sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O REINO DE AGARTHA SHAMBALAH INTRATERRENOS


Agharta é uma palavra que se e refere ao Império Subterrâneo , que todos acreditam existir abaixo da terra . Este mundo subterrâneo tem milhões de habitantes , residentes em diversas cidades e Shambalah é a sua capital .

O Chefe supremo deste mundo interior é conhecido no Oriente como o Rei do Mundo , exercendo um governo justo e poderoso, com reflexos na superfície da terra .Existem em diversas partes do mundo túneis e caminhos dimensionais que levam à esta civilização de sábios ; a maioria deles no Himalaia , Andes e até no Brasil – um dos mais importantes localiza-se precisamente nos contrafortes da Serra do Roncador (estado do Mato Grosso – próximo à fronteira dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul )

Em Portugal muitos são os túneis também….A entrada destes túneis é vigiada por iniciados , que tem como juramento , manter secreto a localização dos mesmos e não permitir a entrada de curiosos .Os cientistas do mundo subterrâneo,possuem conhecimentos e tecnologias muito superiores às nossas,com total domínio das forças naturais e das leis da natureza.

Ossendowsky afirma que o império de Agharta consiste de uma rede subterrânea de cidades interligadas por túneis , através dos quais os seus veículos (os discos voadores) percorrem com incrível velocidade . Estes túneis tem acessos à superfície da terra e oceanos .

Nas diversas fases da nossa história , o reino de Agharta envia seus filhos ou emissários à superfície para auxiliar à humanidade . No épico indu Ramaiana , Rama foi um destes emissários , chegando ao nosso mundo num veículo aéreo e permanecendo entre nós .

As estátuas gigantescas dos primeiros deuses e reis egipcios , assim como a estátua que retrata o primeiro buda , representa este intercâmbio ao longo do tempo. 

Quetzalcóat, o profeta dos Maia e Astecas, era um estranho entre os índios, sendo de uma raça diferente , por ser louro e provido de barba branca . Os astecas o chamamavam de “Deus da Abundância” , e segundo os relatos trajava um veste branca flutuante . Veio provavelmente do mundo subterrâneo e retornou à sua terra , depois de observar que os índios pouco aproveitavam dos seus ensinamentos.

Relatos semelhantes da presença destes avatares também ocorreu com os Incas , no Perú . Com relação à Agharta, o Professor Henrique J. de Souza, presidente da Sociedade Teosófica Brasileira e autoridade de destaque no assunto do mundo subterrâneo, escreveu na sua revista um artigo: existe Shangri-lá ? .

“Entre todas as raças da humanidade, desde o alvorecer dos tempos, existe a tradição de uma Terra Sagrada ou Paraíso terrestre, onde os mais elevados ideais da humanidade são realidades vivas. Este conceito é encontrado nos escritos mais antigos e nas tradições dos povos da Europa, Ásia Menor, China, Egito e Américas. Esta terra sagrada, dizem, pode ser conhecida somente das pessoas merecedoras, puras e inocentes, razão pela qual constitui o tema central dos sonhos da infância."

"O caminho que conduz a esta Terra Abençoada , este Mundo invisível, este Domínio Esotérico e Oculto, constitui a motivação central e a chave mestra de todos os sistemas de iniciação no passado, presente e futuro. Esta chave mágica é o ‘Abre-te Sésamo’ que destranca as portas de um mundo novo e maravilhoso.Os antigos rosacrucianos a designavam pela palavra vitriol,que é a combinação das primeiras letras da frase vista interiora terrae rectificando invenes Omnia Lapidem, para indicar que ‘no interior da Terra está oculto o verdadeiro mistério’. O caminho que conduz a este Mundo Oculto é o da Iniciação".

salteadoresdaarca.wordpress.com/

AGARTHA INTRATERRENOS MUNDO SUBTERRANEO


Milhares de pessoas no mundo acreditam na existência de uma civilização espiritualmente avançada que vive em um mundo subterrâneo, dentro das partes ocas da Terra. Um desses mundos subterrâneos se chama Agartha. A capital de Agartha é Shambala. E Shambala é parte de uma grande tradição de origem bon-po, budista tibetana e tântrica. Segundo a tradição de Agartha, existem sete entradas no Planeta que dão acesso a este misterioso mundo habitado por seres altamente desenvolvidos. Das sete entradas, três estão perto de nós.

As Cataratas do Iguaçu é a entrada que mais facilmente pode ser identificada. Como sabemos, o que chamamos hoje de Mato Grosso corresponde a dois estados da federação brasileira. Mas o Mato Grosso de Agartha pode ir além desses dois estados e incluir o que chamamos de estados de Goiás e Tocantins e parte de Rondônia (lembremo-nos que originalmente, o que os portugueses chamaram de Mato Grosso era a atual Rondônia. Mato Grosso se referia à Floresta de Árvores grandes – mato grosso para os portugueses).

Todos sabemos que esta extensa região chamada de Mato Grosso é mágica. A partir do atual estado de Mato Grosso do Sul, o subsolo é uma enorme província de cavernas. Algumas destas cavernas são conhecidas e exploradas turisticamente como o caso daquelas que ficam nas Serras da Bodoquena onde estão as cidades de Bonito, Bodoquena, Jardim, e Guia Lopes da Fronteira entre outras. Outras cavernas são exploradas por maneiras mais agressivas de indústrias o que é o caso de fábricas de cimento como na Serra da Bodoquena e mineração no Morro do Urucum (MS) ou Serra dos Carajás. Toda a região deste Mato Grosso extenso contém não só uma mas, talvez, muitas entradas para Agartha.

A mesma coisa acontece com Manaus. A Manaus de Agartha pode não se reduzir aos limites do atual município de Manaus. Pode incluir também a região do atual estado de Roraima e as formações encantadas do Planalto da Guiana. Vale deixar claro aqui que Guiana não é só o nome de uma das repúblicas da América do Sul. É o nome de uma misteriosa e bela formação de rochas que unifica, como em um abraço, parte dos territórios Venezuela, Brasil e Guiana. A Manaus de Agartha pode incluir ainda toda a misteriosa região dos muitos rios – a Amazônia, onde também dão conta de mundos e civilizações subterrâneas e subaquáticos.

A lenda do Boto Cor de Rosa é uma destas “lembranças”. Na imaginação popular, os botos são uma raça de gente que vive em cidades no fundo do Rio Amazonas e de outros rios e lagos desta “Manaus”. Os botos são uma lembrança da existência de Agartha.

As lendas que denunciam a existência de mundos subterrâneos também abundam em muitas tribos indígenas brasileiras. As Cataratas do Iguaçu, a Fonte da Neblina Criativa, na oitava dimensão, leva a esta extensa Agartha. A porta de entrada à Agartha via Y-guaçu se encontra no local que, de maneira estranha, recebeu o nome “Garganta do Diabo”. É muito triste que este nome tenha sido dado ao Portal de Agartha. Mas há centenas de portões menores pelos quais se pode entrar à Argatha. Desta maneira, as Cataratas, em sua totalidade são um portão de entrada para uma dimensão de seres altamente desenvolvidos, para uma multi-dimensionalidade além dos sentidos escravizados. Mais uma razão de ser este um Lugar Sagrado de Paz e Poder.

