domingo, 7 de abril de 2013

GREGG BRADEN SENTIMENTOS, ENERGIA E CONSCIÊNCIA

ENCONTRADA NOVA ESTRUTURA EM STONEHENGE

Foi encontrada uma versão de madeira do monumento muito próxima ao círculo de pedras original. Usando radares os arqueólogos encontraram um fosso circular a menos de um quilômetro de distância de Stonehenge.

O círculo de pedras, segundo estimativas de especialistas, data do período neolítico – de 2 mil a 4 mil anos atrás. A descoberta de uma nova estrutura na região, construída na mesma época, pode modificar a maneira com que Stonehenge é considerado.

A estrutura não foi escavada, mas estima-se que seu diâmetro seja de 25 metros de comprimento (apenas 5 metros a menos do que o Stonehenge). Vince Gaffney, arqueólogo responsável pela descoberta, acredita que sua equipe irá descobrir ainda mais detalhes, já que as pesquisas na região vão continuar.

Segundo Gaffney isso reforça a idéia de que o Stonehenge não está “sozinho” – a sua volta teriam outras estruturas cerimoniais usadas pelos antigos habitantes do lugar.

Ainda não se tem certeza sobre qual é o uso exato de Stonehenge. Alguns acreditam que era uma espécie de santuário onde sacrifícios eram realizados. Outros afirmam que era um observatório astronômico da antiguidade. E você, caro leitor, qual é sua teoria?

Reuters

BELO E FRÁGIL PLANETA TERRA


Os satélites de observação planetária da Nasa circulam o planeta a cada 90 minutos enviando valiosas informações sobre o clima, como utilizamos as áreas de terra e sobre o ar que respiramos.

O filme acima é uma compilação dos melhores trechos de vídeos do último ano criados pelos mais modernos satélites. As imagens incluem modelos computacionais e lapsos de tempo da Estação Espacial Internacional.

Aprecie de um ângulo incomum o nosso belo e frágil planeta.

Nasa

O COLOSSAL OLHO DO DESERTO DO SAARA



A Estrutura Richat é um local no deserto do Saara (Mauritânia), semelhante a um gigantesco alvo, com um diâmetro de aproximadamente 50 km. É também conhecido como “O Olho de África”.

Seria um aeroporto de espaçonaves alienígenas ou uma estrutura natural?

Por ser parecida com uma cratera, a formação desta estrutura foi inicialmente atribuída a um impacto de meteorito. Geólogos teorizam que o “olho” é um resultado de distintos tipos de rochas degradando a diferentes taxas de erosão. É uma teoria “aguada”, como rochas ígneas dentro da estrutura são mais resistentes à erosão do que as rochas sedimentares das camadas inferiores.

A idade das rochas sedimentares que circundam em Richat tem a idade do fim período Proterozóico (2,5 bilhões de anos) para Ordoviciano (480 milhões de anos).

Segundo a NASA, a Estrutura de Richat era usada como um marco para as tripulações de ônibus espaciais.

TES

NOVO CINTURIÃO DE RADIAÇÃO AO REDOR DA TERRA

Os dois anéis originais foram descobertos por James Van Allen, em 1958. O terceiro anel de radiação ao redor da Terra foi descoberto agora pelas sondas gêmeas da missão RBSP, que tem participação do Brasil. [Imagem: Baker et al./Science]

Cinturão de Van Allen
Astrônomos acabam de encontrar o terceiro anel de Van Allen, uma formação aparentemente temporária, mas maior, envolvendo o segundo anel.

Até agora se acreditava que o Cinturão de Van Allen fosse constituído por dois anéis de plasma - partículas carregadas eletricamente - que circundam a Terra no plano do Equador.

É nesse cinturão de radiação, sobre o qual pouco se sabe, que ocorrem as auroras boreais e austrais.

Os dois anéis originais foram descobertos por James Van Allen, em 1958. Eles circundam a Terra na região do Equador, estendendo-se entre 1.000 e 60.000 quilômetros de altitude, mantidos no lugar por ação do campo magnético terrestre.

A descoberta do terceiro anel foi feita pelas sondas espaciagêmeas RBSP (Radiation Belt Storm Probes - sondas para medição de tempestades nos cinturões de radiação, em tradução livre), lançadas pela NASA em Agosto do ano passado para estudar as "tempestades" dos anéis de radiação - devido ao nome complicado da missão, elas são mais conhecidas como Sondas de Van Allen.

O Brasil tem participação fundamental nessa missão.
Brasil ajudará NASA em missão sobre cinturões de radiação da Terra
A missão das duas sondas RBSP é justamente esclarecer a formação e o comportamento desse cinturão de radiação, que afeta o funcionamento de satélites e naves espaciais, e pode ter impacto sobre a saúde dos astronautas.

