quarta-feira, 13 de abril de 2011

EMISSÕES ENERGÉTICAS NO SOL CAPAZES DE MODIFICAR A MATÉRIA



O que aconteceria se os cientístas descobrissem que, as aparentemente constantes propriedades da matéria estivessem mudando? Exatamente isto é o que demonstra a observação dos últimos anos e está colocando importância nos resultados aportados pelas diferentes equipes científicas que estão analisando o Sol.

Desde as propostas tradicionais da física clássica, está se estudando as partículas e os elementos como valores inalteráveis que conformam a matéria. Contudo, já podemos afirmar abertamente que isto não é certo.

A observação do Sol, sugere que este estaria emitindo um tipo de emissão de energia previamente desconhecida até agora, que está interatuando e modificando os valores das partículas que compõem a matéria. Estamos contemplando diretamente as regras de uma nova física.

A maioria dos campos da ciência dependem de medições baseadas em valores asinalados como constantes. Um exemplo disso, é a metodologia da datação do Carbono 14.

Uma equipe de investigadores de Stanford e Purdue University, acabam de demonstrar que a única explicação possível às modificações detectadas na composição das partículas procedentes das emissões de Plasma, reside precisamente na capacidade que tem o plasma electromagnético do Sol para interatuar na composição da matéria.

Segundo cita textualmente Fischbach, a razão teríamos que buscar no núcleo do Sol, parece que o centro gira mais lento do que a superfície, gerando assim uma energia que literalmente comunica com os isótopos radioativos da Terra. Adicionalmente, há outra questão mais inquietante: A capacidade destas partículas para modificar a composição dos isótopos radioativos da Terra.

Muitos dos físicos que já estão estudando o que denominamos Radiofrequência Quântica Diferencial, fundamentam este achado da equipe de Stanford, no comportamento dos denominados Osciladores Quânticos ou Osciladores Harmônicos, que precisamente manifiesta as capacidades descritas pelo estudo de Fischbach e sua equipe.StarViewerTeam International 2010

Paula X, enviou esta Mensagem

ABALOS SÍSMICOS CAUSAM UMA SUCESSÃO DE MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS NO SISTEMA DE ORIENTAÇÃO TERRESTRE - MERIDIANO DE GREENWICH - CAXIAS DO SUL/RS/BRASIL

O devastador terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter que abalou nesta sexta-feira o Japão pode ter deslocado em quase 10 centímetros o eixo de rotação da Terra, segundo um estudo preliminar do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália.

O INGV, que desde 1999 estuda os diversos fenômenos sísmicos registrados na Itália, explica em uma nota que o impacto do terremoto do Japão sobre o eixo da Terra pode ser o segundo maior de que se tem notícia.

"O impacto deste fato sobre o eixo de rotação foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra de 2004 e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960", diz o comunicado.

Cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa), afirmam que o terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile em 1960 pode ter reduzido a duração dos dias na Terra. Os cientistas calculam que o abalo sísmico deve ter movido o eixo do planeta (o eixo imaginário sobre o qual a massa da Terra se mantém equilibrada) por 2,7 milisegundos (cerca de 8 centímetros ). Esse eixo da Terra não é o mesmo que o eixo norte-sul.

O Terremoto no Japão foi tão intenso que de fato mudou o Eixo da Terra em 25 centímetros. O que isto acarretaria? Os especialistas em Geofísica afirmam que estes abalos podem sim causar alterações no planeta (sem pânico e sem alarmismos). Afirmam também que a sucessão de abalos sísmicos de grandes proporções nos últimos três séculos, deslocaram para Oeste o ponto de referência que era representado até então pelo Meridiano de Greenwich.

O Meridiano de Greenwich é o meridiano que passa sobre a localidade de Greenwich (no Observatório Real, nos arredores de Londres, Reino Unido) e que, por convenção, divide o globo terrestre em ocidente e oriente, permitindo medir a longitude. Foi estabelecido por Sir George Biddell Airy em 1851. Definido, por acordo internacional em 1884, como o primeiro meridiano, serve de referência para calcular distâncias em longitudes e estabelecer os fusos horários.
O dado mais impressionante levantado no estudo é sobre o quanto o eixo da Terra foi deslocado pelo terremoto.  Na ilustração abaixo, em amarelo o Meridiano de Greenwich em 1884. Em azul, a nova orientação causada pelo terremoto no Chile em 1960; em verde, com o Tsunami na Indonésia em 2004; em vermelho, o Tsunami no Japão em 2011.
Por convenção Greenwich continua como referencial. Na realidade, havendo uma correção, o atual ponto de referência é a cidade de Caxias do Sul (Coordenadas Geográficas: 29°10'4,17"S / 51°10'45,78"W) no estado brasileiro do RS.
Caxias do Sul/RS

