terça-feira, 23 de novembro de 2010

INVISIBILIDADE ESPAÇO-TEMPORAL

Que os metamateriais estão permitindo a criação de mantos da invisibilidade cada vez mais aprimorados tudo o mundo já sabe.

Mas agora o professor Martin McCall e seus colegas da Universidade College London estenderam matematicamente o conceito para demonstrar que é possível criar um manto da invisibilidade capaz de esconder eventos inteiros.Um "editor da história" como eles o chamam.

"A luz normalmente se desacelera quando entra em um material, mas é teoricamente possível manipular os raios de luz de forma que algumas partes acelerem e outras desacelerem," diz McCall.

Em vez de ser curvada no espaço, no esquema proposto pelos matemáticos, a luz se "abre" - a metade desse "leque de luz" acelera e chega antes de um evento, enquanto a outra metade fica para trás e só chega depois que o evento já ocorreu. Isto significa que, durante um breve período, a cena não fica iluminada, e nada que acontecer lá nesses momentos poderá ser visto.

Cria-se assim um manto da invisibilidade espaço-temporal, ou uma camuflagem de eventos, como os cientistas chamam essa espécie de corredor temporário, no qual energia, matéria ou informações podem ser manipuladas ou transportadas sem que se possa detectar.

"Se alguém estiver se movendo ao longo do corredor, parecerá a um observador distante que essa pessoa se moveu instantaneamente, criando a ilusão de um teletransportador tipo Jornada nas Estrelas," diz McCall. "Então, teoricamente, essa pessoa poderá ser capaz de fazer algo e você não perceber!.

É claro que as dimensões e os tempos envolvidos são pequenos demais para se imaginar algo prático nas dimensões humanas. Mas o Dr. Paul Kinsler, que ajudou a criar o conceito da invisibilidade espaço-temporal já fez uma demonstração usando fibras ópticas que mostra que a ideia poderá ser útil na computação e no processamento de sinais.

Um canal de dados poderia, por exemplo, ser interrompido para executar um cálculo prioritário em um canal paralelo durante o funcionamento da camuflagem de eventos. Para as partes externas do circuito, fora do corredor de camuflagem, seria como se aquele canal estivesse processando informações de forma contínua.

Imagine os canais de dados como se fossem uma avenida com trânsito intenso, na qual você quer abrir uma passagem para que um pedestre atravesse, mas sem parar o tráfego.

Uma parte dos carros corresponderá à seção dianteira do leque de luz - esses carros vão andar mais rapidamente. O grupo de carros imediatamente a seguir corresponderá à seção traseira do leque de luz - esses carros vão andar mais lentamente. Isso cria uma lacuna no meio, por onde o pedestre pode atravessar. Um observador que olhe tudo de longe só verá o fluxo constante de tráfego.

Uma questão que surgiu durante o desenvolvimento da teoria foi como acelerar a transmissão de dados sem violar as leis da relatividade. Os cientistas resolveram o problema idealizando um metamaterial inteligente, cujas propriedades variam tanto no espaço quanto no tempo, permitindo a criação do corredor camuflado.

"Temos certeza que existem muitas outras possibilidades abertas pela nossa introdução do conceito de invisibilidade no espaço-tempo," diz McCall "mas como, nesta fase, ela ainda é teórica, é preciso desenvolver os detalhes concretos para as aplicações que propomos."

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domingo, 21 de novembro de 2010

QUINTESSÊNCIA O QUINTO ELEMENTO

O Quinto Elemento
 
O quinto elemento  é a energia pura emanada do centro criador, presente em todos os compostos. Os sábios o consideram a causa ou origem dos outros quatro elementos. É o poder espiritual presente em todos os mistos. É a chamada Quinta Essência dos antigos e verdadeiros alquimistas.