Mas as Cataratas não são simplesmente uma “porta”. É um portal que se abre para outras dimensões. Assim como acontece com o Monte Shasta, com o Lago Titicaca, com Uluro Kattjuta, Glastonbury e Avalon, a Grande Pirâmide, com o Kuh-e-Malek Siah e com o Monte Kailash. É também o que acontece em milhares de outros lugares do Planeta. Esses portais conectam nossas comunidades na dimensão em que vivemos com grandes comunidades de outras dimensões vivendo em templos, ou catedrais, cidades de luz ligados à hierarquia espiritual. O coração deste portal, nas Cataratas do Iguaçu está no local chamado por “aquele nome”, e é cristalino. Há cristais imensos que formam esse centro de energia cujo brilho pode ser visto por qualquer pessoa que se permita ver. Há relatos de pessoas que, durante o passeio de barco que ocorre aos pés das Cataratas, viram esse grande clarão cristalino e saíram maravilhadas. Geralmente essas pessoas contam a visão a companheiros de viagem que os descartam de maneira abrupta. Tacham-nos de loucos.

Vista por esses olhos da multi-dimensionalidade deste mundo sem fronteiras, entre o que se pode ver e o que não se pode ver, notamos que de Y-guaçu a Brasília, de Brasília ao Titicaca, do Titicaca a Manaus, de Y-guaçu a Santiago, a Córdoba, Mendoza, Tucumán, Salta e Jujuy e deste lugares destacados a milhares de outros no continente sul-americano e fora dele, tudo está energética e espiritualmente conectado. O problema reside em fazer a separação entre a maneira reducionista ocidental de ver e as muitas outras possibilidades de enxergar.

Tomemos Brasília como um exemplo. Para os brasileiros cansados com as manipulações políticas, Brasília nada mais é que um centro nacional de corrupção onde o sofrimento brasileiro é oficializado. Mas a terra onde Brasília foi construída não tem nada a ver com essa tendência patológica da civilização construída sobre ela. Brasília está no cerrado do Planalto Central brasileiro – no centro geodésico do Brasil, um lugar cujas energias naturais são de elevação. Por isso abundam em Brasília, e regiões circunvizinhas, os templos de todas as religiões. Templos abertos a todas as religiões, como o Templo da Boa Vontade, em forma de pirâmide, a Cidade Eclética, o Vale do Amanhecer e movimentos holísticos como a Cidade da Paz. Até a pedra fundamental da cidade lançada em 1922, foi colocada em um local simbólico que é considerado hoje como o “Chacra cardíaco do Brasil”.

Mais do que sua arquitetura, o que chama a atenção de Brasília é a história de seu sonho. Talvez Brasília tenha sido a cidade mais sonhada do mundo. Uma cidade literalmente feita de sonhos. A cidade inaugurada em 1960, e autônoma desde 1990, está na cabeça dos brasileiros desde 1750. Foi nesta época que o cartógrafo Franscisco Tossi apontou a área como propícia para sediar uma futura capital do país.

Até o nome Brasília não nasceu da cabeça do presidente Juscelino Kubistschek. O nome Brasília foi proposto pela primeira vez em 1823 por José Bonifácio então membro da Assembléia Constituinte. Lembremos que o Brasil só se tornaria uma República em 1889.

O sonho de Brasília é literalmente um sonho e extrapola as fronteiras nacionais. Uma das coisas que as crianças de Brasília e do Distrito Federal aprendem, na escola, é o sonho histórico do padre italiano Dom Giovanni (João) Bosco, hoje santo católico – fundador da Sociedade de São Francisco de Sales, cujos membros são conhecidos como padres Salesianos. Dom Bosco sonhou e divulgou seu sonho no qual ele viu o nascimento de uma nova civilização que nasceria em uma cidade a ser construída entre os paralelos 15 e 20 graus de latitude Sul. Sobre a região vista no sonho-visão, Dom Bosco disse: “Eu enxergava dentro das profundezas das montanhas e das reentrâncias das planícies. Tinha sob os olhos as riquezas incomparáveis destes países, as quais um dia serão descobertas”

Juscelino Kubistchek realizou o sonho. Hoje Brasília é Patrimônio Cultural da Humanidade e embora o sonho ande soterrado, na maioria da população, a cidade é especial. Em algum lugar debaixo de Brasília, ou de sua imensa área de influência, está a cidade de “Posid” remanescente de Atlântida. É o que acreditam os povos que buscam o mundo de Agartha.

Notemos que este conceito de Lugares subterrâneos ligados aos locais sagrados é mundial. Entradas secretas para Agartha, Shambala e outras cidades são descritas pelas tradições em muitos locais da Índia, Tibete, Mongólia, Região Autônoma dos Uigurs (Mongólia/China) e muitas outras. O Monte Shasta também abriga um mundo subterrâneo ligado ao antigo, quase mítico, continente da Lemúria. Um continente destruído, assim como a lendária Atlântida, provavelmente pelo abuso da tecnologia.

Outra lenda diz que quando a Lemúria estava afundando, um dos Sete Grandes Mestres da Lemúria, chamado Aramu Muru, que hoje vive no Monte Shasta, recebeu a missão de transportar o Disco Solar Dourado do Templo da Iluminação para o Lago Titicaca. Durante a época do domínio Inca, o Disco Solar foi transferido para Cuzco e colocado no Qorikancha – o principal Templo do Sol, onde permaneceu até a chegada dos espanhóis. Com o perigo imediato, o Disco Solar foi levado de volta para uma cidade chamada Paititi, que fica no fundo do Lago Titicaca. As comunidades parte da rede esotérica mundial afirmam que o Portal do Lago Titicaca foi reaberto em 1997 e desde então está em funcionamento junto com o seu disco solar.

Para concluir citamos os nomes de outras entradas à Agartha localizadas no Planeta: as Cavernas Mammoth no estado de Kentucky (EUA), Manaus, Mato Grosso (Brasil), Cataratas do Iguaçu (Argentina, Brasil), Monte Eporneo (Itália) e Pirâmide de Giza (Egito). Duas outras entradas, são as, em si lendárias Minas do Rei Salomão e das cavernas de Dero. Nos próximos três capítulos, nos dedicaremos a explorar o mundo de nossa realidade. Será a realidade tão real como parece?

ESTRELA DIAMANTE


A maior jóia já encontrada no universo foi descoberta por astrônomos brasileiros. E não é só força de expressão. Trata-se de uma jóia mesmo: uma estrela-anã, com o tamanho da Terra e a massa do Sol, que esfriou e se cristalizou na forma de um gigantesco diamante. O fantástico objeto encontra-se a 17 anos-luz (40 quatrilhões de quilômetros) de nosso planeta, na constelação do Centauro. Seu descobridor é o astrônomo Kepler de Oliveira Filho, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Kepler encontrou a estrela em 1991, e a batizou como BPM 37093. Naquela ocasião, o astrônomo foi auxiliado por seus alunos Antônio Kanaan e Odilon Giovannini, hoje professores em universidades gaúchas. Mas, só agora, confirmaram-se as extraordinárias características do objeto celeste, cuja descoberta projeta a astronomia brasileira no cenário internacional.

