quarta-feira, 18 de novembro de 2009

RESSONÂNCIA MÓRFICA MEMÓRIA COLETIVA

Na biologia, surge uma nova hipótese que promete revolucionar toda a ciência. Era uma vez duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha "A" descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia.
Quando o centésimo símio da ilha "A" aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha "B" começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira.Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Esta é uma história fictícia, não um relato verdadeiro.

Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes idéias científicas da atualidade: a hipótese dos "campos mórficos", proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake.
Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

A analogia termina aqui, porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e eletromagnético. O que se transmite através deles é pura informação. É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de "ressonância mórfica". Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha "B", sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.

Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade.

Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório - diz ele -, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros.

A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista
Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?

Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

De todas as aplicações da ressonância mórfica, porém, as mais fantásticas insinuam-se no domínio da tecnologia. Computadores quânticos, cujo funcionamento comporta uma grande margem de indeterminação, seriam conectados por ressonância mórfica, produzindo sistemas em permanente transformação. "Isso poderia tornar-se uma das tecnologias dominantes do novo milênio", entusiasma-se

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

FISICA QUÂNTICA MATRIX

Análise da trilogia de filmes The Matrix a partir dos estudos de Carl Jung, com elementos do Estruturalismo e do Pós-Estruturalismo como base comparativa.
 
A forma do mundo em que o homem nasceu
já está dentro dele como imagem virtual
(Carl Jung)
 
Carl Gustav Jung era um jovem psiquiatra de Zurique na época em que conheceu e ficou fascinado pelo revolucionário psicanalista Sigmund Freud, no começo do século passado. A admiração mútua durou pouco mais de uma década, tendo os dois rompido relações por incompatibilidades pessoais e intelectuais, principalmente pela rejeição de Jung ao pansexualismo de Freud. Para Jung, o comportamento humano é condicionado não somente pela sua história individual e racial (causalidade), mas também pelos seus alvos e aspirações (teologia). O passado como realidade, e o futuro como aspiração/potencialidade dirigem o comportamento presente.
 
"O indivíduo vive para os alvos, assim como pelas causas"
(Carl Jung)
 
No primeiro filme, Neo aprende a viver por sua aspiração, que é primeiro libertar-se de algo que ele não conseguia ver ou saber, mas cuja opressão ele podia sentir em sua alma. Ele buscou essa libertação desesperada e inconscientemente, e foi ajudado por Morpheus e Trinity a sair da Matrix. Após o conhecimento do QUE o subjugava, sobreveio o medo, e a pequenez diante do poder do carcereiro (no caso, as máquinas). Precisou, novamente, de ajuda externa, na figura de Oráculo, que progressivamente o ensinou que buscar os seus objetivos é como respirar (ou amar): não deve haver dúvidas se você pode ou não pode, você apenas respira (ou ama) e aquilo é o natural. Sua mente, enganada (e subjugada) pelas máquinas durante toda a vida, poderia novamente ser enganada (e subjugada) por uma força ainda maior: ele mesmo. Inicia-se todo um esforço de desprogramação (desintoxicação) das limitações que o cerceavam na Matrix.
 
Foi em um momento de absoluta necessidade, quando não havia espaço para o raciocínio lógico, que uma parte do poder de Neo aflorou, e ele salvou Trinity da queda no helicóptero numa seqüência de acontecimentos que poderíamos chamar aqui de Sincronicidade, onde cada ação ocorreu em seu momento certo, da forma correta. Embora ele tenha tido este momento de epifania, dúvidas ainda pairavam em sua mente, dúvidas essas que o levaram ao erro (a bala que passou de raspão ao tentar desviar) e foi preciso que seu corpo na Matrix morresse (simbólica e literalmente) para que uma nova consciência pudesse despertar. Essa nova consciência, finalmente liberta das amarras da ilusão (Matrix), escolheu ensinar a humanidade o poder dessa libertação
 
Assim termina o primeiro filme, que retrata um combate não externo, mas interno, contra a ilusão que nubla a própria mente consciente, ou ego, como veremos nos estudos de Carl Jung.

É o responsável por nossos sentimentos de identidade e continuidade e, do ponto de vista da própria pessoa, é encarado como sendo o centro da personalidade. O budismo procura justamente aniquilar o ego, essa falsa percepção de identidade. O ego não foi produzido pela natureza para seguir ilimitadamente os seus próprios impulsos arbitrários, e sim para ajudar a realizar, verdadeiramente, a totalidade da Psique. Se, por exemplo, possuo algum dom artístico de que meu ego não está consciente, este talento não se desenvolve, e é como se fora inexistente. O ego é como o boi da parábola Zen, é a tração. Mas não confunda: o boi não guia, é guiado pelo cocheiro, mas, na maioria das vezes, nós mesmos deixamos o boi tomar o rumo que ele quer.

Acredito que o inconsciente coletivo seja, na verdade, uma abordagem mais científica para a reencarnação (tema carregado de profundo significado religioso e Tabu até hoje para os cientistas), que Jung conhecia bem, mas preferiu deixar de fora de suas conclusões. Ele narrava que, nas suas viagens pela Europa, antes de chegar a determinado lugar, tinha a impressão nítida de que antes houvera estado ali. Conhecia detalhes, hábitos, cultura e, ao chegar, para sua surpresa, verificava que aquela percepção era verdadeira. Naturalmente, sua abordagem foi psicanalítica.
 
Onde ficam as experiências que foram reprimidas, suprimidas, esquecidas ou ignoradas, e também experiências muito fracas para marcar a consciência do individuo. É aí que se encaixam os Complexos, que são grupos organizados de sentimentos, percepções e memórias, que ficam no inconsciente, mas atuando de forma determinante no consciente, podendo atuar até mesmo como uma personalidade autônoma, usando a psique para seus próprios fins.

É o alicerce de toda a estrutura da personalidade. Sobre ele estão erigidos o ego, o inconsciente individual e todas as outras aquisições individuais. Jung vê a personalidade como um produto do passado ancestral, sendo o homem moderno concebido e moldado pelas experiências acumuladas de gerações passadas, recuando até as origens obscuras e desconhecidas da humanidade. Segundo ele, o homem nasceu com muitas predisposições (legado de seus ancestrais) que dirigem sua conduta e determinam, em parte, aquilo de que ele tomará consciência e a que responderá em seu próprio mundo de experiências. Ou seja, uma personalidade coletiva, que atua seletivamente no mundo da experiência e é modificada e elaborada pelas experiências que recebe (assim como o conceito de egrégora, só que, no caso de Jung, mais determinante e menos intuitiva). Uma personalidade individual, nesse caso, seria o resultado da interação de forças internas e externas. Mas ele deixa espaço para a individualidade, pois se assim não fosse, não haveria lugar para a variação e o desenvolvimento. Assim como Jung, o estruturalista Claude Lévi-Strauss também acreditava que o espírito era influenciado por uma energia superior inconsciente.
 
"O conhecimento baseia-se não somente na verdade,
mas no erro também"
(Carl Jung)
 
No segundo filme, Neo é alçado a um patamar de semi-Deus pelos seus amigos e habitantes de Zion. Não apenas ele libertou-se, como dominou o código da Matrix. Neo fica um pouco desconfortável com o assédio, mas seu ego se acomoda bem à posição de Super-Homem, e sua autoconfiança dentro da Matrix é visível, e perigosa. Vejamos o que Jung tem a dizer sobre os papéis que tomamos para nós mesmos e para a sociedade.