O termo "Quinta Essência" provavelmente foi primeiramente elaborado pelo filósofo Aristóteles, que considerava que o universo era composto de quatro elementos principais, a saber: terra, água, ar e fogo. Segundo a sua tese, além destes, deveria haver uma substância etérea que ineterpenetra em todos os compostos e impedindo os corpos celestes de caírem sobre a Terra. Depois disso; muita discussão se transcorreu entre alquimistas ou não, sobre a existência, a natureza e a qualidade desse elemento primordial do qual tudo se origina e no qual tudo se mantém. Isaac Newton foi quem mais defendeu a existência dessa "quintessência" em suas teorias e discussões sobre os conceitos de matéria e energia. Muitas vezes, Newton deixou transparecer a sua crença em uma força imaterial presente nos corpos materiais e nas formas de energia. Ele admitia que matéria e luz comunicavam-se por algo desconhecido pela ciência. Em suas teorias sobre a propagação das vibrações dos corpos, chamava essa essência desconhecida pelo sugestivo nome de "espírito da matéria".
 
De Aristóteles aos cientistas modernos, muito já se cogitou sobre a força oculta presente em todas as coisas.  Em 1998, três astrofísicos da Universidade de Pensilvânia mencionaram o termo "Quinta Essência" para designar um campo dinâmico quântico que é gravitacionalmente repulsivo.
 
Hoje; a ciência já está quase confirmando a realidade da existência de um quinto elemento através da Física Quântica. No entanto; devemos reconhecer que ainda há uma grande barreira separando a ciência tradicional da grande realidade espiritual que nos cerca. O ceticismo da ciência é um impecilho no caminho para a descoberta de que há um Poder Cósmico manifestado e manifestando-se em tudo. Há raras exceções ao ceticismo acadêmico, como o próprio Isaac Newton, cientista altamente espiritualizado que como legado nos deixou um vasto conhecimento científico. Mas suas teorias nos provam que ele, além de ter adquirido grande inteligência, possuía também a sabedoria. Eis uma frase célebre de Newton que nos convida a pensar que é possível haver uma comunhão entre a ciência e a espiritualidade:
 
Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta. (Isaac Newton).

Esperamos que a ciência atual evolua cada vez mais para curar as mazelas que afligem a humanidade. Para tanto, reconhecemos que será necessário agir com uma razão lógica absoluta que dissipe toda a superstição que possa pairar sobre a humanidade. Mas isso não significa deixar de lado aquilo que desconhecem ou são incapazes de perceber com seus aparelhos avançados porém inapropriados para serem capazes de visualizar os aspectos mais sublimes da energia e da luz. É necessário que a comunidade científica tenha a humildade para reconhecer que nem tudo pode ainda ser medido ou experimentado por seus meios e métodos de trabalho e análise. E, como Isaac Newton ou Albert Einstein, serem capazes de adquirirem conhecimento, mas não apenas isso. Também é necessário adquirir sabedoria. Aí sim, ciência e religião se unirão numa coisa só e tudo o que o homem realmente precisa para dar um salto evolutivo, aparecerá do nada como resposta à sua capacidade de enxergar o que estava oculto à sombra de sua própria ignorância.

Há uma resposta para todas as buscas e uma solução para todas as aflições humanas. Basta apenas utilizar-se dos meios adequados para tal. Essa solução mágica que pode curar o mal está necessariamente no mesmo local de onde o mal se originou... na fonte de tudo... no Quinto Elemento. Aí está a fonte dos milagres a que a ciência deve recorrer reconhecendo que tudo é um milagre, a começar pelo próprio conhecimento adquirido através da ciência. Albert Einstein já dizia: Só existe duas formas de viver a vida. A primeira é pensando que o milagre não existe; a outra é pensando que tudo é milagre.

A busca maior da alquimia interior, consiste na manutenção deste Quinto Elemento, através de técnicas químico-espirituais que visam a obtenção dessa Energia Sagrada para finalidades diversas. Em magia, essa mesma energia é denominada Akasha. Quem aprende a dominar e utilizar essa força torna-se um ser iluminado. Geralmente tal insight só ocorre depois de muitos anos de estudo e meditação quando, trabalhando secretamente no laboratório da alma, o iniciado  compreende a simplicidade do Ser Absoluto e a sua Onipresença e Onipotência. Percebendo que tudo deriva-se dessa coisa única, passa a trabalhar em harmonia com suas Leis e Princípios e em tudo o que vê, sente, toca, consome; sente a presença viva do Divino, do Quinto Elemento.