Marceloyoga, enviou esta Mensagem

quarta-feira, 6 de abril de 2011

IBM AOS SEUS EXECUTIVOS PREVISÕES TECNOLÓGICAS


“Você sabia que os meios de comunicação, a informática e a Internet estão globalizando e mudando nosso mundo? Mas, quanto? Quem disse que tamanho não importa?

Países grandes vêm se tornando cada vez mais importantes no cenário mundial, cuja população é hoje da ordem de 6.6 bilhões de pessoas e 20% delas estão na China enquanto 17% na Índia. Juntos, os dois países têm mais de 1/3 da população mundial.

Se considerarmos apenas os 16% mais inteligentes da Índia teremos mais pessoas do que toda a população do Brasil. Da China precisaríamos apenas de 14%, ou seja, há mais pessoas inteligentes na China ou na Índia do que pessoas no Brasil.

Enquanto você lê este texto 30 bebês nasceram no Brasil, 244 nasceram na China e 351 nasceram na Índia. Em breve, a China será o país que mais fala inglês no mundo.

Você sabia que a Inglaterra, em 1900, era considerada o país mais rico do mundo; com o maior exército; como centro mundial de negócios e finanças; com o melhor sistema de educação; líder em inovação e invenção; o modelo mundial de valor e com o melhor padrão de vida ?

Você sabia que nos USA mais da metade dos profissionais trabalha há menos de cinco anos na mesma empresa ? Que somente 25% dos profissionais permanecem na mesma empresa por mais de um ano ? Que, segundo a ONU, os estudantes de hoje passarão por dez a catorze empregos até os trinta e oito anos de idade ?

Você sabia que as dez profissões que serão indispensáveis em 2010 sequer existiam em 2004 ? Ou seja, estamos preparando estudantes para profissões que ainda não existem, que usarão tecnologias que ainda não foram inventadas para resolver problemas que ainda nem sabemos que existem ? As pessoas estão indo cada vez mais para a Internet.

Você sabia que no ano passado, nos USA, um em cada oito casais se conheceu pela Internet e que mais de 106 milhões de usuários estavam registrados no My Space e que hoje há mais de 50 milhões de usuários no Orkut ? Se o My Space fosse um país ele seria o 11º maior do mundo, entre o Japão e o México. E o Orkut o 24º, entre a Itália e a Coréia do Sul.

Você sabia que 2.7 bilhões de perguntas são feitas todo mês ao Google? Para quem perguntávamos essas coisas A.G. — Antes do Google ? Vivemos tempos excepcionais.

Você sabia que o número de mensagens de texto transmitidas todos os dias excede a população do planeta ? Que, existem hoje cerca de 540 mil palavras na língua inglesa, cerca de 5 mil vezes mais do que havia na época de Shakespeare e que mais de três mil livros novos são publicados diariamente ?

Estima-se que a quantidade de nova informação gerada no mundo este ano é maior do que a acumulada nos últimos cinco mil anos e que a quantidade de informação técnica nova dobra a cada dois anos. Para os estudantes isso significa que metade do que se aprende no 1º ano de faculdade estará ultrapassado no 3º ano.

Estudos prevêem que em 2010 o conhecimento dobrará a cada 72 horas, significando que todo profissional precisa se atualizar sempre. E você, tem se atualizado ?

Você sabia que a informação está cada vez mais nos meios digitais ? Fibras óticas de 3a. geração, recentemente testadas pela NEC e ALCATEL, conduzem dez trilhões de bits por segundo num único fio. Isso equivale a 1900 CDs ou 150 milhões de ligações simultâneas a cada segundo e a cada seis meses esse número triplica.

Já existem cabos e fibras suficientes. O que se faz hoje é apenas melhorar as conexões e o custo dessas melhorias é praticamente zero. Tudo isso indica que, muito em breve, o papel eletrônico estará mais barato que o papel real.