São imagens recorrentes no inconsciente coletivo (formas-pensamento), que expressam e definem uma situação. São mais que um ícone, pois contêm uma grande carga de emoção (além da informação) que é transmitida a quem vê. Ex: Jesus na cruz simboliza um arquétipo de ser bondoso que sofreu injustamente e resignado, o que causa um efeito anestésico (inconsciente) em quem está passando por provações (por identificação). Já a andrógina e decidida Trinity se tornou (pra muitos) um arquétipo feminino. Uma vez que esses arquétipos são assimilados pela pessoa, são trabalhados individualmente, podendo até assumir o controle da personalidade (no caso da Sombra). Não é preciso entrar em contato sensorial com o arquétipo para que eles atuem, já que cada indivíduo nasce com acesso a toda a "biblioteca de Arquétipos", via Inconsciente Coletivo.
 
Persona é a máscara usada pelo indivíduo em resposta às convenções e tradições sociais e às suas próprias necessidades arquetípicas internas. É o papel que a sociedade lhe atribui, que espera que você represente na vida. O propósito da máscara é produzir uma impressão definitiva nos outros e, muitas vezes (embora não obrigatoriamente) dissimula a verdadeira natureza do indivíduo, em oposição à personalidade privada, que existe por trás da fachada social. Se o ego se identificar com a persona, como freqüentemente o faz, o indivíduo terá mais consciência do papel que está representando do que de seus sentimentos genuínos. Será sugado pelo personagem, tornando-se um alienado de si mesmo e toda a sua personalidade toma um aspecto superficial e bidimensional (a persona assemelha-se, em certos casos, ao superego categorizado por Freud). O pós-estruturalismo veio reforçar a idéia do papel como esvaziador da potência do indivíduo, como um chefe que se deixa tomar pela importância do cargo, ou homem/mulher que sofre ou se anula em prol de um símbolo, que é a família ou o casamento. Lidamos com esses símbolos todo dia, seja em casa (com o pai, irmão), seja na rua (com o guarda), nos afazeres (com o professor, o chefe), até mesmo indiretamente (como o governador e o presidente), os símbolos se interpõem entre nós e as pessoas, assim como um software de computador nos apresenta um conjunto de símbolos que intermedia nossa comunicação com o processador da máquina.

"Mais cedo ou mais tarde tudo se transforma no seu contrário"
"Aceite que tudo gira em torno do sexo. É inevitável!"
(Carl Jung)
 
Continuando o filme, surge o combate de Neo com Smith. Neo fica surpreso em ver como ele está mais forte, e tem de fugir para não perder o combate. Aqui fica claro que há uma estreita relação entre os dois, que ambos podem intuir, mas, como ambos se detestam, não podem compreender as implicações de que um é instrumento de evolução do outro.

O arquétipo da Sombra é o lado escuro da mente, moradia do inconsciente. Lá estariam guardados os instintos animais que o homem herdou de espécies primitivas na evolução, e também as funções menos utilizadas da personalidade. É representada pelas idéias, desejos e memórias que foram reprimidos pelo consciente, por ser incompatível com a Persona e contrárias aos padrões morais e sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece na forma daquilo que detestamos. No caso de Neo, um engravatado do governo.
 
Quanto mais a Sombra tornar-se consciente, menos ela pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza, e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma "caricatura bidimensional" que rejeita a ambivalência presentes em todos nós. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na Psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá. Mas cuidado para não se tornar a sombra, pois ela também é um arquétipo "bidimensional".
 
Smith não é o único caso de sombra no filme. Somos apresentados a uma pessoa cuja trajetória de vida lembra a de Neo, só que muito mais arrogante e manipulador: O Merovingeo. Ele, que já foi um Iluminado, um liberto da Matrix, se rendeu aos prazeres da Matrix, gerenciando um "inferninho" (qualquer semelhança com o mito do Anjo caído não é coincidência). Ele aparentemente controla a Matrix, mas também é controlado por ela. As próprias máquinas são outra forma de sombra:

A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas tendências indesejáveis em outros. Desconfie se sua namorada tiver a paranóia de que você a está traindo, sem você ter dado motivo, ou daquele seu amigo que vive dizendo que todo mundo é gay. A Sombra é o oposto do ego e encarna, precisamente, o traço de caráter que mais detestamos nos outros. E aí lembro do espírito Joana de Ângelis, que diz que "o ódio é o amor distorcido". Na verdade, ao odiarmos, estamos sufocando algo que temos dentro da gente (por isso a ressonância) que cultivamos (quem cultiva, ama), mas não admitimos. Se não a cultivássemos, a Sombra não existiria desta forma. Daí a necessidade do caminho do meio, do equilíbrio. Se o ego for bem trabalhado nas 4 funções (pensamento, sentimento, sensação e intuição) não vai sobrar grandes opostos para a Sombra encarnar

No filme vemos a simbologia da projeção dos humanos sobre as máquinas. Criticam nas máquinas exatamente seu maior defeito: a exploração e a subjugação pela força. Ao ver o episódio de Animatrix onde é contada a história da humanidade ANTES da escravização, vemos o quanto os humanos foram (e ainda são) arrogantes e cruéis com as máquinas. Foram os humanos, e não as máquinas, os responsáveis pela destruição da atmosfera do planeta, o que obrigou as máquinas a usarem humanos como fonte de alimentação. No diálogo de Neo com o Conselheiro Hamann, vemos a questão ser retomada, e a constatação de que eles continuam dependentes das máquinas tanto quanto antes, mas admitir isso seria uma fraqueza, pois a ilusão humana é acreditar que está no controle. Até hoje é mais fácil para o ser humano confrontar ao invés de conviver, tirar ao invés de pedir, desperdiçar ao invés de compartilhar.

Jung descobriu que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu interior ou para o exterior, sendo que a energia dos introvertidos se dirige em direção a seu mundo interno, enquanto a energia do extrovertido é mais focalizada no mundo externo. Entretanto, ninguém é totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras ocasiões a extroversão é mais adequada, mas, as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter ambas ao mesmo tempo. Jung também enfatiza que nenhuma das duas é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de pessoas. Darwin, por exemplo, era predominantemente extrovertido, enquanto Kant era introvertido por excelência. O ideal para o ser humano é ser flexível, capaz de adotar qualquer dessas atitudes quando for apropriado, operar em equilíbrio entre essas duas qualidades.
 
"O pêndulo da mente se alterna entre perceber
e não-perceber, não entre certo e errado"
(Carl Jung)
 
O estruturalismo (Lévi-Strauss, Barthes, Lacan etc) e a teoria dos sistemas (Luhmann) decretaram a "morte do sujeito", o indivíduo do pensamento iluminista, em favor da sociedade ex-machina, vista de cima, de forma pragmática e objetiva. Esse é o papel do Arquiteto, o programa que construiu a Matrix. Para ele pessoas são números, equações que ele deve manter equilibradas. Entretanto, o ser humano é imprevisível, e alguns poucos desequilibraram o sistema várias vezes, causando um colapso.
 