Quem assimila esse conhecimento torna-se capaz de realizar coisas que a ciência materialista dificilmente conseguirá em suas pesquisas simplórias, que leva em conta apenas o lado visível e paupável dos seus objetos de estudo, deixando de lado o estudo da Essência Espiritual presente em todas as coisas. O Alquimista vai além do químico em suas pesquisas justamente quando ultrapassa em seus estudos a análise materialista dos elementos, acrescentando o tal Quinto Elemento em seus estudos. A própria palavra Alquimia que vem do do árabe, al-khimia, significa a Química de Alá. Al ou Al-lah, em árabe, significa Ser Supremo ou Deus Todo-Poderoso. Khimia significa química. Assim a Alquimia significa a Química de Deus ou a Ciência Sagrada. Aí está o segredo da Pedra Filosofal, do Elixir da Longa Vida apregoados pelos alquimistas como a chave para a transmutação. Eis um segredo revelado: quem adquire o conhecimento sobre os quatro elementos pode fazer manipulações na matéria, quem aprende, compreende e aplica o conhecimento com base na utilização dos cinco elementos, acrescentando o Divino aos quatro anteriores, pode transmutar as coisas... transformar chumbo em ouro.

O estudo dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo, tem quase sempre um objetivo intermediário para se chegar ao conhecimento do Quinto Elemento que consiste na Quintessência alquimista. Através de técnicas de trabalho e oração, o Alquimista da Alma consegue penetrar na essência dos materiais e se apoderar da Energia Divina aprisionada em todos os mistos. Alguns o chamam de Pedra Filosofal, outros o chamam de Ovo Filosófico, outros Licor Alkhaest, Elixir da Longa Vida, etc, etc. Assimilar o poder do Quinto Elemento ou da Energia Cósmica Criadora presente em todas as coisas, para o Alquimista, consiste na proeza do que chamam "realização da Grande Obra". Mas tal proeza não está limitada a alguns poucos iluminados que se debruçaram sobre enciclopédias inteiras buscando encontrar o segredo oculto por trás de todas as coisas. Eu, você, qualquer um dos seres humanos que habitam a face da terra podemos nos apropriar desse quinto elemento, na medida de nossas capacidades.

Ore e trabalhe.
Eis o segredo para se canalizar cada vez mais uma porção maior do Quinto Elemento em nosso dia-a-dia.

Orat e Labora, diziam os sábios alquimistas: 
O  significado da palavra laboratório pode ter tido sua origem nestes termos, do Latim: ore e trabalhe. Eis o segredo maior da alquimia

rancisco Ferreira (Mr. Smith) 13:22 5/5/2007

glesp.org.br/artigos/116-o-quinto-elemento.html

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EXPANSÃO E VIBRAÇÃO PERPÉTUA DO UNIVERSO

Se a radiação do fundo do Universo fosse totalmente homogênea, não haveria formação de estrelas nem de galáxias. A matéria se acumula onde há uma pequena redução na temperatura da radiação, representada na figura por um vale. Esta simulação computacional feita por M.White, mostra como a interação gravitacional aumenta o constraste inicial. 
 
Durante a expansão, todos os objetos se afastam um dos outros e a luz vai aumentando de comprimento de onda. A radiação do fundo do Universo, que é uma emissão em microndas no presente e é chamada de Cosmic Microwave Background, contribui com 1% do ruído das transmissões de sinais por antenas – não por cabo.

paxprofundis.org/

sábado, 13 de novembro de 2010

RAIOS ASCENDENTES SOBEM DA TEMPESTADE PARA O ESPAÇO


Cientistas americanos capturaram a imagem de um raio com mais de 64 km de comprimento subindo de uma tempestade em direção ao espaço.

Esses eventos meteorológicos, subindo em direção às camadas inferiores do espaço, são vistos muito raramente e costumam ser chamados, em inglês, de gigantic jets, ou jatos gigantes, em tradução literal.

Embora não ocorram toda vez que há um raio, esses fenômenos tendem a ser muito mais longos do que os raios descendentes.