Você sabia que 47 milhões de laptops foram comercializados no mundo, no ano passado ? E que o projeto “laptop a US$100″ fornecerá entre 50 e 100 milhões de laptops por ano a crianças de países em desenvolvimento ?

Há previsões que em 2022 haverá um supercomputador que excederá a capacidade computacional do cérebro humano. Isso quer dizer que, em 15 anos, universitários em início de carreira terão como concorrente um computador de somente US$1.000,00 que excederá a capacidade do cérebro humano.

Enquanto é difícil fazer previsões tecnológicas, para além dos próximos 15 anos, é fácil prever que em 2050 um computador de US$1.000,00 excederá a capacidade computacional da espécie humana.

Nide enviou esta Mensagem

terça-feira, 5 de abril de 2011

GREGG BRADEN QUANDO UM MUNDO ACABA E OUTRO COMEÇA

Descobertas científicas de finais do séc. XX revelaram que até as coisas mais complexas da natureza são na verdade simples padrões [fractais] que se repetem de forma previsível. Aplicando estas novas leis dos fractais às antigas ondas do tempo, o autor propõe que tudo, desde a forma como envelhecemos até às guerras entre nações, são simplesmente as ondas que regressam do nosso passado, carregando cada uma delas uma versão mais poderosa e amplificada de si própria. O grande segredo do nosso momento na história e aquilo que poderemos esperar, já que o fim do ciclo de 5.000 anos revelado pelos antigos Maias chegará a 31.12.2012.

O tempo propaga-se em ondas. Descreve loops e ciclos, tal como os eventos que acontecem no tempo, que se repetem como uma pedra deixada cair sobre a superfície de um lago. Ao contrário das ondas de um lago, os padrões do espaço-tempo aumentam de dimensão a cada repetição, acumulando a energia de todos os ciclos anteriores.

Este permanente fluxo e refluxo do tempo foi observado por muitas culturas antigas, particularmente - e de forma mais aprofundada - pelos Maias, que criaram um calendário cuja incrível precisão permanece até mesmo nos nossos dias. Através da observação das estrelas, desenvolveram uma compreensão dos padrões da história, e das eras da humanidade, chegando mesmo a calcular datas exatas nas quais começariam novas eras mundiais. O início da próxima era ocorrerá a 21 de Dezembro de 2012.

Gregg Braden analisa a forma como o fluxo rítmico do tempo se espalha nos fractais, loops elaborados e indefinidos da natureza. Através do tempo fractal, examina a forma como as sequências de história, tanto dos indivíduos como do mundo, reflectem os padrões da natureza. Pela compreensão da forma como as nossas ações constituem repetições das que ocorreram no passado, o autor mostra-nos uma forma de dar sentido às rápidas — e muitas vezes dramáticas — mudanças do presente, demonstrando indubitavelmente que a chave do nosso futuro reside na sabedoria do nosso passado.

Autor de bestsellers do New York Times, Gregg Braden foi designer de sistemas informáticos. Ao longo de mais de 20 anos realizou investigações nos mosteiros remotos do Egito, Peru e Tibete, em busca dos segredos providenciadores da vida codificados na linguagem das nossas tradições.

Considerado pioneiro na construção de uma ponte entre a espiritualidade e a ciência, o autor é convidado assíduo em inúmeras conferências internacionais, estando as suas obras publicadas em inúmeros países.

«Gregg Braden é uma mistura rara de cientista, visionário e estudioso, com a capacidade de falar às nossas mentes, enquanto toca a sabedoria dos nossos corações.» Deepak Chopra.

«Brilhante e perspicaz… Considero Gregg Braden um dos nossos grandes visionários.» Wayne Dyer

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domingo, 20 de março de 2011

PLANETA TERRA NÃO ESTÁ ACABANDO, ESTÁ SUPERLOTADO

Os desastres naturais estão mais frequentes ou seu efeito e percepção sobre as pessoas é que aumentou? De acordo com especialistas ouvidos pelo iG, a trinca de terremotos destruidores nos últimos dois anos está dentro das estatísticas de abalos sísmicos ocorridos no mundo. Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) afirma que a média anual é de até dois terremotos acima de oito graus na escala Richter, como foi o caso do terremoto no Japão, de 9 graus, ocorrido na sexta-feira (11) e o do Chile, de 8,8 graus, em fevereiro de 2010. O sismo que devastou o Haiti, em janeiro de 2010, teve sete graus de magnitude e matou mais de 222 mil pessoas. “As estatísticas mostram que o número de 18 tremores acima de sete graus em um ano está dentro do esperado,” afirmou Barros.