O pós-estruturalismo defende que é a interação entre os elementos de um sistema que causa a entropia que destrói a estutura. Cuidar desses elementos individuais é o papel de Oráculo, um programa de salvaguarda do "sistema Matrix". Ela tenta equilibrar os interesses do Arquiteto com o dos humanos "revoltados", e naturalmente evoluiu para ser a intermediadora entre os dois lados.

Anima (alma, em latim) é a representação feminina no inconsciente do homem (que idéia ele faz, no seu íntimo, da mulher). O caráter da Anima é, em geral, determinado pela sua mãe. Se o homem sente que sua mãe teve sobre ele uma influencia negativa, sua Anima se manifestará de forma negativa, ou seja, ele poderá ser inseguro, apático, com medo de doenças, de impotência ou de acidentes (se ele conseguir combater essas influências negativas da Anima, sua masculinidade tende a fortalecer-se). A vida adquire um aspecto tristonho e opressivo, que pode levar o homem até mesmo ao suicídio. Se, por outro lado, a experiência com a mãe tiver sido positiva, a Anima poderá deixá-lo efeminado ou explorado por mulheres, incapaz de fazer face às dificuldades da vida (menino criado com vó dá nisso!). A manifestação mais freqüente de Anima é a que toma forma como fantasia erótica, que leva o homem a consumir revistas pornográficas, sex-shows, etc. É um aspecto primitivo e grosseiro da Anima, mas que só se torna compulsivo quando o homem não cultiva suficientemente suas relações afetivas - quando sua atitude para com a vida mantém-se infantil.


O encontro de duas personalidades  é como o contato de duas substâncias quimicas
Se há alguma reação, ambos são transformados
 
Animus (espírito, em Latim) é o lado masculino no inconsciente da mulher. Assim, uma mulher muito feminina tem uma alma masculina não desenvolvida (trabalhada). Em seu relacionamento com o mundo, se ela é impressionável, calorosa, estimulante e envolvente, seu lado masculino interior será muito diferente: duro, crítico, agressivo, prepotente... O Animus (assim como a Anima) possui 4 estágios de desenvolvimento: o primeiro como personificação da força física (o atleta, a força pelos músculos), no estágio seguinte, como o homem de ação (iniciativa e planejamento). No terceiro, manifesta-se como verbo, como professor, e na quarta e mais elevada manifestação torna-se (assim como a Anima) mediador de uma experiência na qual a vida adquire um novo sentido. Dá à mulher uma firmeza espiritual e um amparo interior, que compensa sua brandura exterior. Relaciona a mente feminina com a evolução espiritual da época, tornando-a assim mais receptiva a novas idéias criadoras do que o homem. É por este motivo que antigamente, em muitos países, cabia à mulher adivinhar o futuro ou a vontade dos Deuses. A audácia criadora do seu Animus positivo expressa, por vezes, pensamentos e idéias que estimulam a humanidade a novos empreendimentos.

Anima/us é também uma Sombra, e como tal pode ser projetada. Isso é feito quando a pessoa apaixona-se logo de cara, quando diz "É essa/esse!" e parece que se conhece essa pessoa há tempos. Pessoas fascinantemente misteriosas são as mais fáceis do homem/mulher projetar sua Anima/us, pois em torno delas pode-se tecer as mais variadas fantasias. Para sair desta ilusão é preciso reconhecer o Anima/us como um poder e qualidade interior. O objetivo de todo esse jogo do inconsciente é forçar o ser humano a desenvolver e amadurecer o próprio ser, integrando melhor a sua personalidade inconsciente e trazendo-a à realidade da vida (mesmo que seja através de subterfúgios, como projeções).
 
"Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher; 
não a imagem desta ou daquela mulher, mas uma imagem feminina definitiva"
(Carl Jung)
 
Mas a Anima/us não é só negativa. Ao contrário, uma Anima bem trabalhada pode levar o homem ao seu pleno potencial. A função mais importante da Anima é ajudar a sintonizar a mente masculina com seus valores interiores positivos, assumindo então uma posição de mediadora entre o mundo interior e o Self. E é através deste desejo íntimo de trabalhar aspectos que o homem não possui, que um homem tímido tende a procurar alguém que seja extrovertida. Como no velho ditado "os opostos se atraem", ou a "cara metade", a "banda da laranja", etc. As pessoas buscam o oposto nas outras pessoas quando na verdade é um subterfúgio do inconsciente para encontrar o oposto dentro delas mesmas. 
 
"Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher".
Verdade, embora o contrário também seja verdadeiro.
 
Vemos este arquétipo de Anima como a salvação, a luz no fim do túnel, no livro A Divina Comédia, onde Beatriz guia Dante através de um (significativo e simbólico) caminho tortuoso e íngreme, que o leva à redenção (luz). Trinity simboliza a Anima de Neo em Matrix, e através dela (direta e indiretamente) ele pôde manifestar suas potencialidades. Na Índia vemos essa dualidade/complementação no casal de Deuses Shiva/Kali e Vishnu/Parvati.
 
No terceiro filme Neo fica cego (simbolicamente perdido, cercado pela escuridão) e é guiado (literalmente pela mão) por Trinity, que pilota a nave até seu objetivo (a cidade das máquinas). Antes, porém ela leva Neo até a luz do Sol (símbolo pra uma nova iluminação, uma nova compreensão).

A Anima/us vai muito mais fundo na contraparte da personalidade (lado oposto inconsciente) que a Sombra. Se a imagem da Sombra desperta medo e apreensão, a Anima/us, ao contrário, estimula o desejo de união. A Sombra leva a pessoa de encontro a parte indesejada da Psique total, suas qualidades inferiores. Mas não vai além disso, a menos que se deseje ir de encontro com o mal absoluto. A estrutura Anima/Animus leva a pessoa a níveis muito mais profundos do Self, pois está ancorada em aspectos do inconsciente coletivo e arquétipos, não sendo apenas reflexos negativos de si mesmo
 
"Até o ponto que podemos compreender, o único propósito da existência humana
é acender a luz do SENTIDO na escuridão do mero SER."
(Carl Jung)

Há quatro funções psicológicas fundamentais para se analisar o ser humano: pensamento (pessoas assim são grandes planejadoras e tendem a se agarrar a seus planos e teorias, ainda que sejam confrontados com contraditória evidência), sentimento (Preferem emoções fortes e intensas - ainda que negativas - a experiências apáticas e mornas. Faz seu julgamento com base em seus próprios valores, como por exemplo, se é bom ou mau, se é certo ou errado, agradável ou desagradável), sensação (O enfoque está na experiência direta, e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência. Tem a ver com o que a pessoa pode ver, tocar, cheirar. Os sensitivos trabalham melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos) e intuição (O homem intuitivo vai além dos fatos, sentimentos e idéias, em busca da essência da realidade. As implicações da experiência - o que poderia acontecer, o que é possível - são mais importantes para os intuitivos do que a experiência real por si mesma. Dão significados às suas percepções com tamanha rapidez que, via de regra, não conseguem separar suas interpretações conscientes dos dados sensoriais brutos obtidos).

As duas primeiras são funções racionais (fazem uso da razão, do juízo, da abstração e da generalização) e as duas últimas são irracionais (por serem baseadas na percepção do concreto, do particular e do acidental). O pensamento é ideacional e intelectual. O sentimento mede o valor das coisas para o sujeito. A sensação é a percepção da realidade, traz fatos concretos ou representações do mundo. A intuição é a percepção por meio de processos inconscientes e conteúdos subliminares.