"Apesar de condições de visibilidade resultantes de lua cheia e neblina na atmosfera, fomos capazes de capturar o jato gigante", disse o líder do estudo, Steven Cummer, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos.

O estudo de Cummers foi publicado esta semana na revista científica Nature Geoscience. Imagens de jatos gigantes só foram registradas cinco vezes desde
2001.

A imagem do raio e as medidas do campo magnético obtidas pelos pesquisadores  estão permitindo que os cientistas tenham uma compreensão melhor desses eventos raros.

"Esta confirmação das descargas elétricas visíveis se estendendo a partir do topo da tempestade em direção à borda da ionosfera [região da atmosfera situada acima de 50 km de altitude] oferece importantes revelações sobre processos que ocorrem no circuito elétrico global da Terra", disse Brad Smull, diretor da National Science Foundation, entidade que financiou o estudo.

"Nossas medições mostram que jatos gigantes são capazes de transferir
descargas elétricas significativas para as camadas inferiores da ionosfera",
disse Cummer."O que nos surpreendeu foi o tamanho do evento", acrescentou.

Segundo Cummer, as medições feitas por sua equipe sugerem que as descargas de eletricidade produzidas por raios descendentes e ascendentes sejam semelhantes.

Entretanto, os jatos gigantes viajam mais longe e mais rápido do que os raios convencionais, porque o ar mais rarefeito entre as nuvens e a ionosfera oferece menor resistência.

Os cientistas não sabem que condições meteorológicas ou tipos de tempestades favorecem a ocorrência de jatos gigantes.
Especialistas têm dificuldade de obter imagens dos raios ascendentes porque, além de raros, têm duração tão curta que as câmeras precisam estar apontadas para eles no momento preciso em que ocorrem.

Ele mantém uma câmera de vídeo apontada para o céu e programada para começar a filmar quando condições meteorológicas específicas ocorrem.

Simultaneamente, um outro aparelho mede constantemente emissões de rádio na mesma região para capturar eventos elétricos. Um sistema de navegação por satélite garante que todas as leituras dos aparelhos sejam sincronizadas.O equipamento, no entanto, tinha sido ajustado para fotografar um outro fenômeno.

O pesquisador planeja instalar uma câmera de luz baixa e alta velocidade para capturar imagens de jatos gigantes em cores, o que pode oferecer informações adicionais sobre os processos químicos e as temperaturas associadas ao fenômeno.

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UNIVERSO REPLETO DE OUTRAS TERRAS

O estudo indica que sistemas planetários como o nosso Sistema Solar
são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas parecidas
com o Sol pode ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra
Imagem: NASA/JPL-Caltech/UC Berkeley

Cerca de 23 por cento das estrelas semelhantes ao Sol podem ter pelo menos um planeta do tamanho da Terra. Andrew Howard e seus colegas do telescópio
Keck, no Havaí, usaram medições Doppler para estudar 166 estrelas
semelhantes ao Sol em busca de planetas com massas entre três e 1.000 vezes o tamanho da Terra.

Os astrônomos encontraram um total de 33 planetas orbitando em torno de 22 das estrelas estudadas, uma proporção muito mais elevada do que qualquer previsão anterior.

Também ao contrário do que se previa, não há uma "falta de planetas" com massas de cinco a 30 vezes a da Terra, como modelos anteriormente previram.

Quanto às "outras terras", os resultados confirmam que a ocorrência de planetas tende a aumentar - e não a diminuir - conforme diminui a massa dos planetas. Pelos cálculos da equipe, planetas do tamanho de Netuno para baixo são muito mais comuns que os planetas gigantes gasosos, como Júpiter.

Se os cálculos estiverem corretos, isto significa que sistemas planetários como o nosso Sistema Solar são comuns e que quase um quarto de todas as estrelas parecidas com o Sol pode ter planetas de tamanho semelhante ao da Terra.

Os astrônomos estudaram 166 estrelas das classes G e K localizadas a até 80 anos-luz da Terra.

O Sol é a mais conhecida estrela do tipo G, que são amarelas. As estrelas do tipo K são um pouco menores e têm cor laranja ou vermelha.