Mas o poder destruidor dos terremotos atualmente está muito ligado ao aumento da população mundial, que hoje está chegando aos sete bilhões. Para o professor do Instituto de Geofísica da USP Afonso Vasconcelos Lopes, se a ocorrência dos terremotos for analisada ao longo da década, a série de eventos não está fora do comum, “mas em curto prazo e com este poder destruidor, ela é fora do comum”.

O problema é que mais pessoas estão morrendo a cada tremor. Somando os terremotos do Chile e Haiti, foram mais de 223 mil mortos – até agora, estima-se que o desastre no Japão adicionará mais 3,3 mil a esta conta. Houve ainda o de Sumatra, em 2004, com 9.1 graus de magnitude e seguido por um tsunami, que vitimou cerca de 1228 mil pessoas. Em 2005, outro terremoto, de 8.6 graus, atingiu novamente Sumatra, juntamente com Indonésia, deixando outros mil mortos. Ainda nesta década, ocorreram outros dois grandes: na China (7.9 graus), em 2008, e no Paquistão (7.6) em 2005.

“Estes terremotos foram em áreas de alta densidade populacional, o que faz com que eles sejam tão destrutivos”, disse o professor do Instituto de Geociência da Unesp de Rio Claro, João Carlos Dourado.

O cientista lembra que terremotos acima de nove graus, ainda mais devastadores que o do Japão, tendem a acontecer a cada 40 anos. “No meio do século passado ocorreram três desta magnitude em 12 anos, só que dois deles foram no Alasca, onde havia poucos habitantes”, disse. O terceiro foi no Chile, o maior da história com 9,5 graus, que atingiu as cidades de Temuco e Valdivia em maio de 1960, matando 1.655 pessoas.

De acordo com as estatísticas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (US Geological Survey) é esperada a ocorrência de milhares de terremotos menores a cada ano. Estima-se que aconteçam 13 mil tremores entre 4 e 4.9 graus de magnitude e 130 mil entre 3 e 3.9 graus todos os anos. Barros explica que para tremores menores não é preciso tanto tempo de acúmulo de energia. “Em terremotos de baixa magnitude, a área de ruptura é pequena, a energia liberada é pequena. Já para um terremoto maior ser gerado é preciso muitos anos”, disse.

O chefe do Observatório Sismológico da UnB afirma que o importante não é o número de terremotos, mas a sua intensidade. “Terremotos de magnitude três só são percebidos se a pessoa estiver próxima a seu epicentro, coisa de 50 metros, e eles podem ocorrer em área inabitadas, ou no mar e não serem notados”, disse.

As imagens do terremoto seguido de tsunami no Japão correram o mundo. Junto com os sismos no Haiti e no Chile – ainda frescos na memória -, deram a sensação, manifestada principalmente nas redes sociais, de que tais eventos estão cada vez mais frequentes. “Não tem muito a ver com memória. A gente recebe muito mais informação e ela também chega muito mais rápido do que uma década atrás”, disse Daniela Bertocchi, pesquisadora de comunicação digital da USP.

Para a pesquisadora, a questão está ligada ao fato de estar todo o mundo falando ao mesmo tempo sobre determinado evento, seja nas redes sociais, na televisão ou pela internet, com vídeos, fotos e comentários postados por vítimas em tempo real. Segundo Daniela, essa avalanche de informação gera ansiedade e expectativa mesmo em eventos ocorridos do outro lado do mundo. “Hoje temos um terremoto seguido de tsunami. Mês passado foi a enchente. Em 2010, foram dois outros terremotos, tudo num espaço de tempo pequeno. Isto passa a impressão de que estão ocorrendo com maior frequência, embora as estatísticas digam o contrário”.

De acordo com a pesquisadora, outro fato interessante da atualidade é que mesmo é que com a velocidade da informação, boatos são noticiados e repercutidos mesmo que não sejam verdade. “O alerta de segundo tsunami que no fim não aconteceu foi noticiado ao vivo, e todo mundo começou a comentar na hora. Esta explosão de informação não volta. O problema aumenta de tamanho”, disse.