Essa confirmação foi obtida em observações realizadas entre 16 de abril e 4 de maio. E será encaminhada , neste mês de setembro, para publicação no Astrophisical Journal, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

O gigantesco diamante é a forma final que uma estrela como o Sol adquire após passar por um longo ciclo evolutivo (veja o esquema ao lado). O carbono formado pelas reações nucleares do astro acumulam-se em sua região central. Compactado por uma pressão descomunal, o material organiza-se em rede cristalina, dando origem ao diamante. O astro é realmente uma jóia de valor incalculável. Mas, para quem já está pensando em como chegar lá para obter um pedaço, fica aqui o alerta: apesar de ter-se resfriado muito, a estrela ainda é mais quente do que a superfície do Sol e sua extraordinária força gravitacional esmagaria qualquer objeto que se aproximasse demais dela.

A descoberta da estrela cristalizada comprovou uma teoria, apresentada na década de 60, por pesquisadores americanos e russos. "Eles afirmavam que, ao se resfriarem muito, as estrelas tendiam a cristalizar. Mas isso nunca havia sido confirmado até agora", afirma Kepler. Baiano de nascimento, o pesquisador doutorou-se em astrofísica na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, onde iniciou seus estudos das estrelas anãs brancas. Ao todo, ele já dedicou quase 20 de seus 42 anos à investigação desses astros. E, atualmente, preside o Whole Earth Telescope (Telescópio da Terra Inteira), entidade que reúne 60 pesquisadores, de 13 países. "A BPM 37093 é uma estrela de grande massa que, ao implodir, ficou confinada num volume muito pequeno. Por isso, sua densidade média é altíssima, cerca de 20 mil vezes maior do que a da platina, o elemento mais denso da Terra", explica o astrônomo.

As anãs brancas são as estrelas mais antigas, de modo que os estudos sobre sua evolução podem fornecer dados muito importantes para determinação da idade das galáxias. Conhecimentos adquiridos em outros campos de pesquisa estão sendo usados na investigação do comportamento desses corpos celestes: cálculos de freqüência de terremotos terrestres servem de base para a determinação do período de pulsação das anãs brancas; e um fotômetro, ligado ao telescópio, possibilita medir a variação periódica de seu brilho. "Esse estudo das variações da luz emitida pelas anãs brancas permite analisar o seu interior, escondido pela atmosfera estelar", resume Kepler.

ABPM 37093 só pode ser vista com telescópios de, no mínimo, um metro de diâmetro. Sua luz é bilhões de vezes menos intensa do que a do planeta Vênus, o objeto celeste mais brilhante, depois do Sol e da Lua. Pelo fato de o astro situar-se visualmente nas proximidades do Cruzeiro do Sul, as pesquisas que confirmaram sua cristalização mobilizaram astrônomos que trabalham em vários países do Hemisfério Sul (Brasil, Chile, Nova Zelândia, África do Sul e Austrália), além de usarem imagens obtidas fora da atmosfera pelo telescópio espacial Hubble. O resultado, altamente positivo, colocou o Brasil em evidência nas rodas da astronomia.

OS SIRIANOS NO PLANETA TERRA


 
Os espíritos sirianos vem em muitas formas, principalmente como golfinhos e baleias (cetáceos), que são os seres sentientes mais completamente conscientes neste planeta. A razão para isto é que como cetáceos, os seres não experimentam uma dura separação e sentimentos de isolamento da Mãe Terra e da Natureza, como os humanos tendem a sentir.

Os Cetáceos são verdadeiramente os guardiães da Terra. Os humanos teriam que compartilhar esta missão de cuidar da Terra e de toda a vida nela existente, mas a maioria dos humanos tem estado “adormecidos” há muito tempo e estão destruindo rapidamente a si mesmos, bem como a Terra e a Natureza. Os Sirianos, junto com muitos outros, estão aqui para nos ajudar a mudar isto.

Uma outra maneira pela qual os Sirianos aparecem na forma física na Terra é como “sementes estelares” humanas, aqueles que passaram a maior parte de suas vidas em um corpo Siriano, mas escolheram encarnar como um humano da Terra para um propósito específico, ou através de nascimento ou como entrantes.

Há também os que vem como emissários, que escolheram passar a maior parte de suas vidas neste ciclo, como humanos terrestre, e a maioria deles estão ou estiveram no processo de serem “despertados” por seus guias de Sirius em outras dimensões. Estes guias estão trabalhando com os Corpos de Luz dos seres físicos, bem como com seus corpos físicos, mentais e emocionais, para prepara-los para vir para a consciência total.

Nossas relações com os Sirianos se dão aproximadamente há dois milhões de anos, os Sirianos começaram a adicionar algo de seu próprio DNA ao material genético de Homo sapiens. Eles ajudaram a criar os corpos que temos agora; então, geneticamente, somos quase idênticos a eles.

As principais diferenças é que os Sirianos tendem a ser mais altos que nós, com cérebros maiores e mais desenvolvidos e que eles vivem muito mais tempo. Na verdade, o cérebro Siriano tem um outro lobo acima do frontal, muito semelhante ao que as baleias e os golfinhos tem.Ele lhes permite ter visão estereoscópica: eles podem ver dentro de um objeto bem como do lado externo e do lado oposto em terceira dimensão. Também, os Sirianos, assim como os cetáceos, tem enormes capacidades telepáticas e psíquicas.

A comunicação telepática é concentrada através do quarto chakra, o cardíaco, mais do que com o quinto e o sexto chakras. Isto faz com que a comunicação seja muito mais amorosa que apenas palavras ou pensamentos. Os Sirianos também ajudaram geneticamente a co-criar as formas golfinho/baleia, e esta é uma razão pela qual muitos espíritos Sirianos são tão atraídos aos que estão encarnados na Terra como Cetáceos.

Eles amam tornarem-se alegremente suas co-criações. Os Sirianos que estão em sua forma etérica ou em sua forma nativa estão agora trabalhando com muitos de nós, não somente na ativação e abertura de nossos cinco chakras interplanetários mais elevados e em partes do nosso cérebro que estiveram dormentes, mas eles estão também trabalhando na nossa estrutura genética.

O DNA humano irá voltar, de sua atual estrutura em dupla-hélice à sua estrutura original de 12 hélices. Para aqueles que são adultos, o nosso DNA em nossos corpos não irá mudar muito. Mas para aqueles de nós que tem ou terão crianças pequenas em um futuro próximo, os Sirianos estão trabalhando com muitos de nós para mudar o DNA dos óvulos e espermatozóides. Isto então dará a certeza de que as crianças nascerão com o seu DNA totalmente de 12 hélices e na verdade já tem a estrutura em seus corpos físicos para que sejam totalmente conscientes. Portanto, essas crianças não terão que ser “retro-alimentadas” como nós adultos.

Os Sirianos são membros de uma grande federação galáctica e algum tempo antes a nossa assim chamada “história registrada”, A Terra costumava também ser parte da Federação. Existem histórias diferentes que diferem de fonte para fonte a respeito do que aconteceu e fez com que os humanos, ou partissem ou fossem deixados para fora da Federação, após uma espécie de desastre de manipulação genética. Mas agora, a Terra está entrando numa grande mudança e parece que todos querem estar aqui para ver o que acontece, alguns como participantes, como os Sirianos, e alguns como observadores. Após a Ascensão, a Terra novamente será um membro ativo da Federação Galáctica.


hankarralynda.blogspot.com/2009/relacoescomsirius.html

SERES CRISTALINOS

Os Seres Cristalinos compreendem como o sonho é criado, a vida é interpretada eles são a reencarnação da estrutura Maia

Eles sempre estiveram presentes neste mundo e em outros mundos, em estruturas muito diferentes, em capacidades muito diferentes, com ou sem corpos físicos, com ou sem cosmologias, com ou sem linhagens.