Embora todo mundo tenha as quatro funções, elas não são desenvolvidas em sua totalidade. Geralmente uma delas é predominante na consciência, e é chamada de função superior, e uma entre as três restantes pode agir como auxiliar da função superior. Em caso de "pane" da principal, entra automaticamente em cena a outra. A menos usada das quatro é chamada de função inferior,e fica reprimida, relegada ao mais profundo do inconsciente.

"Os maiores e mais importantes problemas são fundalmentalmente insolúveis.
Eles nunca serão resolvidos, e ainda crescerão além do esperado"
(Carl Jung)
 
Se todas as funções pudessem ser igualmente fortes no consciente e harmonizadas (como se dispostas na borda de um círculo) o centro desse círculo seria o Self realizado plenamente. É o núcleo, mas também é toda a esfera. O problema é que nem sempre acessamos este núcleo. Mas não fiquem pensando que é um ponto localizável na alma humana, algo que possa ser acessado tipo "ah, eu estou falando com o Self" porque ele é um conjunto que define o ser humano como um TODO, e o ser humano TAMBÉM é sua coletividade e seu meio (inconsciente coletivo). A abordagem do Self vem de encontro à filosofia Zen, quando diz:

"Se o Zen Budismo considerasse importante expressar-se aqui apoiado no uso da terminologia, poderia fazê-lo do seguinte modo: o centro do ser situa-se além da multiplicidade, da identidade/diversidade e, no entanto, não se situa além delas. E, como situar-se além e não-além disto é igualmente uma contradição, acrescentar-se-ia como explicação: o centro do ser não é um nem outro, nem ambos, e absolutamente não pode ser descrito por meio do pensamento.
 
Quem desejar saber o que ele é, deve percorrer o Caminho Zen"
(O caminho Zen, de Eugen Herrigel)
 
Nicolau de Cusa, monge filósofo do século XV, já usara imagem semelhante ao referir-se à onisciência divina: "Deus é uma esfera cujo centro está em toda parte e cuja circunferência não se delimita em parte alguma".

Um alvo pelo qual as pessoas sempre lutam, mas raramente atingem. Os arquétipos dessa realização são Jesus e Buda (meus heróis, meus heróis!). O Self pode ser definido como um fator de orientação intima. Jung o compara ao daemon, ou gênio (que hoje chamamos de guia espiritual ou anjo da guarda), seja ele interior ou exterior a você. O Self é o ponto central da personalidade, em torno do qual giram todos os outros sistemas. Ele sustenta a união desses sistemas, e fornece unidade, equilíbrio e estabilidade à personalidade. Antes de o Self emergir, é necessário os vários componentes da personalidade se desenvolvam plenamente. Por essa razão, o arquétipo do Self não se torna evidente até que o indivíduo tenha atingido a idade madura. Nessa época, ele procura deslocar-se do ego consciente para um ponto a meio caminho entre o consciente e o inconsciente. Manter-se nessa região intermediária constitui-se no domínio do Self. Qualquer semelhança com o caminho do meio, de Buda, não é coincidência.
 
"Não posso lhe dizer como é um homem que goza de uma completa auto-realização,
nunca vi nenhum...
Antes de buscar a perfeição, devemos viver o homem comum, sem mutilação"
(Carl Jung)
 
Individuação é um processo ininterrupto de aprimoramento pessoal. A harmonização do consciente com o Self. O caminho para a iluminação. Todos estamos num processo de Individuação, no entanto, a grande maioria não o sabem. Mas os que estão suficientemente conscientes deste processo, podem tirar algum proveito disso.
 
Mas não é assim tão é fácil: o ego reclama, pois se sente tolhido em suas vontades ou desejos, e projeta essa frustração sobre qualquer objeto exterior (Deus, a economia, o vizinho, o namorado(a) ou o trabalho). Algumas vezes tudo parece estar bem com a pessoa, mas no íntimo ela sente tédio e um vazio mortal. Há também o perigo de identificação com a Persona. Aqueles que o fazem tendem a tentar tornar-se perfeitos demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de sua auto-imagem idealizada. Aqueles que se identificam totalmente com a Persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida

"Nós não podemos mudar nada sem que primeiro a aceitemos"
(Carl Jung)
 
Há alguns estágios básicos para a Individuação, que são: reconhecer as máscaras (persona), confrontar a Sombra, a Anima / Animus, e finalmente, o desenvolvimento do Self. Mas não pensem que acaba por aí, ou que isso seja fácil. É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo é bem mais complexo que isso. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da Iluminação, na qual um indivíduo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura por si mesmo é vista como idêntica à finalidade. É como falei antes: a vida é um eterno "Saindo da Matrix".
 
Neo se defronta com as questão do que é "real" várias vezes durante os filmes. Primeiro, ele teve de se libertar da ilusão da Matrix, depois da ilusão do ego e, por fim, da ilusão da individualidade. Somente quando percebeu que não tinha sentido combater pela eternidade a Sombra (Smith) foi que Neo se deixou levar pelo SENTIDO dos acontecimentos, que no filme é chamado de propósito. Todos ali têm uma missão, uma programação, mesmo fora da Matrix. Era o indicativo de que, para além do Arquiteto e da Matrix, existiria uma OUTRA Matrix mais sutil, e percebemos isso claramente quando Neo, ao Individuar-se (na fusão com Smith) é simbolicamente retratado como Jesus na cruz - pois cumpriu o trajeto dos Mestres Crísticos, que colocaram a missão acima da individualidade - para depois sumir em uma luz que representa uma flor de Lótus (símbolo da transcendência da alma).


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CENTRALIDADE E DESCENTRALIDADE

Tudo no Universo é regido por um Princípio Único. Assim, qualquer fenômeno, seja ele material, dinâmico ou psíquico está sujeito a este Princípio. Um dos itens mais importante deste Princípio Único é a Lei das Unidades Coletivas. Desta forma todos os seres são coletivos, isto é, cada ser é um organismo coletivo. Um exemplo bem visível é o próprio homem que é um ser único mas coletivo, pois é formado por trilhões de células que por sua vez formam os tecidos, estes constroem os órgãos e estes os Sistemas (Ósseo, Muscular, Circulatório, Respiratório, Digestivo, Nervoso etc.) Os Sistemas orgânicos se unificam num organismo de centralidade psíquica (o homem).


Desta forma é fácil compreender que para esta complexidade funcionar harmoniosamente é necessário que haja uma coordenação central (no exemplo citado é o psiquismo humano). Uma conclusão que podemos tirar deste fato é de que convivem ao mesmo tempo no organismo universal a descentralidade e a centralidade. Parece um paradoxo, mas é assim que funcionam os organismos hierarquizados. Como cada unidade singular é também coletiva podemos agora compreender que por ação das forças evolutivas estamos marchando para construir um organismo ainda maior do que o homem, ou seja, a humanidade. É por esta razão que Jung fala em inconsciente coletivo e hoje já é comum o emprego do termo consciente coletivo ao nos referirmos a coletividade humana.