Barros, da UnB, afirma que é importante não incluir terremotos nas questões relacionadas às mudanças climáticas. “Os terremotos são fenômenos geológicos que estão dentro da terra, o fato de o clima mudar não afeta em nada a sua ocorrência. A variação de um ou dois graus na temperatura atmosférica não interfere na movimentação da crosta terrestre”, disse Barros.

Para a climatologista do Instituto de Geociências da Unicamp, Luci Hidalgo Nunes, de fato, desastres naturais como secas e enchentes estão mais frequentes, mas estão impressionando mais por atingirem mais gente. Luci argumenta que de acordo com dados de 1948, mais de 250 pessoas morreram em uma enchente na região de Além Paraíba (MG), provocada por uma chuva concentrada e de forte intensidade. Em 2011, o mesmo tipo de chuva resultou em mais de 800 mortos na tragédia da serra fluminense. “Eu não tenho dúvida de que as mudanças climáticas estão ocorrendo, mas é preciso levar em conta que também há mais gente em áreas de risco como encostas em áreas onde podem ocorrer chuvas intensas”, disse.  Portal iG

quarta-feira, 16 de março de 2011

HIPÓTESE GAIA


Na pesquisa sobre evidências de vida extra-terrestre, nos planetas mais próximos - Vênus e Marte - financiada pela NASA, o Dr. James Lovelock, um químico inglês especialista em questões atmosféricas, em conjunto com outros pesquisadores, predice a ausência de vida em Marte levando em consideração que a atmosfera desse planeta se encontra no estado de equilíbrio químico. Em contraste, a atmosfera da Terra se encontra em um estado muito longe do equilíbrio.

A composição da atmosfera terrestre é muito diferente da dos outros planetas do sistema solar.  Pesquisas sobre a análise química das atmosferas destes planetas indicaram as seguntes composições:

VÊNUS CO2   95% 
95-96% dioxido de carbono, 3-4% nitrogênio com traços de oxigênio, argonio and metano.

MARTE CO2    95%
95.3% dioxido de carbono, 2.7% nitrogênio, 1.6% argonio, somente 0.15% oxigênio e 0.03% de água.

TERRA N   77%, O    21%Terra:
77% nitrogênio, 21% oxigênio com traços de dioxido de carbono, metano and argonio.

A pergunta que Lovelock obviamente se fez ... Porque a atmosfera da Terra era tão diferente? Veja que na nossa atmosfera co-existem de gases muito diferentes que são reativos entre si! - especificamente metano (redutor), nitrogênio (inerte) e oxigenio (oxidante). O que acontece na Terra que permite a existência de uma atmosfera tão diferente? Quais os processos complexos que funcionam na atmosfera terrestre desde alguns bilhões de anos - que explicam este comportamento sem-igual? Como estes processos se desenvolveram e mantem até hoje um equilíbrio meta-estável muito longíquo do equilíbrio químico?

Nos anos 60 Lovelock deu os primeiros passos na solução desta incógnita, considerando o desenvolvimento da vida no planeta Terra. As primeiras formas de vida existiram nos oceanos (ou lugares onde ocorria uma interface (água-sólido-gases) e eram as mais pequenas e simples - ainda algo menor e menos complexo que uma célula. A pesquisa microbiológica contemporânea aponta para o fato de que 3 bilhões de anos atrás, as bactérias e algas com capacidade de fotossíntese começaram a extrair o dióxido de carbono da atmosfera e a liberar oxigênio nela. Gradativamente - em vastos períodos de anos de eras geológicas diferentes - o conteúdo químico da atmosfera foi alterado fugindo do domínio do dióxido de carbono, para a prevalência de uma mistura de nitrogênio e oxigênio - e assim conseguindo estabelecer e manter uma atmosfera que poderia favorecer um maior desenvolvimento da vida orgânica - movida pela combustão aeróbica - tal como ocorre nos animais e seres humanos. A vida na Terra explica o fluxo continuo de consumo e reposição dos gases da atmosfera terrestre, por citar um desses gases reativos, o metano: 500 milhões de toneladas por ano são produzidas pelos micro-organismos anaerobicos e os vulcões, para repor o metano consumido. E a Hipotese Gaia tenta dizer ao Mundo que há um mecanismo de auto-regulação da composição da atmosfera terrestre.

Numa caminhada em Wilshire, Inglaterra, Lovelock descreveu sua hipótese a um vizinho, William Golding (um novelista), e pediu conselho sobre um nome adequado para ela. Golding lembrou o nome de "Gaia" - a deusa da mitologia grega que representa a Terra - e escolhido e usado desde então. Duas décadas atrás a Hipótese Gaia foi postulada pela primeira vez .... e ainda assim ....