Eles não vieram reinventar a Terra..
Os seres Cristalinos vem participar do mundo porque a sua escolha é fazê-lo. Eles interagirão com o mundo tal como escolheram fazê-lo. O que eles trazem será por própria escolha, e em sua maior parte, a humanidade se beneficiará com eles. É importante saber que eles não estão aqui para salvar a humanidade ou a uma raça em particular.

Os seres Cristalinos se apresentam, em essência, para assumir este lugar. Sua consciência expandida é tão grande que eles podem assumir o lugar de três, quatro ou uma dúzia de seres. A aura deles é muito maior do que a sua ou até dos Índigos ou de qualquer outro ser que existiu. Algumas das auras dos seres Cristalinos podem se estender a tal distância que incluiriam 1.500 a 3.000 metros. Eles podem se conectar uns com os outros, assim como as linhas ley se conectam dentro da Terra.

Os seres cristalinos se conecta uns aos outros da mesma maneira, como uma essência em forma de rede. Alguns dos seres Cristalinos chegam por meio do nascimento, mas outros não eles simplesmente se manifestam.
A vibração Cristalina não pertence à terceira dimensão, precisa somente da vibração ampliada da Terra, estendida e multiplicada de uma forma geométrica a fim de criar um estado de ser, um corpo, uma imagem, uma forma fisicamente densa ou holográfica. A natureza Cristalina pode produzir mudança de vibração, de freqüência para todos os envolvidos.

Se um ser Cristalino entrar nesta sala agora, todas as suas vibrações seriam elevadas instantaneamente porque a qualidade não invasiva do ser Cristalino o permite, invoca e convida, onde ele toca, ele elevará os espíritos, a alma, ele os farão recordar qual é a sua verdade. São os seres Cristalinos que podem auxiliar os Índigos com os seus encargos. São os Seres Cristalinos que se ajudaram a si mesmos,que esqueceram de si mesmos, do seu propósito. Eles estão no passado, no presente ou no futuro.

Aqueles que estão em corpos mais densos têm DNA., corpos holográficos não têm DNA, mas uma semelhança do DNA sem os meios físicos de manifestação.

A linhagem Cristalina é a mais antiga, no Planeta Terra e assim ocorre com os seres – eles são os mais antigos de todos. Eles não medem o passado, o presente e o futuro. Eles se medem no todo, de alguma forma.

A INVASÃO DA NOVA LUZ
BABY BOOMERS

São as crianças pós-guerra nascidas entre 1945/1965
em uma onda muito grande de nascimentos

A geração baby-boom foi a primeira abertura na densidade do que foi a sociedade naquele momento, a invasão da nova luz, de uma nova vibração.

É mais o que você denominaria de energia subatômica.
As partículas subatômicas dentro daqueles que nasceram durante este tempo foram partidas, tal como se partiu fisicamente o átomo - o átomo subatômico se unia. Fisicamente, na terceira dimensão, o átomo se parte. Dimensionalmente podemos dizer que a unidade subatômica se une, e se tem unido ao nível da alma, produzindo uma elevação da consciência ou da possibilidade de uma maior consciência.

Perspectiva linear.
É como se nos colocássemos com outros etempos anteriores, mas existe uma perspectiva mais multidimensional que está surgindo através de nós. É como se a semente ou o potencial que existe agora, tenha estado presente através de todos os tempos dentro da terra e dentro do cosmos. Talvez nós sejamos capazes de cultivar esta semente com mais atenção em determinados momentos.


Todos os seres pertencem ao ser Uno, ao pensamento Uno ou à experiência Una, à medida que o Uno se converte nos muitos, os muitos se comparam com o Uno, porque os muitos desejam ser, uma vez mais, o uno.

É o estica e puxa o esforço do um para os muitos e dos muitos para o um, que determina quão expandidos vocês estão na consciência ou na evolução, nesta vida ou nas outras. É mais como se a onda cósmica, ou a banda, se movesse para dentro e para fora, para dentro e para fora, como a inalação cósmica e a exalação da Fonte, Tudo O Que É.

As gerações que compreendem isto compreendem os seus antepassados hereditários ou infantis. Seus filhos são os seus antepassados, deste reino do pensamento. Saber se vocês são mais ou menos evoluídos do que os seus antepassados é ver se os seus filhos são mais ou menos evoluídos do que vocês.

Em essência, sim – o filho é o pai.
Para aqueles que são pais, vocês não são os pais de seu filho. Seu filho é o seu pai. Seus netos são os seus pais. Seus bisnetos são o seu futuro e o seu passado, porque a natureza espiritual do estado de ser lhes permite ser uno com a Fonte e mais além da Fonte. Como se converte o uno em mais além da fonte? Sendo os muitos. Os muitos avançam mais além da Fonte somente para regressar a ela. Por conseguinte, seus pais são os seus filhos e os seus filhos são os seus pais. E a vibração que vocês têm faz deste espectro total de possibilidades, a sua própria.

Qual é a linha temporal atual da Terra, ou em outras palavras, por meio de que linhagem energética de pai/filho/avó se despertará para a percepção da unidade, de modo que os muitos compreendam que são unos juntos, movidos pela consciência?

É um conceito que não será enfrentado por muitos, ou será pensado como um conceito experimental que não pode ser provado ainda durante muito tempo. É grandioso que você o vá explorar, e talvez também o faça surgir.

Embora os Índigos sustentem o encargo do mundo como é agora, foi dito que os seres Cristalinos não o farão. Eles não criarão uma carga, e eles não sustentarão uma carga. Eles serão neutros. E porque eles são neutros, eles serão também de algum modo transparentes em sua natureza. E porque eles são transparentes, eles serão de densidade informal, mas não formal

Como eles afetarão o futuro? Se ão neutros, irão dizer: "Não vou lutar por aquilo

que creio, nem vou deixar de lutar, mas lhes permitirei que o façam, se gostarem".

Podem ver como isto começará a fazer uma diferença no mundo, nas batalhas que prevalecem, nas guerras que estão sendo programadas

Os seres Cristalinos dirão:
"Eu não irei levantar um braço ou uma arma, nem irei levantar uma espada, nem irei pronunciar palavras que possam magoar o outro. Mas se vocês quiserem fazê-lo, estarei parado ao seu lado e irei presenciá-lo". Isto começará a transformar o mundo a sua volta.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

RESSONÂNCIA MÓRFICA MEMÓRIA COLETIVA

Na biologia, surge uma nova hipótese que promete revolucionar toda a ciência. Era uma vez duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha "A" descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia.
Quando o centésimo símio da ilha "A" aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha "B" começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira.Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Esta é uma história fictícia, não um relato verdadeiro.

Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes idéias científicas da atualidade: a hipótese dos "campos mórficos", proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake.
Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua atuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

A analogia termina aqui, porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e eletromagnético. O que se transmite através deles é pura informação. É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao patrimônio coletivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

O processo responsável por essa coletivização da informação foi batizado por Sheldrake com o nome de "ressonância mórfica". Por meio dela, as informações se propagam no interior do campo mórfico, alimentando uma espécie de memória coletiva. Em nosso exemplo, a ressonância mórfica entre macacos da mesma espécie teria feito com que a nova técnica de quebrar cocos chegasse à ilha "B", sem que para isso fosse utilizado qualquer meio usual de transmissão de informações.

Parece telepatia. Mas não é. Porque, tal como a conhecemos, a telepatia é uma atividade mental superior, focalizada e intencional que relaciona dois ou mais indivíduos da espécie humana. A ressonância mórfica, ao contrário, é um processo básico, difuso e não-intencional que articula coletividades de qualquer tipo. Sheldrake apresenta um exemplo desconcertante dessa propriedade.

Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório - diz ele -, não existe nenhum precedente que determine a maneira exata de como ela deverá cristalizar-se. Dependendo das características da molécula, várias formas de cristalização são possíveis. Por acaso ou pela intervenção de fatores puramente circunstanciais, uma dessas possibilidades se efetiva e a substância segue um padrão determinado de cristalização. Uma vez que isso ocorra, porém, um novo campo mórfico passa a existir. A partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável em qualquer laboratório do mundo. E quanto mais vezes ele se efetivar, maior será a probabilidade de que aconteça novamente em experimentos futuros.

A realidade, porém, é exuberante demais para caber na saia justa do figurino reducionista
Exemplo disso é o processo de diferenciação e especialização celular que caracteriza o desenvolvimento embrionário. Como explicar que um aglomerado de células absolutamente iguais, dotadas do mesmo patrimônio genético, dê origem a um organismo complexo, no qual órgãos diferentes e especializados se formam, com precisão milimétrica, no lugar certo e no momento adequado?

Se for definitivamente comprovado que os conteúdos mentais se transmitem imperceptivelmente de pessoa a pessoa, essa propriedade terá aplicações óbvias no domínio da educação. "Métodos educacionais que realcem o processo de ressonância mórfica podem levar a uma notável aceleração do aprendizado", conjectura Sheldrake. E essa possibilidade vem sendo testada na Ross School, uma escola experimental de Nova York dirigida pelo matemático e filósofo Ralph Abraham.

De todas as aplicações da ressonância mórfica, porém, as mais fantásticas insinuam-se no domínio da tecnologia. Computadores quânticos, cujo funcionamento comporta uma grande margem de indeterminação, seriam conectados por ressonância mórfica, produzindo sistemas em permanente transformação. "Isso poderia tornar-se uma das tecnologias dominantes do novo milênio", entusiasma-se

Paula X enviou mensagem semelhante

terça-feira, 17 de novembro de 2009

FISICA QUÂNTICA MATRIX

Análise da trilogia de filmes The Matrix a partir dos estudos de Carl Jung, com elementos do Estruturalismo e do Pós-Estruturalismo como base comparativa.
 
A forma do mundo em que o homem nasceu
já está dentro dele como imagem virtual
(Carl Jung)
 
Carl Gustav Jung era um jovem psiquiatra de Zurique na época em que conheceu e ficou fascinado pelo revolucionário psicanalista Sigmund Freud, no começo do século passado. A admiração mútua durou pouco mais de uma década, tendo os dois rompido relações por incompatibilidades pessoais e intelectuais, principalmente pela rejeição de Jung ao pansexualismo de Freud. Para Jung, o comportamento humano é condicionado não somente pela sua história individual e racial (causalidade), mas também pelos seus alvos e aspirações (teologia). O passado como realidade, e o futuro como aspiração/potencialidade dirigem o comportamento presente.
 
"O indivíduo vive para os alvos, assim como pelas causas"
(Carl Jung)
 
No primeiro filme, Neo aprende a viver por sua aspiração, que é primeiro libertar-se de algo que ele não conseguia ver ou saber, mas cuja opressão ele podia sentir em sua alma. Ele buscou essa libertação desesperada e inconscientemente, e foi ajudado por Morpheus e Trinity a sair da Matrix. Após o conhecimento do QUE o subjugava, sobreveio o medo, e a pequenez diante do poder do carcereiro (no caso, as máquinas). Precisou, novamente, de ajuda externa, na figura de Oráculo, que progressivamente o ensinou que buscar os seus objetivos é como respirar (ou amar): não deve haver dúvidas se você pode ou não pode, você apenas respira (ou ama) e aquilo é o natural. Sua mente, enganada (e subjugada) pelas máquinas durante toda a vida, poderia novamente ser enganada (e subjugada) por uma força ainda maior: ele mesmo. Inicia-se todo um esforço de desprogramação (desintoxicação) das limitações que o cerceavam na Matrix.
 
Foi em um momento de absoluta necessidade, quando não havia espaço para o raciocínio lógico, que uma parte do poder de Neo aflorou, e ele salvou Trinity da queda no helicóptero numa seqüência de acontecimentos que poderíamos chamar aqui de Sincronicidade, onde cada ação ocorreu em seu momento certo, da forma correta. Embora ele tenha tido este momento de epifania, dúvidas ainda pairavam em sua mente, dúvidas essas que o levaram ao erro (a bala que passou de raspão ao tentar desviar) e foi preciso que seu corpo na Matrix morresse (simbólica e literalmente) para que uma nova consciência pudesse despertar. Essa nova consciência, finalmente liberta das amarras da ilusão (Matrix), escolheu ensinar a humanidade o poder dessa libertação
 
Assim termina o primeiro filme, que retrata um combate não externo, mas interno, contra a ilusão que nubla a própria mente consciente, ou ego, como veremos nos estudos de Carl Jung.

É o responsável por nossos sentimentos de identidade e continuidade e, do ponto de vista da própria pessoa, é encarado como sendo o centro da personalidade. O budismo procura justamente aniquilar o ego, essa falsa percepção de identidade. O ego não foi produzido pela natureza para seguir ilimitadamente os seus próprios impulsos arbitrários, e sim para ajudar a realizar, verdadeiramente, a totalidade da Psique. Se, por exemplo, possuo algum dom artístico de que meu ego não está consciente, este talento não se desenvolve, e é como se fora inexistente. O ego é como o boi da parábola Zen, é a tração. Mas não confunda: o boi não guia, é guiado pelo cocheiro, mas, na maioria das vezes, nós mesmos deixamos o boi tomar o rumo que ele quer.

Acredito que o inconsciente coletivo seja, na verdade, uma abordagem mais científica para a reencarnação (tema carregado de profundo significado religioso e Tabu até hoje para os cientistas), que Jung conhecia bem, mas preferiu deixar de fora de suas conclusões. Ele narrava que, nas suas viagens pela Europa, antes de chegar a determinado lugar, tinha a impressão nítida de que antes houvera estado ali. Conhecia detalhes, hábitos, cultura e, ao chegar, para sua surpresa, verificava que aquela percepção era verdadeira. Naturalmente, sua abordagem foi psicanalítica.
 
Onde ficam as experiências que foram reprimidas, suprimidas, esquecidas ou ignoradas, e também experiências muito fracas para marcar a consciência do individuo. É aí que se encaixam os Complexos, que são grupos organizados de sentimentos, percepções e memórias, que ficam no inconsciente, mas atuando de forma determinante no consciente, podendo atuar até mesmo como uma personalidade autônoma, usando a psique para seus próprios fins.