Terceiro anel de Van Allen
Assim que chegaram ao espaço, as duas sondas detectaram imediatamente os dois conhecidos e gordos anéis.

Para surpresa geral, contudo, nos dias que se seguiram, os instrumentos mostraram a formação de um terceiro anel de radiação.

Com o passar dos dias, o segundo anel começou a se comprimir em uma faixa de elétrons muito densa, e começou a surgir o terceiro anel, igualmente formado por elétrons, mas menos compacto e mais distante, estabelecendo o quadro de um cinturão de Van Allen com três anéis.

"Pareceu tão estranho que eu achei que devia haver algo de errado com o instrumento," disse o pesquisador Dan Baker. "Mas nós vimos coisas idênticas em cada uma das duas naves espaciais e então tivemos que concluir que era algo real."

O anel do meio, que os astrônomos chamam de anel de armazenamento, persistiu conforme o anel externo começava a se desfazer, o que ocorreu durante a terceira semana de Setembro.

Finalmente, uma poderosa onda de radiação emitida pelo Sol virtualmente aniquilou tanto o que restava do terceiro anel, quanto todo o segundo anel.

Pressa proveitosa
Já se sabia que o anel exterior de radiação tinha uma dimensão variável, às vezes inchando com partículas carregadas, que depois escapam novamente, dependendo do clima espacial.
Uma gigantesca proeminência no Sol entrou em erupção no dia 31 de Agosto de 2012, arremessando partículas e criando uma onda de choque que parece estar relacionada com o surgimento e o desaparecimento do terceiro anel de Van Allen. [Imagem: NASA/SDO/AIA/Goddard Space Flight Center]
Nos meses que se seguiram desde o desaparecimento dos dois anéis externos, as zonas de radiação se reconstituíram em sua estrutura mais comum de dois anéis.
"Nós não temos nenhuma ideia de quantas vezes esse tipo de coisa acontece," disse Baker. "Isso pode ocorrer com bastante frequência, mas nós não temos os instrumentos necessários para acompanhar isso."
Na verdade, o fenômeno só foi registrado porque os cientistas decidiram usar os instrumentos das duas sondas sem passar pelo criterioso programa de calibração que ocorre em todas as missões espaciais.

Eles passaram direto para a chamada "fase científica" porque queriam coletar a maior quantidade possível de dados em paralelo com a sonda SAMPEX, que está no espaço há mais de 20 anos, podendo deixar de funcionar a qualquer momento.

Se tivessem seguido as normas, o fenômeno não teria sido registrado.

"Se não tivéssemos feito dessa forma, teríamos perdido o acontecimento. É bom estar no lugar certo, na hora certa, com os instrumentos certos," disse Baker.

Uma melhor compreensão da formação do Cinturão de Van Allen, incluindo o número de anéis, ajudará os pesquisadores a refinar nossa compreensão de como e quando as tempestades solares podem causar estragos na Terra.

Por exemplo, qual seria o impacto de uma onda de choque que venha do Sol no momento que os anéis estão retraídos?

"Nós podemos oferecer estas novas observações para os teóricos que modelam o que está acontecendo no cinturão," disse Shri Kanekal, cientista da missão das Sondas de Van Allen. "A natureza nos presenteou com este evento - ele está lá, é um fato, você não pode argumentar contra ele - e agora temos de explicar por que ele ocorre. Por que o terceiro anel persistiu durante quatro semanas? Por que ele mudou? Todas essas informações nos ensinam um pouco mais sobre o espaço."

Site Inovação Tecnológica

ANTIMATÉRIA NO MANTO DA TERRA

Cientistas identificaram provisoriamente várias partículas no fundo do manto da Terra, que poderiam revelar quanto calor o planeta produz e confirmar se a Terra se formou a partir de materiais vindos do sol.

As partículas são chamadas de geoneutrinos, ou antimatérias de neutrinos (partículas exóticas fundamentais que podem passar através da Terra), que se formam no fundo do manto da Terra.

Cada partícula de matéria tem uma partícula de antimatéria correspondente, que é idêntica, mas tem uma carga oposta. Quando as duas se encontram, aniquilam uma a outra.

Quando a Terra se formou, os elementos radioativos tório e urânio foram distribuídos no interior do planeta em concentrações diferentes na crosta (camada mais externa da Terra) e no manto.

Conforme esses elementos decaem radioativamente dentro do manto, emitem calor e formam partículas subatômicas conhecidas como geoneutrinos.