Deste modo podemos afirmar, sem medo de errar, que tudo é livre (descentralizado) mas tudo é dirigido (centralidade). No caso dos destinos humanos podemos no reportar a teoria dos Ciclos Múltiplos desenvolvida por Ubaldi n'A Grande Síntese . Segundo esta teoria os Ciclos Múltiplos são a fase dinâmica da Lei das Unidades Coletivas. Assim, para que tudo não marche para o caos dentro de um Universo múltiplo e complexo é preciso que haja uma coordenação central. No caso dos destinos humanos é preciso que os diversos ciclos que afetam direta ou indiretamente a individualidade se somem de forma a propiciar as condições adequadas para que esta fatalidade aconteça.

O Universo pode parecer aos nossos olhos míopes, desconjuntado e os acontecimentos parecem navegar ao acaso (descentralidade) mas na profundidade existe uma coordenação central que consegue harmonizar e conduzir tudo a uma finalidade comum. Fato este que a Ciência de hoje começa a descobrir ao constatar que os conceitos uniformes da Física Clássica Newtoniana (centralidade) têm no mundo microscópico (Física Quântica) caráter descontínuo (descentralidade).

Se não houvesse este pensamento centralizador a humanidade  já teria destruído o nosso planeta. Assim, somos solidários sem o sabermos. Creio que após vermos que a centralidade e a descentralidade convivem nos fundamentos do Universo fica mais fácil compreendermos o que Ubaldi queria dizer ao afirmar que o cumprimento de um destino não é rígido e mecânico

Para complementar reproduzo alguns pensamentos de Ubaldi ligados ao destino e livre-arbítrio. Eis que em todo caso o livre-arbítrio está fechado num determinismo macroscópico que aparece imediatamente logo que se suba das pequenas diferenças individuais até colher as características comuns que reúnem em uma só lei todos os elementos componentes. Ela é a LEI DOS GRANDES NÚMEROS, própria da massa e não do indivíduo, revelada estatisticamente. Assim se explica como, sob o determinismo da velha Física Mecanicista Clássica, se esconde uma APARENTE livre desordem (P. Ubaldi - Problemas do Futuro)

A liberdade está sempre enquadrada no determinismo da unidade superior, e que é livre somente enquanto é elemento inferior componente de uma outra unidade superior que, relativamente ao inferior é sempre determinista. Assim em toda UNIFICAÇÃO se verifica uma reordenação determinista.(P. Ubaldi - Problemas do Futuro).

Uma observação macroscópica não nos daria senão os resultados deterministas da psicologia coletiva, enquanto uma microscópica nos daria aqueles livres da psicologia individual. (P. Ubaldi - Problemas do Futuro).Em toda unificação se verifica uma reordenação determinista. (P. Ubaldi - Problemas do Futuro)

No cumprimento de um destino há uma tendência que, se é irresistível, ao mesmo tempo é suscetível de adaptar ao ambiente, ao momento, à pressão dos impulsos dos outros destinos que se vão desenvolvendo juntos e que também se querem realizar. No cumprimento de um destino há uma necessidade absoluta de realização, mas ela não é rígida e mecânica, mas uma vontade contínua, uma pressão constante, implacável, impulsionando para se realizar, de modo que está pronta para isso, logo que o ambiente o permita. Ela funciona por tentativas, mas com a maior tenacidade, aproveitando todas as oportunidades. Eis, então, que na férrea atuação da lei de causa e efeito penetra uma elasticidade de adaptação às circunstâncias do momento. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética)

A pulverização de psiquismos que se observa no nosso Universo, em todos os reinos da Natureza e também no Cosmo, tende, por LEI NATURAL, à unificação. É o tema deste PPS.

Ó homem, no baixo nível evolutivo em que se encontra, mostra-se incapaz de absorver os exemplos da arquitetura divina do Universo e perceber que essa LEI, por universal, rege também a organização da sociedade humana. É a dimensão política da filosofia de Pietro Ubaldi.
Os fractais foram selecionados para planos de fundo deste trabalho por serem figuras abstratas criadas intuitivamente com o caráter de onipresença, por terem as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte, ou seja: cada partícula possui dentro de si a totalidade, o universo.

Segundo Pietro Ubaldi, toda unidade integra um todo - uma unidade coletiva. Toda unidade coletiva é, por sua vez, unidade de um todo maior - a unidade coletiva maior que a integra. Assim, até o infinito positivo.

O homem, no estágio evolutivo em que se encontra é incapaz de perceber esses exemplos e sentir que a LEI é universal e aplica-se também ao reino hominal, ou seja, na sociedade humana

A beleza e complexidade dos FRACTAIS parecem traduzir esse Princípio. Fractais são imagens abstratas que possuem o caráter de onipresença, por terem as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte, ou seja: cada partícula possui dentro de si a totalidade, o universo. Os FRACTAIS deram origem a um novo ramo da matemá-tica, muitas vezes designado como a geometria da natureza.

O homem, no estágio de evolução em que se encontra, não é capaz de perceber a mensagem dada pela Natureza e pelo Cosmo, quanto à arquitetura divina com que se organizam – toda unidade simples é também uma unidade coletiva. está inseria em um todo, em uma unidade coletiva. Essa unidade coletiva é também unidade de um todo maior.
Pedro Orlando Ribeiro

sábado, 14 de novembro de 2009

DNA UNIVERSAL A PLACENTA CELESTE


CONSTELAÇÃO DE CASSIOPEIA

Continua a controvérsia entre a Teoria da Matriz/DNA e a Teoria Nebular. O Spitzer, um telescópio que navega no espaço sideral nos manda esta foto. Estas massas de gás frio e de poeira cósmica ficam situadas numa região de formação de estrelas designada por W5, na constelação da Cassiopeia. O pessoal da NASA, que conhecem apenas a Teoria Nebular e desconhecem os modelos astronomicos da Teoria da Matriz/DNA, interpretam que estas massas são criadoras de estrelas e por isso deram o nome á foto de “Montanhas da Criação”. Enquanto isso a Teoria da Matriz/DNA interpreta a foto de outra maneira e sugere outro nome: A Placenta Celeste. E explica:
 
“No Vórtice existente nos nucleos galácticos ou naqueles “buracos brancos” formados pela poeira de estrelas velhas e em decomposição, surgem as esferas chamejantes constituidas principalmente de ferro e quando são expelidas ou abortadas pelos vórtices estas esferas atravessam o horizonte de eventos que é constituído pela massa de gás, debris, detritos de astros e estrelas desfeitas.
 
Nestas regiões frias o caldo chamejante da esfera se enrijece e seu magnetismo atrai as massas da região, as quais se agregam e cobrem a esfera. Assim, a esfera inicial torna-se nucleo adormecido de uma esfera maior, a qual vai se tornar as camadas geológicas ou crostras de rochas e os oceanos, e nesta fase os astros são por nós humanos denominados como “planetas”.
 
Dormitando como o germe dormita na semente de um grão de milho, o nucleo vai ser despertado quando o planeta cair na órbita de uma estrela, cuja energia vai se infiltrar no solo do planeta e alcançar o germe nuclear. Quando ele é despertado tem inicio as reações nucleares, ou seja ele começa a se alimentar das particulas de energia dos atomos que constituem o seu envoltório. Por isso, assim como em todos os embriões vivos, aquela massa nutritiva vai nutrir a formação do germe e então ela faz o mesmo papel da placenta para os seres vivos.
 