Há uma grande diferença entre postular uma hipótese e ter ela aceita pela comunidade científica tradicional, e, ainda mais, levando em consideração que muito trabalho de pesquisa precisava ser feito para colocar de maneira mais clara e específica o conjunto de processos pelos quais a atual atmosfera planetária evoluiu e continua a evoluir. Nesta tarefa, Lovelock foi apoiado pela Dra. Lynn Margulis, uma microbióloga norteamericana.

Em 1979 James Lovelock publicou algumas de suas idéias no livro "Gaia: A New Look at Life on Earth" no qual foi postulada de maneira mais definitiva a Hipótese Gaia.

'...as condições químicas e físicas da superfície da Terra, da atmosfera, e dos oceanos tem sido, e continuam a ser, ajustadas (activamente) para criar condições confortáveis para a presença de vida, pelos próprios elementos viventes. Isto se coloca em sentido oposto ao saber convencional que considera ocorrer o contrário, que a vida se adaptou as condições de vida planetárias existentes na Terra e, desde então, ambas evoluiram por caminhos diferentes (sem interações).

Em outra parte do livro, em relação com a definição de Gaia, achamos o seguinte: "O espectro completo de vida na Terra, de baleias a vírus e de olmos a algas podem ser vistas como partes constitutivas de uma entidade vivente única capaz de manter a composição da atmosfera da Terra adequada a suas necesidades gerais e dotada de faculdades e poderes maiores que a aquelas das suas partes constivas ... [ Gaia pode ser definida como] um ente complexo que inclui a biosfera terrestre, atmosfera, oceanos, e solo; e a totalidade estabelecendo um mecanismo auto-regulador de sistemas cibernéticos com a finalidade de procurar um ambiente físico e químico ótimo para a vida no planeta."

E, em outra seção, encontramos especulações em relação a Gaia, uma delas com muito apelo para os grupos ecológicos, que, ao mesmo, provocou as mais duras críticas da comunidade cientifica para Hipótese Gaia: "Até que ponto nossa inteligência coletiva é também uma parte de Gaia? Será que os humanos, como espécie, constiuem um sistema nervoso de Gaia e que uma mente pode conscientemente antecipar mudanças no meio ambiente?

A Hipótese Gaia foi considerada uma das idéias mais desafiadoras desta segunda metade do século XX, e enquanto lutava para ser admitida formalmente nas cências tradicionais nos anos 70 e início dos 80, certamente consiguiu provocar um bom debate. Durante este período, Lovelock preparou uma segunda publicação.

Depois de uma década da publicação do primeiro livro e quase vinte anos depois de que ele meditou, pela primeira vez, sobre a natureza intrínseca dos sistemas vivientes para conseguir colocar claramente em evidência a operação que ocorre dentro dos ecossistemas terrestres, Lovelock publicou um segundo livro com o título "The Ages of Gaia". Nele a apresentação de suas idéias está mais madura, e enriquecida pela pesquisa e informações de outros. E, além do mais, a interconectividade de todos os sistemas naturais terrestres - não apenas a atmosfera - começava a emerger na sua análise das questões originais.

Assim, vemos a Lovelock evoluir e refinar a definição da natureza de Gaia: "O nome do planeta vivente Gaia, não é um sinônimo para a biosfera - essa parte da Terra onde se pode observar a existência de seres viventes. Também não pode ser confundida com a biota, que é simplesmentes a coleção de todos os organismos viventes individuais. A biota e a biosfera tomadas juntas formam uma parte porém não completam Gaia. Assim como a carapaça é parte do caracol, assim as rochas, o ar e os oceanos são parte de Gaia. Gaia, como iremos ver, possui continuidade, com laços nas origens da vida e no futuro, entanto a vida perssista. Gaia, como um ser planetário, tem propriedades que não são necessariamente discerníveis se continuamos nosso enfoque de ver apenas as partes do sistema sem pensar nas suas interconexões. Não veremos as propriedades de Gaia apenas conhecendo espécies individuais ou populações de indivíduos vivendo juntos ... Especificamente, a Hipótese Gaia diz que a temperatura, oxidação, estado, ácidez, e certos aspectos das rochas e das águas são mantidas constantes, e que esta homeostase é mantida por meio de processos intensos de de retro-alimentação, operados automáticamente e inconscientemente pela biota."