O estudo procurou determinar a quantidade, a massa e a distância orbital dos planetas dessas estrelas. O trabalho usou tanto observações diretas quanto estimativas, uma vez que, das estrelas analisadas, apenas 22 têm planetas que já foram detectados diretamente.

"De cada 100 estrelas parecidas com o Sol, uma ou duas têm planetas com massa semelhante à de Júpiter, seis parecidas com a de Netuno e 12 têm entre três e dez vezes a massa terrestre. Se extrapolarmos a relação para planetas do tamanho da Terra, podemos estimar que encontraremos cerca de 23 deles para cada 100 estrelas", disse Howard.

"Essa é a primeira estimativa, baseada em medidas reais, da fração de estrelas que têm planetas do tamanho da Terra", destacou Geoffrey Marcy, também de
Berkeley e coautor do estudo.

"Isto significa que, quando a Nasa desenvolver novas técnicas na próxima década para tentar encontrar planetas com tamanho realmente parecido com o
da Terra, não será preciso procurar muito", disse Howard.

A NASA já tem uma fortíssima carta na manga para essa busca: o telescópio espacial Kepler, lançado em Março deste ano. A missão primária do Kepler é encontrar planetas semelhantes à Terra - planetas rochosos que orbitam
estrelas parecidas com o Sol em uma zona quente, onde a água possa se manter sobre a superfície em estado líquido - veja mais em Telescópio espacial Kepler vai começar busca por outras Terras.

Há cerca de um mês, um grupo de astrônomos anunciou a descoberta do primeiro exoplaneta dentro da "zona habitável". O resultado, contudo, vem sendo questionado por outros astrônomos, que afirmam não estarem conseguindo repetir a detecção.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RAIO GAMA EIXO CENTRAL DA VIA LÁCTEA


Dados do Telescópio Fermi, uma equipe de astrônomos e astrofísicos identificou uma gigantesca estrutura que abrange mais da metade do céu visível, espalhando-se a partir do eixo central da Via Láctea. A partir do centro da galáxia, as duas bolhas prolongam-se em direções opostas, cobrindo da constelação de Virgem até a constelação de Grus.

Mas como é que algo tão grande nunca havia sido visto antes?
A chave é o Telescópio Espacial Fermi, da NASA, o mais sensível detector de raios gama já lançado ao espaço. Raios gama são a forma mais energética da luz.

Astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu.

Essa neblina de alta energia surge quando partículas se movem perto da velocidade da luz interagem com a luz e com o gás interestelar na Via Láctea.

A equipe do telescópio refina constantemente seus modelos, de forma a descobrir novas fontes de raios gama obscurecidas por esta emissão difusa.

Usando estimativas da neblina de raios gama, Doug Finkbeiner e seus colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, nos Estados Unidos, foram capazes de "soprá-la" das imagens, desvendando as bolhas gigantes.

O que exatamente são as bolhas: "Nós não entendemos completamente nem sua natureza e nem a sua origem," diz Finkbeiner.

A equipe está realizando análises para entender melhor como a estrutura pode ter sido formada. As emissões das bolhas são muito mais energéticas do que o nevoeiro de raios gama visto em outras partes da Via Láctea.

As bolhas parecem ter bordas bem definidas. A forma da estrutura e as emissões sugerem que ela se formou como resultado de uma liberação de energia grande e relativamente rápida - cuja origem continua um mistério. Uma possibilidade inclui
um jato de partículas de um buraco negro supermaciço no centro da galáxia.

Em outras galáxias, os astrônomos observaram jatos de partículas alimentados pela matéria que cai dentro de um buraco negro central. Embora não haja evidências de que o buraco negro da Via Láctea tenha um jato assim na atualidade, ele pode ter tido no passado.

As bolhas também podem ter-se formado como resultado da ejeção de gás de uma explosão de formação de estrelas, talvez a que produziu muitos aglomerados de estrelas maciças no centro da Via Láctea, vários milhões de anos atrás.
De uma extremidade a outra, as bolhas de raios gama estendem-se
por 50.000 anos-luz, metade do diâmetro da Via Láctea.
 [Imagem: Goddard Space Flight Center]

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