Quando termina a energia contida na placenta, o planeta tem sua superficie coberta por gigantescos vulcões em erupção, tornando-se o que denominamos “pulsar”, e então tôda a atmosfera colapsa-se e o astro desabrocha mil vezes mais crescido e luminoso, na forma de uma estrela supernova, como filha da estrela que a amamentou.
 
Os modelos da Teoria Nebular estão baseados apenas na mecânica celeste Newtoniana, a qual se aplica razoavelmente aos sistemas estelares, porém, quando estes sistemas evoluiram para sistemas galácticos tornaram-se semi-mecânicos/semi-biológicos, e é esta superficial cobertura de Vida que rege o Cosmos que continua despercebida para a astronomia moderna humana.”
 
O Spitzer, ao estar equipado com câmaras de infravermelho, consegue penetrar nestas nuvens escuras e detectar esferas luminosas que eram desconhecidas até agora e com isso interpretam-nas como novas estrelas em formação. Segundo a Matriz, de fato as esferas estão envolvidas no processo da formação de estrelas, mas porém, não são estrelas jovens, como dizem. Estas esferas estão, para as estrelas, assim como aquele germe branco na ponta de um grão de milho está para o envoltótio amarelo e nutritivo do grão de milho. Ou assim como um feto humano está para um adulto humano. Antes de serem estrelas, elas serão nucleos de planetas e depois, pulsares.
 
O Sptizer consegue esta façanha porque a luz infravermelha consegue viajar através da poeira, enquanto que a luz visível é bloqueada por ela. Além disso, a própria poeira é aquecida pela luz das estrelas circundantes e emite no infravermelho.
 
Bem,… vamos esperar o tempo - que é o maior e unico gabaritado juiz nestes casos - decidir se o nome daquilo será as Montanhas da Criação ou A Placenta Celeste. ( Raios, não consigo engolir aquele nome; voces já viram montanhas onde ocorre criação de alguma coisa?! Eu nunca ví…)
 
A Teoria Nebular, eleita mundialmente, está sendo ensinada nos bancos escolares formando a cosmovisão de nossos filhos, parece-me eivada de misticismo e destituída de lógica e racionalidade. Nela a Evolução Cosmógica durante 10 bilhões de anos não tem os atributos e propriedades que expliquem o que o Cosmos produziu realmente: o fenômeno dos sistemas biológicos, cognominados de “seres vivos”, nos ultimos 3,7 bilhões de anos.
 
Assim a História Universal está dividida em dois blocos sem conexão racional entre si ( A História Cosmológica e a História Biológica), não se detecta os principios que regem a evolução biológica que existiram na evolução cosmológica e vice-versa, não se identifica e nem se demonstra as forças e elementos fisicos que existiam no estado do mundo nos momentos antes das origens da Vida e que expliquem estas origens. Entre as duas Histórias criou-se um abismo e para contentar a curiosidade da mente humana ainda infantil criaram estórias fantasiosas de monstros e dragões alados, tais como o hipotético e fantasmagórico buraco negro canibal a devorar mundos inteiros.
 
Os modelos da Teoria da Matriz/DNA Universal foi um ato rebelde mais adulto contra esta mística, forjado sob tortura nos infernos da selva amazônica em nichos jamais tocados pelo homem branco e portanto uma parte da biosfera que permanece ainda virgem e testemunha dos eventos nas origens da Vida, eventos estes que revelam ou sugerem um surpreendente porem racional reino astronomico nos envolvendo, dentro do qual existimos e pelo qual fomos gerados.
 
Nestes modelos a fria mecânica celeste Newtoniana começa a revelar uma cobertura ainda primitiva e selvagem de leis biológicas, os astros surgem como nossos reais antepassados e adquirem inclusive um principio do ciclo vital, cujas produções eliminam totalmente a crença moderna na geração espontanea e casuística de planetas e estrelas.
 
A Teoria da Evolução Darwiniana descobre-se como a descrição de um mero ciclo micro-evolutivo da macro-evolução universal e suas tres variaveis ou postulados universais conhecidos como Variação, Seleção Natural e Hereditariedade tomam um banho de termodinamica, ganhando mais quatro variáveis para tornar-se a verdadeira Evolução Universal e assim inclusive explicar e preencher as lacunas na teoria darwiniana.
 
O modelo dos building blocks dos sistemas astronomicos são tratados pela Natureza pela técnica da nanotecnologia - assim como ela faz quando transforma um corpo adulto humano numa microscópica célula que reinicia a reprodução de novo corpo - e assim sistemas astronomicos se reproduzem como sistemas microscópicos como são os “nucleotideos”, que são as unbidades fundamentais de informação ou ”building blocks” dos sistemas biológicos. E assim nós, humanos, entendemos nnumrelance nossa intima e inquebrantável ligacão com o Cosmos, pois ele adentra nossa carne e nel;a instala sua semente, o DNA, que melhor seria denominado “O Código Cósmico Humano”.
Enquanto isto, a descoberta do ancestral de RNA’s e DNA’s e portanto do primeiro ser vivo que moveu-se neste planeta, como sendo um ser astronomico, desloca a idéia de LUCA - the Last Universal Common Ancestral - da superficie da Terra e o situa no Céu, com isso obrigando-nos a mudar drasticamente nosso entendimento sobre nossa existência, inclusive reabrindo as portas do racionalismo materialista lógico para a a possibilidade da existência de Inteligencias Superiores, que parecem ocuparem-se em criar universos brincando com softwares quanticos, ou então, que tal como nós, se fragmentam em seus bits-informação e se reproduzem como novos universos, o que daria um significado sublime e imortal para nossa existência como auto-consciencias. Mas como disse acima, os modelos estão sob testes e fotos como estas do Spitzer são duras provas pelos quais eles tem que passar, e a resposta final está com o tempo.
theuniversalmatrix.com

DNA É A MENTE GLOBAL

Supernovas são estrelas gigantes que tendo extinto seu combustível nuclear explodem espetacularmente. A media de produção de supernovas na galáxia é de uma a cada cinquenta anos, porém, já faziam 300 anos desde a última ocorrência. Anos mais tarde a Nasa colocou no espaço o satélite observatório Hublle.

Depois de exaustiva pesquisa pelo espaço sideral, terminou por fotografar os restos da supernova 1987 e espantados os cientistas puderam ver a presença de dois misteriosos anéis, não concêntricos, formados pelos escombros e gases da gigantesca estrela. Mas, o mais impressionante é que na intersecção dos anéis a estrela havia se transformado num olho ardente, de espectro verde.
Essa supernova está a uma distância de 160.000 anos luz da Terra. Isto quer dizer que esta imagem, agora captada pela Hublle, iniciou sua viagem ao nosso planeta muito antes do que qualquer civilização humana conhecida tenha existido.

Na mesma época a Nasa estava preocupada com o DNA humano, inúmeras pesuisas estavam se desenvolvendo em seus laboratórios. Na internet, em seu site, podiamos ler uma longa série deles, com informações inacreditáveis vindas de mentes supostamente cépticas dos cientistas ocidentais.

Muitos estudiosos achavam que esta luz que agora nos vizitava, proveniente da estrela implodida, estavam, de alguma forma, interferindo nos padrões de comportamento do DNA humano.