Lovelock continua, dizendo ... "Você pode achar difícil de engulir a noção que uma coisa grande aparentemente inanimada como a Terra está viva. Por suposto, você pode dizer, a terra é quase toda ela rocha, e maior parte dela incandescente. A dificuldade pode ser diminuida se você permite que a imagem de um árvore grande (como a sequoia) entre na sua mente. A árvore esta, sem dúvida, viva, ainda que 99% dela este morta. A enorme arvore é uma sucessão de anéis cilíndricos de material lenhoso morto, feito de lignina e celulose pelos ancentrais de uma camada muito fina de células viventes que constituem a cortiça da árvore. De esse mesmo modo podemos perceber que muitos dos atomos das rochas que estão lá embaixo no magma foram um dia parte da vida na superfície terrestre, a fina camáda de vida, em continua evolução, da qual todos vemos."

Enquanto as comunidades científicas continuavam a debater o nível de aceitabilidade da Hipótese Gaia, a perspectiva global ou holística do conceito capturava a imaginação das pessoas de diversos locais e campos de atuação. O conceito colocado na Hipótese Gaia nutriu e deu suporte aos paradígmas da "Nova Era". As culturas indígenas que olham a natureza da Terra como um espíritu sagrado, e outros que percebiam ou intuiam uma "unidade" na natureza, aqueles preocupados com o meio ambiente - as árvores, os rios e os oceanos, aqueles que buscam idéias com conteúdo revolucionário, aqueles que buscam um marco de referência religioso criaram uma audiência multicultural e multidisciplinar sempre crescente.

As aplicações não-científicas do conceito floreceram por toda parte, e elas tendiam a reduzir, em muito, o interesse nas questões científicas originais da hipótese, suas análises e as implicações da mesma.

Ainda que, estes mal entendidos eram inevitáveis nas colocações iniciais para especificar a hipótese, devido a sua natureza holística intrinsica e ao alcance do conceito global que intenta mostrar. Não obstante, fico evidente que o conceito era de interesse (prático e teórico) de muitas disciplinas e motivo de projetos inter-disciplinares. O problema era ganhar especificidade necessária.

Os céticos arguiam (e ainda o fazem) que Gaia tinha uma abordagem teleológica - que supõe um designo manifesto ou propósito na natureza da biosfera - em particular a administração - e isto era contrário a a posição aceita pela maioria - partidários da doutrina Darwiniana que apoia a seleção natural. A Dra. Lynn Margulis tinha sempre muito que dizer neste particular, sobretudo em relação a sistemática da evolução Darwiniana nos menores e mais antigos seres viventes na Terra. Na sua pesquisa e na publicação citada, Lovelock combata a postura Darwiniana tradicional com considerações ecológicas:

"A teoria ecológica aumentou seu escopo e profundidade. Tomando as espécies e seu ambiente juntos como um sistema unitário podemos, por primeira vez, construir modelos ecológicos que são matemáticamente estáveis e incluir grande número de espécies competidoras. Nestes modelos uma maior diversidade conduz a uma melhor regulação."

E, depois, en alguma página do livro "The Ages of Gaia" ... "Quando a atividade de um organismo favorece o ambiente tanto quanto ao próprio organismo, então sua proliferação será favorecida, eventualmente, o organismo e mudança ambiental associada a ele pasa a ter uma extensão maior ou global. O inverso também é verdadeiro e qualquer espécie que afete de maneira adversa o ambiente está destinada ao fracaso (como espécie); porém a a vida continuará."

De fato o que descobrimos é que a partir da análise do comportamento sistémico de nosso planeta, evidência-se a possibilidade da Terra de manter sua temperatura global razoavelmente constante no decorrer do tempo a pesar de um tremendo fornecimento de energia de seu sol e decontar com uma grande energia no interior do globo, graças aos mecanismos cibernéticos de fluxo, conversão de energia e retro-alimentação, nos quais todos os seres viventes participam e os micro-organismos e as plantas desenvolvem um papel muito importante, muitas vezes negado.

No último livro de James Lovelock (GAIA. Uma ciência para curar o planeta, 1992), ele aponta também sintomas de mal-funcionamento do sistema e a necessidade de um processo de remediação para preservar as espécies ameaçadas de extinção entre as quais pode-se incluir a humana.