É o alicerce de toda a estrutura da personalidade. Sobre ele estão erigidos o ego, o inconsciente individual e todas as outras aquisições individuais. Jung vê a personalidade como um produto do passado ancestral, sendo o homem moderno concebido e moldado pelas experiências acumuladas de gerações passadas, recuando até as origens obscuras e desconhecidas da humanidade. Segundo ele, o homem nasceu com muitas predisposições (legado de seus ancestrais) que dirigem sua conduta e determinam, em parte, aquilo de que ele tomará consciência e a que responderá em seu próprio mundo de experiências. Ou seja, uma personalidade coletiva, que atua seletivamente no mundo da experiência e é modificada e elaborada pelas experiências que recebe (assim como o conceito de egrégora, só que, no caso de Jung, mais determinante e menos intuitiva). Uma personalidade individual, nesse caso, seria o resultado da interação de forças internas e externas. Mas ele deixa espaço para a individualidade, pois se assim não fosse, não haveria lugar para a variação e o desenvolvimento. Assim como Jung, o estruturalista Claude Lévi-Strauss também acreditava que o espírito era influenciado por uma energia superior inconsciente.
 
"O conhecimento baseia-se não somente na verdade,
mas no erro também"
(Carl Jung)
 
No segundo filme, Neo é alçado a um patamar de semi-Deus pelos seus amigos e habitantes de Zion. Não apenas ele libertou-se, como dominou o código da Matrix. Neo fica um pouco desconfortável com o assédio, mas seu ego se acomoda bem à posição de Super-Homem, e sua autoconfiança dentro da Matrix é visível, e perigosa. Vejamos o que Jung tem a dizer sobre os papéis que tomamos para nós mesmos e para a sociedade.

São imagens recorrentes no inconsciente coletivo (formas-pensamento), que expressam e definem uma situação. São mais que um ícone, pois contêm uma grande carga de emoção (além da informação) que é transmitida a quem vê. Ex: Jesus na cruz simboliza um arquétipo de ser bondoso que sofreu injustamente e resignado, o que causa um efeito anestésico (inconsciente) em quem está passando por provações (por identificação). Já a andrógina e decidida Trinity se tornou (pra muitos) um arquétipo feminino. Uma vez que esses arquétipos são assimilados pela pessoa, são trabalhados individualmente, podendo até assumir o controle da personalidade (no caso da Sombra). Não é preciso entrar em contato sensorial com o arquétipo para que eles atuem, já que cada indivíduo nasce com acesso a toda a "biblioteca de Arquétipos", via Inconsciente Coletivo.
 
Persona é a máscara usada pelo indivíduo em resposta às convenções e tradições sociais e às suas próprias necessidades arquetípicas internas. É o papel que a sociedade lhe atribui, que espera que você represente na vida. O propósito da máscara é produzir uma impressão definitiva nos outros e, muitas vezes (embora não obrigatoriamente) dissimula a verdadeira natureza do indivíduo, em oposição à personalidade privada, que existe por trás da fachada social. Se o ego se identificar com a persona, como freqüentemente o faz, o indivíduo terá mais consciência do papel que está representando do que de seus sentimentos genuínos. Será sugado pelo personagem, tornando-se um alienado de si mesmo e toda a sua personalidade toma um aspecto superficial e bidimensional (a persona assemelha-se, em certos casos, ao superego categorizado por Freud). O pós-estruturalismo veio reforçar a idéia do papel como esvaziador da potência do indivíduo, como um chefe que se deixa tomar pela importância do cargo, ou homem/mulher que sofre ou se anula em prol de um símbolo, que é a família ou o casamento. Lidamos com esses símbolos todo dia, seja em casa (com o pai, irmão), seja na rua (com o guarda), nos afazeres (com o professor, o chefe), até mesmo indiretamente (como o governador e o presidente), os símbolos se interpõem entre nós e as pessoas, assim como um software de computador nos apresenta um conjunto de símbolos que intermedia nossa comunicação com o processador da máquina.

"Mais cedo ou mais tarde tudo se transforma no seu contrário"
"Aceite que tudo gira em torno do sexo. É inevitável!"
(Carl Jung)
 
Continuando o filme, surge o combate de Neo com Smith. Neo fica surpreso em ver como ele está mais forte, e tem de fugir para não perder o combate. Aqui fica claro que há uma estreita relação entre os dois, que ambos podem intuir, mas, como ambos se detestam, não podem compreender as implicações de que um é instrumento de evolução do outro.

O arquétipo da Sombra é o lado escuro da mente, moradia do inconsciente. Lá estariam guardados os instintos animais que o homem herdou de espécies primitivas na evolução, e também as funções menos utilizadas da personalidade. É representada pelas idéias, desejos e memórias que foram reprimidos pelo consciente, por ser incompatível com a Persona e contrárias aos padrões morais e sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece na forma daquilo que detestamos. No caso de Neo, um engravatado do governo.
 
Quanto mais a Sombra tornar-se consciente, menos ela pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza, e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma "caricatura bidimensional" que rejeita a ambivalência presentes em todos nós. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na Psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá. Mas cuidado para não se tornar a sombra, pois ela também é um arquétipo "bidimensional".
 
Smith não é o único caso de sombra no filme. Somos apresentados a uma pessoa cuja trajetória de vida lembra a de Neo, só que muito mais arrogante e manipulador: O Merovingeo. Ele, que já foi um Iluminado, um liberto da Matrix, se rendeu aos prazeres da Matrix, gerenciando um "inferninho" (qualquer semelhança com o mito do Anjo caído não é coincidência). Ele aparentemente controla a Matrix, mas também é controlado por ela. As próprias máquinas são outra forma de sombra:

A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas tendências indesejáveis em outros. Desconfie se sua namorada tiver a paranóia de que você a está traindo, sem você ter dado motivo, ou daquele seu amigo que vive dizendo que todo mundo é gay. A Sombra é o oposto do ego e encarna, precisamente, o traço de caráter que mais detestamos nos outros. E aí lembro do espírito Joana de Ângelis, que diz que "o ódio é o amor distorcido". Na verdade, ao odiarmos, estamos sufocando algo que temos dentro da gente (por isso a ressonância) que cultivamos (quem cultiva, ama), mas não admitimos. Se não a cultivássemos, a Sombra não existiria desta forma. Daí a necessidade do caminho do meio, do equilíbrio. Se o ego for bem trabalhado nas 4 funções (pensamento, sentimento, sensação e intuição) não vai sobrar grandes opostos para a Sombra encarnar

No filme vemos a simbologia da projeção dos humanos sobre as máquinas. Criticam nas máquinas exatamente seu maior defeito: a exploração e a subjugação pela força. Ao ver o episódio de Animatrix onde é contada a história da humanidade ANTES da escravização, vemos o quanto os humanos foram (e ainda são) arrogantes e cruéis com as máquinas. Foram os humanos, e não as máquinas, os responsáveis pela destruição da atmosfera do planeta, o que obrigou as máquinas a usarem humanos como fonte de alimentação. No diálogo de Neo com o Conselheiro Hamann, vemos a questão ser retomada, e a constatação de que eles continuam dependentes das máquinas tanto quanto antes, mas admitir isso seria uma fraqueza, pois a ilusão humana é acreditar que está no controle. Até hoje é mais fácil para o ser humano confrontar ao invés de conviver, tirar ao invés de pedir, desperdiçar ao invés de compartilhar.