As pesquisas apontavam para o fato de que esta luz, portadora de todos os códigos e memórias daquela estrela, faziam vibrar a glândula pineal de muitas pessoas que, por um processo ainda desconhecido na época, acabavam interferindo de forma contundente o DNA delas.
Entretanto, de um dia para o outro, as estas páginas desapareceram da Internet e o silêncio habitual das pesquisas que podem alterar o sistema dominante estabelecido se abateu implacável.  Foi quando recentemente nós nos deparamos com os resultados de outra pesquisa, desta vez de origem russa.

Diz esta pesquisa que o DNA humano funciona como uma grande rede de comunicação, é uma espécie de Internet biológica.
Estas pesquisas se basearam no fato de que apenas 10% do DNA é usado para produzir proteinas, o restante era considerado como excepiente, isto é, veículo, aquilo que se coloca nos remédios para dar volume e consitência.

Entretanto a natureza não tem por hábito desperdiçar energia ou material, tudo tem uma razão específica e bem determinada. Foi assim pensando que foram reunidos aos geneticistas pesquisadores, estudiosos de outras áreas, muitas delas que aparentemente não tinham nada a ver com genética e começaram uma pesquisa séria nos 90% descartáveis.

Os primeiros resultados vieram dos linguistas que, baseados nos resultados das pesquisas dos geneticistas, perceberam que o código genético, especialmente nos 90% aparentemente inúteis, segue as mesmas regras de todas as linguagens humanas!

Para chegarem a esta conclusão eles colocaram lado a lado a sintaxe, a semântica, as regras gramaticais com os dados fornecidos pelos geneticistas e perceberam que os elementos que compõe o DNA respondem às mesmas leis básicas de formação de nossas linguagens. Com isto concluíram que o nascimento de nossa linguagem não foi um ato aleatório, nascido de uma casualidade, mas sim como um reflexo impulsivo do DNA humano. E é então que nos reportamos à Doutrina da Tradição que diz que todos os idiomas são oriundos de uma língua mãe que deu origem a todas as outras. Encontramos referências a este respeito na nossa mitologia judaico-cristã na passagem bíblica da Torre de Babel.

Existem certas palavras que estão presentes em muitos idiomas e usada por povos sem a menor possibilidade de contato. Palavras havaianas similares a encontradas em povos do centro da África.

A palavra Manu, por exemplo no judaísmo é o maná que cai do céu e alimenta o povo faminto (energia). No Havaí encontramos Mana, uma forma de energia mental. Manú é também um lendário sumo legislador indú...

Existe um Pjotr Gargajev biofísico e biólogo molecular Russo, cujo nome é muito difícil para mim, que falo português pronunciar. Pois bem, ele concluiu que: “Os cromossomos vivos funcionam como computadores solitônico-holográficos que usam a irradiação a Laser do DNA endógeno”.
Não precisa ficar assustado porque eu também não fazia a menor idéia do que era solitônico. Solitônico é uma onda solitária que se propaga sem deformar-se num meio não linear (imagine que você joga uma pedra numa lagoa muito tranquila, ao tocar a água ela fará uma série de ondas concêntricas que irão avançar a até a margem.

Pense agora na mesma pedra sendo atirada num rio turbulento, imagine que ela cria uma única onda que se propaga da mesma forma imperturbável da sua onda irmã do lago sereno, só que está em meio da turbulência e agitação das águas do rio - isso é uma onda solitônica).
Isto quer dizer que os cromossomos se comunicam através de determinados padrões de frequência. De posse deste conhecimento eles modularam raios lazer em certos padrões de frequência e assim influenciaram a freqüência do DNA e a própria informação genética contida nele.
O problema seria como descobrir estas freqüências consideradas certas. Mas, como a estrutura básica do DNA e da linguagem são as mesmas não há a necessidade da decodificação do DNA para conhecê-las.

Pode-se simplesmente usar palavras e sentenças da linguagem humana! Foi isto que eles provaram experimentalmente.
O DNA vivo (no tecido vivo, não in vitro), sempre reagirá não só aos raios laser modulados em padrões de linguagem , mas até às ondas do rádio, isto se as freqüências apropriadas estiverem sendo usadas. Desta maneira puderam explicar cientificamente por que o treinamento autógeno, as afirmações, as sugestões, a hipnose e a vontade, podem ter efeitos tão fortes nos seres humanos e em seus corpos.

Isto tudo que estes notáveis pesquisadores descobriram é a comprovação daquilo que sempre apregoou a Doutrina da Tradição e seus mestres através de várias escolas de conhecimento, de que o corpo humano é programável pela linguagem, por palavras e pelo pensamento. A única coisa é que não existe é um padrão absolutamente definido de resultado, cada indivíduo tem o seu, de acordo com fatores como fé (intensidade de crença), maturidade espiritual, aplicação... Já no caso das experiências se a freqüência é a certa os resultados são previsíveis.

Os pesquisadores russos, ao contrário dos ocidentais que cortam genes simples da estrutura do DNA e os inserem em outra parte, podem influenciar o metabolismo celular através das freqüências de rádio e das freqüências de luz, moduladas apropriadamente, e assim reparar defeitos genéticos.

Gargajajev fez ainda a seguinte experiência, danificou alguns cromossomos com raio X e através de padrões de freqüências obtidos em um DNA sadio, conseguiu, usando lazer, reparar as danificadas.

Através do mesmo método conseguiu transformar embriões de rã em embriões de salamandras. Tudo isto com uma vantagem, toda a reprogramação foi efetuada sem quaisquer dos efeitos secundários ou desarmonias encontrados quando se extrai e se re-implanta genes simples do DNA.
Mas existem outras coisas interessantes que nos são apresentadas pelos cientistas Russos. Eles descobriram que o nosso DNA também pode causar perturbações no vácuo, produzindo aquilo que é conhecido como buraco de minhoca! Os buracos de minhoca são os equivalentes microscópicos das assim chamadas Pontes de Einstein-Rosen existentes na vizinhança dos buracos negros (deixados pelas estrelas extintas). Eles são conexões entre áreas totalmente diferentes no universo através das quais informações podem ser transmitidas fora do espaço e do tempo. Assim, informações podem ser enviadas de um universo para outro sem nenhum ponto de contato físico ou temporal.

As informações ao atravessar esta ponte inter-espacial são atraídas pelo DNA que, dependendo das condições, as passa para a nossa consciência. Este processo é chamado de hipercomunicação e é mais eficaz quando o indivíduo está em estado de relaxamento. Estresse, anciedade, preocupações ou uma mente muito agitada impede que a hipercomunicação seja bem sucedida e fará que a informação seja totalmente distorcida e inútil.
De forma resumida podemos dizer que a hipercomunicação acontece quando se tem acesso a uma informação que está fora da base de conhecimento do indivíduo. A informação chega sem que haja qualquer inteiração dentro dos padrões normais de espaço e tempo. Por exemplo, o Chico Xavier tinha a capacidade de falar qualquer idioma (vivo ou morto) quando tinha necessidade.

A hipercomunicação vem sendo usada pela natureza, com sucesso, por milhões de anos. Um exemplo disto é o organizado fluxo de vida nos reinos dos insetos.
Quer ver um exemplo da utilização da hipercomunicação pela natureza: Quando uma formiga rainha está separada espacialmente de sua colônia, a formação ainda continua fervorosamente e de acordo com o plano. Se a rainha for morta, entretanto, todo o trabalho na colônia se interrompe. Nenhuma formiga sabe o que fazer. Aparentemente, a rainha envia os “planos de formação” também por via distante da consciência de grupo de seus assuntos. Ela poderá estar tão afastada quanto queira, contanto que esteja viva.

