já está quase confirmando a realidade da existência de um quinto elemento através da Física Quântica. No entanto; devemos reconhecer que ainda há uma grande barreira separando a ciência tradicional da grande realidade espiritual que nos cerca. O ceticismo da ciência é um impecilho no caminho para a descoberta de que há um Poder Cósmico manifestado e manifestando-se em tudo. Há raras exceções ao ceticismo acadêmico, como o próprio Isaac Newton, cientista altamente espiritualizado que como legado nos deixou um vasto conhecimento científico. Mas suas teorias nos provam que ele, além de ter adquirido grande inteligência, possuía também a sabedoria. Eis uma frase célebre de Newton que nos convida a pensar que é possível haver uma comunhão entre a ciência e a espiritualidade:
 
Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta. (Isaac Newton).

Esperamos que a ciência atual evolua cada vez mais para curar as mazelas que afligem a humanidade. Para tanto, reconhecemos que será necessário agir com uma razão lógica absoluta que dissipe toda a superstição que possa pairar sobre a humanidade. Mas isso não significa deixar de lado aquilo que desconhecem ou são incapazes de perceber com seus aparelhos avançados porém inapropriados para serem capazes de visualizar os aspectos mais sublimes da energia e da luz. É necessário que a comunidade científica tenha a humildade para reconhecer que nem tudo pode ainda ser medido ou experimentado por seus meios e métodos de trabalho e análise. E, como Isaac Newton ou Albert Einstein, serem capazes de adquirirem conhecimento, mas não apenas isso. Também é necessário adquirir sabedoria. Aí sim, ciência e religião se unirão numa coisa só e tudo o que o homem realmente precisa para dar um salto evolutivo, aparecerá do nada como resposta à sua capacidade de enxergar o que estava oculto à sombra de sua própria ignorância.

Há uma resposta para todas as buscas e uma solução para todas as aflições humanas. Basta apenas utilizar-se dos meios adequados para tal. Essa solução mágica que pode curar o mal está necessariamente no mesmo local de onde o mal se originou... na fonte de tudo... no Quinto Elemento. Aí está a fonte dos milagres a que a ciência deve recorrer reconhecendo que tudo é um milagre, a começar pelo próprio conhecimento adquirido através da ciência. Albert Einstein já dizia: Só existe duas formas de viver a vida. A primeira é pensando que o milagre não existe; a outra é pensando que tudo é milagre.

A busca maior da alquimia interior, consiste na manutenção deste Quinto Elemento, através de técnicas químico-espirituais que visam a obtenção dessa Energia Sagrada para finalidades diversas. Em magia, essa mesma energia é denominada Akasha. Quem aprende a dominar e utilizar essa força torna-se um ser iluminado. Geralmente tal insight só ocorre depois de muitos anos de estudo e meditação quando, trabalhando secretamente no laboratório da alma, o iniciado  compreende a simplicidade do Ser Absoluto e a sua Onipresença e Onipotência. Percebendo que tudo deriva-se dessa coisa única, passa a trabalhar em harmonia com suas Leis e Princípios e em tudo o que vê, sente, toca, consome; sente a presença viva do Divino, do Quinto Elemento.

Quem assimila esse conhecimento torna-se capaz de realizar coisas que a ciência materialista dificilmente conseguirá em suas pesquisas simplórias, que leva em conta apenas o lado visível e paupável dos seus objetos de estudo, deixando de lado o estudo da Essência Espiritual presente em todas as coisas. O Alquimista vai além do químico em suas pesquisas justamente quando ultrapassa em seus estudos a análise materialista dos elementos, acrescentando o tal Quinto Elemento em seus estudos. A própria palavra Alquimia que vem do do árabe, al-khimia, significa a Química de Alá. Al ou Al-lah, em árabe, significa Ser Supremo ou Deus Todo-Poderoso. Khimia significa química. Assim a Alquimia significa a Química de Deus ou a Ciência Sagrada. Aí está o segredo da Pedra Filosofal, do Elixir da Longa Vida apregoados pelos alquimistas como a chave para a transmutação. Eis um segredo revelado: quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, acrescentando o Divino aos quatro anteriores, pode transmutar as coisas... transformar chumbo em ouro.

O estudo dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo, tem quase sempre um objetivo intermediário para se chegar ao conhecimento do Quinto Elemento que consiste na Quintessência alquimista. Através de técnicas de trabalho e oração, o Alquimista da Alma consegue penetrar na essência dos materiais e se apoderar da Energia Divina aprisionada em todos os mistos. Alguns o chamam de Pedra Filosofal, outros o chamam de Ovo Filosófico, outros Licor Alkhaest, Elixir da Longa Vida, etc, etc. Assimilar o poder do Quinto Elemento ou da Energia Cósmica Criadora presente em todas as coisas, para o Alquimista, consiste na proeza do que chamam "realização da Grande Obra". Mas tal proeza não está limitada a alguns poucos iluminados que se debruçaram sobre enciclopédias inteiras buscando encontrar o segredo oculto por trás de todas as coisas. Eu, você, qualquer um dos seres humanos que habitam a face da terra podemos nos apropriar desse quinto elemento, na medida de nossas capacidades.

Ore e trabalhe.
Eis o segredo para se canalizar cada vez mais uma porção maior do Quinto Elemento em nosso dia-a-dia.

Orat e Labora, diziam os sábios alquimistas: 
O  significado da palavra laboratório pode ter tido sua origem nestes termos, do Latim: ore e trabalhe. Eis o segredo maior da alquimia

rancisco Ferreira (Mr. Smith) 13:22 5/5/2007

glesp.org.br/artigos/116-o-quinto-elemento.html

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EXPANSÃO E VIBRAÇÃO PERPÉTUA DO UNIVERSO

Se a radiação do fundo do Universo fosse totalmente homogênea, não haveria formação de estrelas nem de galáxias. A matéria se acumula onde há uma pequena redução na temperatura da radiação, representada na figura por um vale. Esta simulação computacional feita por M.White, mostra como a interação gravitacional aumenta o constraste inicial. 
 
Durante a expansão, todos os objetos se afastam um dos outros e a luz vai aumentando de comprimento de onda. A radiação do fundo do Universo, que é uma emissão em microndas no presente e é chamada de Cosmic Microwave Background, contribui com 1% do ruído das transmissões de sinais por antenas – não por cabo.

paxprofundis.org/