Jung descobriu que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu interior ou para o exterior, sendo que a energia dos introvertidos se dirige em direção a seu mundo interno, enquanto a energia do extrovertido é mais focalizada no mundo externo. Entretanto, ninguém é totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras ocasiões a extroversão é mais adequada, mas, as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter ambas ao mesmo tempo. Jung também enfatiza que nenhuma das duas é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de pessoas. Darwin, por exemplo, era predominantemente extrovertido, enquanto Kant era introvertido por excelência. O ideal para o ser humano é ser flexível, capaz de adotar qualquer dessas atitudes quando for apropriado, operar em equilíbrio entre essas duas qualidades.
 
"O pêndulo da mente se alterna entre perceber
e não-perceber, não entre certo e errado"
(Carl Jung)
 
O estruturalismo (Lévi-Strauss, Barthes, Lacan etc) e a teoria dos sistemas (Luhmann) decretaram a "morte do sujeito", o indivíduo do pensamento iluminista, em favor da sociedade ex-machina, vista de cima, de forma pragmática e objetiva. Esse é o papel do Arquiteto, o programa que construiu a Matrix. Para ele pessoas são números, equações que ele deve manter equilibradas. Entretanto, o ser humano é imprevisível, e alguns poucos desequilibraram o sistema várias vezes, causando um colapso.
 
O pós-estruturalismo defende que é a interação entre os elementos de um sistema que causa a entropia que destrói a estutura. Cuidar desses elementos individuais é o papel de Oráculo, um programa de salvaguarda do "sistema Matrix". Ela tenta equilibrar os interesses do Arquiteto com o dos humanos "revoltados", e naturalmente evoluiu para ser a intermediadora entre os dois lados.

Anima (alma, em latim) é a representação feminina no inconsciente do homem (que idéia ele faz, no seu íntimo, da mulher). O caráter da Anima é, em geral, determinado pela sua mãe. Se o homem sente que sua mãe teve sobre ele uma influencia negativa, sua Anima se manifestará de forma negativa, ou seja, ele poderá ser inseguro, apático, com medo de doenças, de impotência ou de acidentes (se ele conseguir combater essas influências negativas da Anima, sua masculinidade tende a fortalecer-se). A vida adquire um aspecto tristonho e opressivo, que pode levar o homem até mesmo ao suicídio. Se, por outro lado, a experiência com a mãe tiver sido positiva, a Anima poderá deixá-lo efeminado ou explorado por mulheres, incapaz de fazer face às dificuldades da vida (menino criado com vó dá nisso!). A manifestação mais freqüente de Anima é a que toma forma como fantasia erótica, que leva o homem a consumir revistas pornográficas, sex-shows, etc. É um aspecto primitivo e grosseiro da Anima, mas que só se torna compulsivo quando o homem não cultiva suficientemente suas relações afetivas - quando sua atitude para com a vida mantém-se infantil.


O encontro de duas personalidades  é como o contato de duas substâncias quimicas
Se há alguma reação, ambos são transformados
 
Animus (espírito, em Latim) é o lado masculino no inconsciente da mulher. Assim, uma mulher muito feminina tem uma alma masculina não desenvolvida (trabalhada). Em seu relacionamento com o mundo, se ela é impressionável, calorosa, estimulante e envolvente, seu lado masculino interior será muito diferente: duro, crítico, agressivo, prepotente... O Animus (assim como a Anima) possui 4 estágios de desenvolvimento: o primeiro como personificação da força física (o atleta, a força pelos músculos), no estágio seguinte, como o homem de ação (iniciativa e planejamento). No terceiro, manifesta-se como verbo, como professor, e na quarta e mais elevada manifestação torna-se (assim como a Anima) mediador de uma experiência na qual a vida adquire um novo sentido. Dá à mulher uma firmeza espiritual e um amparo interior, que compensa sua brandura exterior. Relaciona a mente feminina com a evolução espiritual da época, tornando-a assim mais receptiva a novas idéias criadoras do que o homem. É por este motivo que antigamente, em muitos países, cabia à mulher adivinhar o futuro ou a vontade dos Deuses. A audácia criadora do seu Animus positivo expressa, por vezes, pensamentos e idéias que estimulam a humanidade a novos empreendimentos.

Anima/us é também uma Sombra, e como tal pode ser projetada. Isso é feito quando a pessoa apaixona-se logo de cara, quando diz "É essa/esse!" e parece que se conhece essa pessoa há tempos. Pessoas fascinantemente misteriosas são as mais fáceis do homem/mulher projetar sua Anima/us, pois em torno delas pode-se tecer as mais variadas fantasias. Para sair desta ilusão é preciso reconhecer o Anima/us como um poder e qualidade interior. O objetivo de todo esse jogo do inconsciente é forçar o ser humano a desenvolver e amadurecer o próprio ser, integrando melhor a sua personalidade inconsciente e trazendo-a à realidade da vida (mesmo que seja através de subterfúgios, como projeções).
 
"Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher; 
não a imagem desta ou daquela mulher, mas uma imagem feminina definitiva"
(Carl Jung)
 
Mas a Anima/us não é só negativa. Ao contrário, uma Anima bem trabalhada pode levar o homem ao seu pleno potencial. A função mais importante da Anima é ajudar a sintonizar a mente masculina com seus valores interiores positivos, assumindo então uma posição de mediadora entre o mundo interior e o Self. E é através deste desejo íntimo de trabalhar aspectos que o homem não possui, que um homem tímido tende a procurar alguém que seja extrovertida. Como no velho ditado "os opostos se atraem", ou a "cara metade", a "banda da laranja", etc. As pessoas buscam o oposto nas outras pessoas quando na verdade é um subterfúgio do inconsciente para encontrar o oposto dentro delas mesmas. 
 
"Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher".
Verdade, embora o contrário também seja verdadeiro.
 
Vemos este arquétipo de Anima como a salvação, a luz no fim do túnel, no livro A Divina Comédia, onde Beatriz guia Dante através de um (significativo e simbólico) caminho tortuoso e íngreme, que o leva à redenção (luz). Trinity simboliza a Anima de Neo em Matrix, e através dela (direta e indiretamente) ele pôde manifestar suas potencialidades. Na Índia vemos essa dualidade/complementação no casal de Deuses Shiva/Kali e Vishnu/Parvati.
 
No terceiro filme Neo fica cego (simbolicamente perdido, cercado pela escuridão) e é guiado (literalmente pela mão) por Trinity, que pilota a nave até seu objetivo (a cidade das máquinas). Antes, porém ela leva Neo até a luz do Sol (símbolo pra uma nova iluminação, uma nova compreensão).