O calor formado a partir dessa decadência é o motor que impulsiona o movimento do material viscoso que forma o manto da Terra. Esse movimento, por sua vez, pode afetar as placas tectônicas, causando terremotos.

Os cientistas têm modelos para prever quanto calor é gerado no interior da Terra, mas a medição se provou complicada. Isso se deve, em parte, ao fato de que o manto está quilômetros abaixo da superfície da Terra, por isso, “se você quiser entender quanto calor é produzido por esses elementos radioativos, a única maneira é através dos geoneutrinos”, explicou um coautor do estudo, Aldo Ianni, físico do Laboratório Nacional de Gran Sasso, na Itália.

Para fazer isso, os pesquisadores do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, que está a quase 1,6 km abaixo de uma montanha na Itália, procuraram por sinais em uma vasta piscina de líquido a base de óleo que cintila, ou produz flashes de luz quando partículas como prótons passam através dele.

Quando geoneutrinos passam pelo líquido cintilante, se chocam com os prótons e emitem um pósitron e um nêutron, criando um sinal distintivo.

Muitas das partículas que os cientistas identificaram inicialmente na verdade vieram de reatores nucleares de usinas próximas. Mas através da medição dos níveis de energia dos neutrinos, eles puderam isolar os 30% que vieram do manto da Terra.

Os geoneutrinos são criados a partir do decaimento radioativo do tório e urânio em uma reação que libera uma quantidade conhecida de calor. Como resultado, a frequência com que os pesquisadores encontram essas partículas pode revelar a quantidade de elementos radioativos à espreita no manto da Terra, e por sua vez a quantidade de calor que geram. Isso pode ajudar os cientistas a aperfeiçoar seus conhecimentos das placas tectônicas.

E também pode confirmar a teoria de que a Terra se formou a partir do sol, de acordo com Ianni.

Meteoritos que vêm da história primitiva do sistema solar contêm proporções distintas de urânio e tório que espelham a composição da superfície do sol. Ao comparar essa relação com a quantidade encontrada no interior da Terra, os pesquisadores podem confirmar as origens solares do planeta.

LiveScience

PLANETA EM FORMAÇÃO


Uma equipe internacional de astrônomos observou pela primeira vez, de forma direta, graças a um potente telescópio instalado no norte do Chile, o que parece ser um planeta em formação, incrustado ainda em um disco de gás e poeira, informou o Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês).

Se a descoberta for confirmada, possível com o Very Large Telescope (VLT), considerado o telescópio óptico mais avançado do mundo, daria pistas importantes de como se formam os planetas e como se pode melhorar a observação destes fenômenos, destacou o ESO.

A equipe de astrônomos, liderada pela suíça Sascha Quanz, estudou o espesso disco de gás e poeira que rodeia a jovem estrela HD100546, que está a 335 anos-luz da Terra e se surpreendeu ao encontrar o que parecia ser um planeta em processo de formação, ainda dentro do disco de material que ronda a jovem estrela.

"Acredita-se que poderia ser um gigante gasoso como Júpiter", informou comunicado do ESO.

As teorias atuais dizem que os planetas gigantes crescem ao capturar parte dos restos de gás e poeira que permanecem após a formação de uma estrela, mas nunca foi possível observar este processo ao vivo.

A estrela HD 100546 tem sido muito bem estudada até agora, segundo o ESO, e se sugeriu que já tem um planeta gigante a uma distância seis vezes maior à que separa a Terra do Sol. Este segundo candidato a planeta fica "nas regiões exteriores do sistema, umas dez vezes mais distante" que o outro.

"Até agora, a formação planetária tem sido um assunto abordado principalmente com simulações por computador", disse a astrônoma Sascha Quanz em comunicado. "Se a nossa descoberta for de um planeta em formação, pela primeira vez os cientistas poderão estudar empiricamente o processo de formação planetária e a interação de um planeta em formação com seu entorno natal em um estágio muito prematuro", acrescentou.

Segundo Adam Amara, outro membro da equipe, "a pesquisa exoplanetária é uma das mais novas e emocionantes fronteiras da astronomia e a imagem direta de planetas ainda é um campo emergente que vai se beneficiar muito dos recentes avanços em instrumentação e em métodos de análises de dados".

A descoberta ocorreu graças ao VLT e a um instrumento de medição do comprimento de onda infravermelha. O telescópio fica em Paranal, observatório operado pela ESO, que está situado a 2.600 metros de altitude, próximo da cidade de Antofagasta, a 1.360 quilômetros ao norte de Santiago.

A ESO é a principal organização astronômica intergovernamental da Europa e o observatório astronômico mais produtivo do mundo. Quinze países apoiam esta instituição: Brasil, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça.

BBC