Os animais, em geral, agem como grupo. Os mestres da Doutrina da tradição, há centenas de séculos, nos falam das almas grupo, as mônadas, que funcionariam como uma consciência grupal e para a qual todas as experiências dos indivíduos são reportadas.

Baseados nestes conhecimentos, Grazyna Gosar e Franz Bludorf, dois pesquisadores russos, nos dizem que nos tempos primitivos os homens se comportavam como os animais, todos intensamente conectados com a consciência do grupo e mais que isto, agindo como um grupo, usando a hipercomunicação.

Porém, chegou um momento em que, para desenvolvermos e experienciarmos a individualidade, nós humanos, necessitávamos abandonar o uso da hipercomunicação quase que completamente.

Agora que estamos absolutamente estáveis em nossa consciência individual, podemos criar uma nova forma de consciência de grupo, na qual chegaremos a acessar toda a informação por meio de nosso DNA, sem sermos forçados ou mesmo remotamente controlados sobre o que fazer com esta informação.

Como na Internet podemos, através do nosso DNA, alimentar com nossos dados a rede e estabelecer contato com outros participantes, trocando informações.
A cura à distância, telepatia ou captação à distância de informações sobre o estado de parentes, e muitos outros fenômenos paranormais, podem assim ser explicados.
Alguns animais sabem quando os seus donos planejam voltar para casa, mesmo que estes estejam muito distantes. Este tipo de captação pode ser interpretado por meio de conceitos da hipercomunicação e da consciência grupal.

Os pesquisadores acham que se os humanos, com plena individualidade, reconquistassem a consciência de grupo, eles teriam um poder divino para criar, alterar e formar coisas na Terra!  E a humanidade está se movendo coletivamente em direção a uma consciência de grupo de um novo tipo. As mudanças crescem em expressão geométrica.

Cinqüenta por cento das crianças que estão nascendo neste momento serão crianças problema quando forem para a escola, pois o sistema trata a todos de forma global, como massa. Em sua grande maioria elas estão sendo massacradas para se enquadrarem no sistema vigente. Porém, a individualidade das crianças de hoje é tão forte que elas se recusam a este ajuste forçado e se rebelam. A cada dia nascem mais e mais crianças clarividentes, clariaudientes, cognitivas... são as tais crianças chamadas índigo. Algo nestas crianças está pressionando mais e mais em direção à uma consciência de grupo de um novo tipo, e isto não tem volta.

Só para você ter uma idéia o tempo é difícil de ser influenciado por um simples indivíduo, mas pode ser influenciado por uma consciência grupal. Lembre-se das tribos que praticam a dança da chuva.

Quando ocorre a hipercomunicação, pode-se observar tanto no DNA, como no ser humano, fenômenos especiais. Os cientistas Russos irradiaram amostras do DNA com raio laser. Estes formaram na tela de um computador um padrão de onda típica. Quando eles removeram a amostra do DNA, o padrão de onda não desapareceu, ele permaneceu ali, como antes. Muitos experimentos controlados mostraram que o padrão ainda vinha da amostra removida, cujo campo de energia permaneceu aparentemente por si só. Este efeito é chamado de efeito fantasma do DNA. Supõe-se que a energia de fora do tempo e espaço flui ainda através dos buracos ativados depois que o DNA foi removido

Um efeito secundário encontrado muito freqüentemente na hipercomunicação é o surgimento de certos campos eletromagnéticos inexplicáveis nas adjacências das pessoas envolvidas no processo.

Aparelhos eletrônicos como computadores, reprodutores de Cds, relógios digitais e similares podem ser contaminados e param de funcionar. Mais tarde, quando o campo eletromagnético se dissipa, os aparelhos voltam a funcionar normalmente. Alguns são tão fortemente atingidos que nunca mais voltam a funcionar. Muitos curadores e sensitivos conhecem bem este efeito à sua volta. Talvez este parágrafo seja tranqüilizador para muitos deles que são constantemente importunados por estas ocorrências, pois isto significa que eles são bons na hipercomunicação.

Cientificamente falando, o tempo é fortemente influenciado pelas freqüências da ressonância da Terra, as chamadas freqüências Schumann. Mas estas mesmas freqüências são produzidas em nossos cérebros, e quando muitas pessoas sintonizam o seu pensamento, ele passa a funcionar como um laser, então, não será surpresa alguma que eles possam influenciar o tempo.

Os pesquisadores da consciência de grupo formularam a teoria das civilizações do Tipo 1. Uma humanidade que desenvolveu uma consciência de grupo de um novo tipo não teria nem problemas ambientais nem carência de energia. Pois se ela fosse usar o seu poder mental como uma civilização unida, teria o controle das energias de seu planeta natal como uma conseqüência natural. E isto inclui todas as catástrofes naturais!!! Uma civilização teórica do Tipo 1 seria até capaz de controlar todas as energias de sua galáxia natal.

Verificou-se em laboratório que um fenômeno estranho ocorre sempre que uma grande quantidade de pessoas focaliza a sua atenção numa mesma coisa, seja o Natal, o campeonato mundial de futebol, a visita do Papa. Nestas ocasiões, programas geradores de números aleatórios nos computadores começam a liberar números ordenados!.. Os pesquisadores provaram com isto que uma consciência de grupo ordenada cria a ordem em todas as suas adjacências.


Mas vamos retornar ao DNA. Os pesquisadores russos concluíram que, aparentemente, ele se comporta como um supercondutor que pode funcionar na temperatura normal do corpo. Os supercondutores artificiais requerem temperaturas extremamente abaixas, entre 200 e 140° C abaixo de zero para funcionar.

Todos os supercondutores são capazes de armazenar luz e assim, informação. Este é um dado adicional de como o DNA pode armazenar informação. Há um outro fenômeno ligado ao DNA e aos seus buracos de minhoca. Normalmente estes buracos são intensamente instáveis e se mantém somente por frações mínimas de segundo. Porém, sob certas condições podem-se organizar buracos estáveis, que formarão domínios distintos do vácuo, nos quais, por exemplo, a gravidade pode se transformar em eletricidade.
Os domínios do vácuo são bolas com brilho próprio de gás ionizado que contêm quantidades consideráveis de energia. Há regiões onde tais bolas brilhantes aparecem muito freqüentemente. Os Russos descobriram que os domínios do vácuo emitem ondas de baixa freqüência e que podem também serem produzidos por nossos cérebros. Por causa desta similaridade de ondas, eles reagem segundo os nossos pensamentos. Muitos mestres espirituais produzem também tais bolas energéticas ou colunas de luz, muitas vezes visíveis durante uma meditação profunda ou no meio de um trabalho de energia.

As gerações anteriores que entraram em contato com tais experiências de hipercomunicação e com os domínios do vácuo visíveis estavam convencidas de que um anjo tinha aparecido diante delas. Porém, quem sabe, nunca podemos ter certeza sobre a que formas de consciência podemos ter acesso quando estamos usando a hipercomunicação. Jonh Dee conversava com anjo através de um espelho mágico.