A Anima/us vai muito mais fundo na contraparte da personalidade (lado oposto inconsciente) que a Sombra. Se a imagem da Sombra desperta medo e apreensão, a Anima/us, ao contrário, estimula o desejo de união. A Sombra leva a pessoa de encontro a parte indesejada da Psique total, suas qualidades inferiores. Mas não vai além disso, a menos que se deseje ir de encontro com o mal absoluto. A estrutura Anima/Animus leva a pessoa a níveis muito mais profundos do Self, pois está ancorada em aspectos do inconsciente coletivo e arquétipos, não sendo apenas reflexos negativos de si mesmo
 
"Até o ponto que podemos compreender, o único propósito da existência humana
é acender a luz do SENTIDO na escuridão do mero SER."
(Carl Jung)

Há quatro funções psicológicas fundamentais para se analisar o ser humano: pensamento (pessoas assim são grandes planejadoras e tendem a se agarrar a seus planos e teorias, ainda que sejam confrontados com contraditória evidência), sentimento (Preferem emoções fortes e intensas - ainda que negativas - a experiências apáticas e mornas. Faz seu julgamento com base em seus próprios valores, como por exemplo, se é bom ou mau, se é certo ou errado, agradável ou desagradável), sensação (O enfoque está na experiência direta, e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência. Tem a ver com o que a pessoa pode ver, tocar, cheirar. Os sensitivos trabalham melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos) e intuição (O homem intuitivo vai além dos fatos, sentimentos e idéias, em busca da essência da realidade. As implicações da experiência - o que poderia acontecer, o que é possível - são mais importantes para os intuitivos do que a experiência real por si mesma. Dão significados às suas percepções com tamanha rapidez que, via de regra, não conseguem separar suas interpretações conscientes dos dados sensoriais brutos obtidos).

As duas primeiras são funções racionais (fazem uso da razão, do juízo, da abstração e da generalização) e as duas últimas são irracionais (por serem baseadas na percepção do concreto, do particular e do acidental). O pensamento é ideacional e intelectual. O sentimento mede o valor das coisas para o sujeito. A sensação é a percepção da realidade, traz fatos concretos ou representações do mundo. A intuição é a percepção por meio de processos inconscientes e conteúdos subliminares.

Embora todo mundo tenha as quatro funções, elas não são desenvolvidas em sua totalidade. Geralmente uma delas é predominante na consciência, e é chamada de função superior, e uma entre as três restantes pode agir como auxiliar da função superior. Em caso de "pane" da principal, entra automaticamente em cena a outra. A menos usada das quatro é chamada de função inferior,e fica reprimida, relegada ao mais profundo do inconsciente.

"Os maiores e mais importantes problemas são fundalmentalmente insolúveis.
Eles nunca serão resolvidos, e ainda crescerão além do esperado"
(Carl Jung)
 
Se todas as funções pudessem ser igualmente fortes no consciente e harmonizadas (como se dispostas na borda de um círculo) o centro desse círculo seria o Self realizado plenamente. É o núcleo, mas também é toda a esfera. O problema é que nem sempre acessamos este núcleo. Mas não fiquem pensando que é um ponto localizável na alma humana, algo que possa ser acessado tipo "ah, eu estou falando com o Self" porque ele é um conjunto que define o ser humano como um TODO, e o ser humano TAMBÉM é sua coletividade e seu meio (inconsciente coletivo). A abordagem do Self vem de encontro à filosofia Zen, quando diz:

"Se o Zen Budismo considerasse importante expressar-se aqui apoiado no uso da terminologia, poderia fazê-lo do seguinte modo: o centro do ser situa-se além da multiplicidade, da identidade/diversidade e, no entanto, não se situa além delas. E, como situar-se além e não-além disto é igualmente uma contradição, acrescentar-se-ia como explicação: o centro do ser não é um nem outro, nem ambos, e absolutamente não pode ser descrito por meio do pensamento.
 
Quem desejar saber o que ele é, deve percorrer o Caminho Zen"
(O caminho Zen, de Eugen Herrigel)
 
Nicolau de Cusa, monge filósofo do século XV, já usara imagem semelhante ao referir-se à onisciência divina: "Deus é uma esfera cujo centro está em toda parte e cuja circunferência não se delimita em parte alguma".

Um alvo pelo qual as pessoas sempre lutam, mas raramente atingem. Os arquétipos dessa realização são Jesus e Buda (meus heróis, meus heróis!). O Self pode ser definido como um fator de orientação intima. Jung o compara ao daemon, ou gênio (que hoje chamamos de guia espiritual ou anjo da guarda), seja ele interior ou exterior a você. O Self é o ponto central da personalidade, em torno do qual giram todos os outros sistemas. Ele sustenta a união desses sistemas, e fornece unidade, equilíbrio e estabilidade à personalidade. Antes de o Self emergir, é necessário os vários componentes da personalidade se desenvolvam plenamente. Por essa razão, o arquétipo do Self não se torna evidente até que o indivíduo tenha atingido a idade madura. Nessa época, ele procura deslocar-se do ego consciente para um ponto a meio caminho entre o consciente e o inconsciente. Manter-se nessa região intermediária constitui-se no domínio do Self. Qualquer semelhança com o caminho do meio, de Buda, não é coincidência.
 
"Não posso lhe dizer como é um homem que goza de uma completa auto-realização,
nunca vi nenhum...
Antes de buscar a perfeição, devemos viver o homem comum, sem mutilação"
(Carl Jung)
 
Individuação é um processo ininterrupto de aprimoramento pessoal. A harmonização do consciente com o Self. O caminho para a iluminação. Todos estamos num processo de Individuação, no entanto, a grande maioria não o sabem. Mas os que estão suficientemente conscientes deste processo, podem tirar algum proveito disso.
 
Mas não é assim tão é fácil: o ego reclama, pois se sente tolhido em suas vontades ou desejos, e projeta essa frustração sobre qualquer objeto exterior (Deus, a economia, o vizinho, o namorado(a) ou o trabalho). Algumas vezes tudo parece estar bem com a pessoa, mas no íntimo ela sente tédio e um vazio mortal. Há também o perigo de identificação com a Persona. Aqueles que o fazem tendem a tentar tornar-se perfeitos demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de sua auto-imagem idealizada. Aqueles que se identificam totalmente com a Persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida

"Nós não podemos mudar nada sem que primeiro a aceitemos"
(Carl Jung)
 
Há alguns estágios básicos para a Individuação, que são: reconhecer as máscaras (persona), confrontar a Sombra, a Anima / Animus, e finalmente, o desenvolvimento do Self. Mas não pensem que acaba por aí, ou que isso seja fácil. É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo é bem mais complexo que isso. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da Iluminação, na qual um indivíduo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura por si mesmo é vista como idêntica à finalidade. É como falei antes: a vida é um eterno "Saindo da Matrix".
 
Neo se defronta com as questão do que é "real" várias vezes durante os filmes. Primeiro, ele teve de se libertar da ilusão da Matrix, depois da ilusão do ego e, por fim, da ilusão da individualidade. Somente quando percebeu que não tinha sentido combater pela eternidade a Sombra (Smith) foi que Neo se deixou levar pelo SENTIDO dos acontecimentos, que no filme é chamado de propósito. Todos ali têm uma missão, uma programação, mesmo fora da Matrix. Era o indicativo de que, para além do Arquiteto e da Matrix, existiria uma OUTRA Matrix mais sutil, e percebemos isso claramente quando Neo, ao Individuar-se (na fusão com Smith) é simbolicamente retratado como Jesus na cruz - pois cumpriu o trajeto dos Mestres Crísticos, que colocaram a missão acima da individualidade - para depois sumir em uma luz que representa uma flor de Lótus (símbolo da transcendência da alma).